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segunda-feira, setembro 01, 2008

Best Bad Guys #5

Lord Darth Vader
The Star Wars Trilogy

* * *

E agora algo que não tem nada a ver: Já experimentaram "renderizar" um projecto a 3 dimensões no AutoCAD, com Final Gather On, num Pentium 3200 MHz, 1 Gb de RAM e NVidia de 512 Mb? Então experimentem. É divertidíssimo. O recorde está em 27 horas, 46 minutos e 19 segundos para um JPG com 140 Kb. Sem bloquear e sem crashar. Só com um ar condicionado a 20º Centígrados. E sem UPS que gosto é de riscos. Talvez um dia destes ponha aqui essas imagens, autênticos troféus da insónia e da hipertensão.

sexta-feira, agosto 29, 2008

Best Bad Guys #4

Kevin
Sin City

quarta-feira, agosto 20, 2008

Best Bad Guys #3

The Devil
Constantine

segunda-feira, agosto 18, 2008

What are you?


"Voilà! In view, a humble vaudevillian veteran, cast vicariously as both victim and villain by the vicissitudes of Fate. This visage, no mere veneer of vanity, is it vestige of the vox populi, now vacant, vanished, as the once vital voice of the verisimilitude now venerates what they once vilified. However, this valorous visitation of a by-gone vexation, stands vivified, and has vowed to vanquish these venal and virulent vermin vanguarding vice and vouchsafing the violently vicious and voracious violation of volition. The only verdict is vengeance; a vendetta, held as a votive, not in vain, for the value and veracity of such shall one day vindicate the vigilant and the virtuous. Verily, this vichyssoise of verbiage veers most verbose vis-à-vis an introduction, and so it is my very good honor to meet you and you may call me V!"


V, in V for Vendetta

Best Bad Guys #2

Anton Chigurh
No Country For Old Men

quinta-feira, agosto 14, 2008

Best Bad Guys #1


The Mouth of Sauron
Lord of the Rings - The Return of the King

quarta-feira, agosto 06, 2008

Oh não... Outro blog com uma fotografia do Joker!



Pois, 'tá bem, mas não resisti. Ontem vi o Dark Knight e não consigo evitar rever mentalmente todas as cenas do Joker. O olhar lunático, os trejeitos faciais, os estalidos bucais, a língua irrequieta, os cabelos oleosos, a maquilhagem desbotada, o caminhar vagabundo. Simplesmente não consigo evitar. Não tem a ver com o hype (até porque desconfio muitos dos hypes) gerado à volta da morte de Ledger, tem sim a ver com a realidade. Com este filme Heath Ledger prova ao mundo inteiro que iria ser um grande actor. Pelo menos foi-o com este Joker. O resto do filme é mediano, nunca genial ou brilhante, simplesmente aceitável. E só não é tão mau, ou melhor, só não acho que seja assim tão mau como diz o Marco por culpa do elenco (o que haverá para dizer de Freeman ou Caine?) e do realizador. De Cristian Bale também não há nada a apontar. É um bom Batman/Wayne e ponto final. Não sei se é o melhor, mas é muito bom e cumpre bem os papéis.

As adaptações cinematográficas de bandas desenhadas não são tarefa fácil, e quando o são saem valentes bostas. Nolan mostrou mais uma vez (gostei do Batman Begins) ser bastante competente mantendo sempre o jogo escondido e revelando as cartas uma a uma, sem deixar que o espectador preveja muita coisa antes de realmente acontecer. Nota positiva também para os embates corpo-a-corpo que estão num nível dinâmico mas humanamente possível... acho eu. O que lhe falta é umas dioptrias de "Visão Tim Burtoniana" de Gotham City. A Gotham de Burton é fabulosa. Sombria, suja, impura, parece um franchising do Inferno em plena Terra e isto mesmo sem vermos um único habitante. A Gotham de Nolan parece uma cidade como outra qualquer, Sydney, Chicago, Vancouver ou mesmo a zona empresarial do Rio de Janeiro. Gotham City é Gotham City, tal como Basin City é Basin City. São únicas, não só pelo facto de fazerem parte do imaginário BD, nem só pelos seus peculiares habitantes. São únicas também pela sua arquitectura, pelo seu microclima, pelo seu smog, pela malignidade impregnada nas paredes e no alcatrão das ruas. Pela escuridão que reina pelas ruas de ambas mesmo que seja meio-dia em meados de Julho.
Na minha opinião bastava Christopher Nolan ter pedido ajuda a Burton (tal como Rodriguez pediu a Miller e Tarantino em Sin City) para Dark Knight ser, não só um sucesso de bilheteiras, mas um filme brilhante e genial. Assim o Joker de Heath Ledger foi desperdiçado num filme bom/mediano e já não há mais nenhum. E é pena.


