As Lithops, ou plantas-pedra, pertencentes à família das Aizoaceae, são coisas grotescas. Parecem pedras, de facto, ainda para mais se as encontrarmos no seu habitat natural - os desertos pedregosos do sul de África. E se a encontrarmos num vaso em casa de um amigo - fora da época de floração, obviamente - pensaremos apenas que o rapaz ensandeceu e anda a semear pedras de aparência assaz estranha. A verdade é que, aparentadas com calhaus ou não, as ditas Lithops florescem, no Outono (só para contrariar as modas), dando origem a algo parecido com malmequeres ligeiramente maiores que o corpo da planta. E diga-se, o corpo da planta é mesmo o mais pitoresco do pitoresco ser: é cónico, ou cilindrico, e tudo o que se vê à superfície do solo são as duas grotescas folhas parecidas com seixos. O caule está bem enterrado na areia e não é invulgar as folhas possuirem partes traslúcidas - as chamadas janelas (onde é que terão arranjado este nome?) - para permitir a passagem da luz a partes mais profundas da planta. Cultiva-se facilmente e não requer muita água. O que as Lithops reivindicam mesmo a sério é pouca humidade atmosférica e temperaturas acima dos 10º Celsius.
Pronto, agora só falta encontrar quem me venda, ou ofereça (de preferência), criaturas destas. Se alguém tiver pistas sobre como arranjar Lithops não se acanhe e deixe um comentário no local reservado para esse efeito.