N. do B.: Isto não é uma crítica. É uma nota do que penso sobre este filme em particular. Não é uma crítica porque isto não é um blog de críticas, apesar de às vezes, muitas vezes, parecer o contrário. Não há aqui ninguém com habilitações para ser crítico. O que há é um espectador que gosta de, e pode, dar a sua opinião. Muito obrigado e boa noite.

segunda-feira, junho 23, 2008

Shaun, the Sheep, by Aardman Studios

Não sei se já tinham ouvido falar do Shaun, the Sheep. Se ainda não ouviram falar, ora aqui está uma boa oportunidade de o fazerem. Outra genial produção dos estúdios Aardman (Wallace & Gromit), é uma série infantil que nos mostra o dia-a-dia de um rebanho de ovelhas deveras peculiar. O cão pastor e o, aparentemente, dono do rebanho compõem o elenco principal. Animação em plasticina ao melhor nível que se pode imaginar. Vi-os hoje no Onda Curta da RTP2 e tenho que vos mostrar isto. Até estou a pensar em postar um episódio todas as semanas, naquela de me armar em canal de televisão com entretenimento de extremo bom gosto.



Shaun, the Sheep - Little Sheep Of Horrors

quarta-feira, abril 30, 2008

domingo, abril 20, 2008

Cinema: I Am Legend


Já tinha lido muitas críticas a este filme e considerei-as, e ainda as considero, todas válidas. É practicamente um remake hollywoodesco do 28 Dias Depois. Não acrescenta nada de novo: encontramos Will Smith a viver numa Nova Iorque tão deserta que o homem passa os dias a caçar veados na 5ª Avenida a bordo de um Mustang GT500, com a preciosa ajuda da sua cadela Samantha. Tudo porque alguém tentou curar o cancro e criou um vírus, que através de algumas mutações, infectou a população humana tornando-os numa espécie de cães de caça raivosos e sensíveis a raios ultravioletas. Não vou contar o resto da história para não estragar a coisa a quem não viu. Mas estamos aqui é para criticar, portanto vamos a isso: os monólogos de Smith com os manequins que ele próprio planta no videoclube são deliciosamente tristes - mostram um homem extremamente carente de contacto humano, muito, muito perto da loucura - e são bastante verosímeis. Os humanos infectados, apesar de serem demasiado computorizados também parecem verosímeis, se considerarem Gollum verosímil. O que não é verosímil de certezinha absoluta é haver alguém que, ao conhecer o som de Damien Marley, nunca tenha ouvido falar do pai Bob. Só por isso, e pelos fracos efeitos dos humanos infectados, leva um 2.5 em 5 pontos possíveis. Mas não vão por mim. Vejam o filme, se não viram, e digam-se o que acharam. Não é uma obra prima, mas há muito pior por aí espalhado.

segunda-feira, abril 07, 2008

Sensuality & Divinity



A Dança do Oráculo in 300

A melhor sequência visual do Cinema de 2007. Digam o que disserem. O que me faz espécie é como é que a homossexualidade entre os gregos imperava quando havia moças assim e ainda por cima a dançar desta maneira. Ah, já agora fica a informação: a menina chama-se Kelly Craig e tem as divinais medidas de 81-64-89. Não é perfeita perfeita, mas a perfeição é constantemente sobrevalorizada.

quinta-feira, março 20, 2008

Outra fita de 2008 - 10.000 AC


A maior parte da crítica arrasa este filme. Mas é preciso ter calma. Antes de mais há que referir duas premissas que o leitor deve ter em conta antes de ver o filme, este ou outro qualquer: primeiro, nem todos os filmes podem ser obras de arte clássica. O Cinema seria a expressão de arte mais aborrecida do mundo se todos os filmes fossem clássicos suecos dos anos 70 ou fossem realizados por discípulos de Manoel Oliveira; segundo, a menos que o filme tenha um rótulo a dizer "Documentário" não é, portanto, um documentário, sendo acima de tudo uma obra de ficção (inspirada em factos reais ou não) onde o realizador tem toda a liberdade de contar a história como bem entender. E se lhe apetecer misturar mamutes com civilizações pré-colombianas pois que os misture, se for essa a sua vontade.
Também não vejo problemas nenhuns em terríveis avestruzes carnívoras que trepem árvores: ora se os bichos em questão vivem num habitat apinhado delas é lógico que estejam habituadas as perseguir presas árvores acima, ou não?

Outra questão de credibilidade apontada pelos críticos é a questão espaço-tempo. Segundo eles, os iluminados críticos, os críticos-messias que vêm salvar a humanidade da ignorância, D'Leh, o herói atravessa montanhas, uma savana e uma selva tropical no espaço de poucos dias quando deveria demorar meses. Bem, claramente quem diz isto nunca ouviu falar na Patagónia ou no Chile onde convivem as mais frondosas florestas com as mais íngremes montanhas que por sua vez convivem com os mais desolados desertos numa área pouco maior que a França e a Itália juntas. Um desses críticos, um desses génios, chegou mesmo a dizer que a Idade do Gelo é mais verosímil que o 10.000 AC. Ora se isto não é ser estúpido que nem uma porta não sei o que será. Apesar de o senhor em causa poder estar certo são coisas que não se dizem pela simples razão de que induz o povinho em erro. E porquê? Porque na Idade do Gelo há marcadas referências à Evolução de Darwin e a acção localiza-se numa altura precisa da História enquanto 10.000 AC não tem nada disso! É um obra de ficção, raios! Aliás, o título só serve para dizer ao público que a acção decorre antes do nascimento de Cristo e, tanto quanto se sabe, até podia ser durante o ano do seu nascimento. Havia pirâmides a serem construídas nessa altura. Ainda havia, e há, tribos caçadoras-colectoras que viviam, e ainda vivem, perto de civilizações muito mais avançadas. Sobretudo nesta parte não vejo qualquer vacilação no índice de verosimilhança.
O que já não deveria haver mesmo era tigres dentes-de-sabre e mamutes. E o que não havia de certeza, mas de certeza mesmo, era tribos de caçadores-colectores a falarem um inglês perfeito. Frases simples, atestando, aliás, a pobreza dos diálogos. Uma vez que só uma tribo e mais um personagem falam inglês, todas as outras têm o seu dialecto, comum ou não, não se percebe porque não puseram essa tribo e o outro bacano a falar um dialecto diferente. Acho que este é mesmo o ponto mais desfavorável da coisa.

Resumindo: é um filme razoável, longe de vir a ser um clássico. Visualmente grandioso sem ser demasiado ostensivo. A história tem lacunas mas nada de muito grave; é uma história leve, sobre coragem, sobrevivência e amor, com profecias, atlantes fascistas, mamutes e tigres dente-de-sabre à mistura. É muito bom para uma tarde de domingo: 3,5 em 5

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

And the Oscar goes to... Whatever...

Este blog é talvez o único que, ao falar de quando em vez sobre cinema, se escusou a fazer qualquer comentário à entrega dos Óscares 2008. Primeiro porque não vi grande parte dos filmes nomeados para o concurso, com as excepções de "A Bússula Dourada", "Promessas Perigosas", "Gangster Americano", "Elizabeth- A Idade de Ouro" e "Ultimato (Bourne)". Depois porque não tenho grande consideração pelo juri da Academia de Cinema Norte-Americana. O pior é que nem encontro muitas razões para esta falta de credibilidade, simplesmente não gosto deles, pronto. Considero o Óscar um prémio demasiado valorizado, demasiados flashes, demasiado glamour a pavonear-se na passadeira vermelha, em suma, um prémio tipicamente americano, com tudo o que esse facto comporta. E depois parece que a Academia (a grandiosa e opulenta Academia) tem fetiches com certos e determinados artistas e ódios de estimação por outros, como por exemplo Tim Burton que só foi nomeado para o Óscar de Melhor Filme de Animação com "A Noiva Cadáver". E mais: porque raio, por exemplo, deram o Óscar de Melhor Realizador (pois, tem que ser em maiúsculas quando se fala de Óscares) a Scorcese pelo "The Departed" quando tem obras muito melhores como "Taxi Driver" ou "Gangs de Nova Iorque"?! Por falar em "Gangs de Nova Iorque", nesse ano (2003) a Academia preferiu premiar "Chicago" com o Óscar de Melhor Filme e deixou Scorcese e os seus "Gangs" a secar no estendal. Pergunto-me se nesse ano o Filipe La Féria faria parte do juri. Não, não tenho nada contra musicais, mas considero "Moulin Rouge" muito superior a "Chicago".

Na verdade não tenho nada muito concreto contra a Academia e os seus Óscares, mas não gosto deles, não gosto, pronto. Imagino um juri composto por elementos da mais alta burguesia, tudo acima dos 60 anos, gordos, carecas, barbudos, fumando charutos bafientos e bebendo grandes copanázios de brandy à lareira envergando roupões com as suas iniciais bordadas, enquanto coscuvilham sobre este ou aquele actor, ou actriz, ou realizador, e decidem, qual Conselho de Pais Natal, quem se portou bem este ano.

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Mais quatro fitas vistas em 2008 D.C.

Walk the Line

Johnny Cash certamente não é a primeira pessoa, muito menos o primeiro músico, cuja vida dava um filme. E até nem foi uma vida muito atribulada quando comparada com outros vultos seus contemporâneos como Elvis ou Jerry Lee. Ex-militar casa com rapariga de boas famílias (Vivian Cash) e começa a sonhar com música. Insiste, insiste e insiste, contra a vontade da mulher que prefere a protecção do papá à provável loucura de um músico. Conhece June Carter, Jerry Lee Lewis e Elvis Presley. Mete-se na droga (que surpresa). Torna-se um êxito nacional. Afunda-se em alucinações metanfetamínicas e em longínquas memórias do seu falecido irmão mais velho. Bate no fundo. June salva-o, casam-se e vivem felizes o resto das suas vidas. Mais coisa, menos coisa é isto. Boa interpretação de Joaquín Phoenix e uma esplendorosa Reese Witherspoon na pele de de June Carter. O enredo, por estar demasiado focado em Cash, não deixa entender o verdadeiro volume do seu sucesso, dando-o a entender assim, tipo, "de raspão" como na cena em que Cash rasga um cheque de um milhão de dólares à frente do caixa do banco. Não está mau, mas também não está nada de fantástico. É um filme essencialmente para fans e curiosos.
3 em 5.

Sunshine


A Terra mergulhou num Inverno solar uma vez que, contra todas as expectativas, o Sol se está a apagar. Junta-se todo o material radioactivo do planeta, constrói-se uma ogiva nuclear do tamanho de Manhatan, envia-se uma equipa de astronautas para largar a laracha e reza-se para que aquela mistela atómica reanime a estrela moribunda.
À primeira vista é mais um filme catástrofe com laivos de ficção científica. Mas não é. É bem mais do que isso. É na sua essência um ensaio sobre a loucura humana e a ténue fronteira que a separa da sanidade. É um ensaio sobre os demónios de cada um e sobre a maneira de lidar com esses demónios. Sobre a atitude humana perante a ameaça de extinção e sobre sacrifícios. É, portanto, um ensaio sobre o Homem cujo pano de fundo é uma viagem até o centro do sistema solar. Não vale a pena esmiuçar efeitos especiais no século XXI: estão irrepreensíveis. A nave que transporta a salvação da Humanidade é bem mais parecida com a Estação Espacial Internacional do que com um Cruzador do Império de Darth Vader, o que lhe dá aquele toque de credibilidade necessário para manter a palavra "Plausível" na cabeça do espectador durante todo o filme.
Nada a assinalar quanto às interpretações.
4.5 em 5.

Os Seis Sinais da Luz


Pessoalmente sou um fan do fantástico. Vi e revi as Histórias Intermináveis e o Feiticeiro de Oz, passei-me da cabeça com o Senhor do Anéis, adorei as Crónicas de Narnia, suei na última batalha de Eragon e simpatizei com Potter. No entanto há coisas intragáveis. Os Seis Sinais da Luz é um deles. Até há ali umas ideias agradáveis, ou melhor, bons princípios de ideias agradáveis. Bons princípios de ideias agradáveis porque parece que essas ideias nunca chegam a assumir um papel preponderante no enredo, que, diga-se, é execrável. Mais um miúdo que é o Escolhido para salvar o Mundo. Enchem-no de poderes sobre-humanos que nunca chegam a ser utilizados, como por exemplo controlar o fogo. O protagonista fica a saber que pode criar e controlar o fogo como quem descobre que lhe nasceu o primeiro púbico, e até a reacção é parecida. Passados uns dias, durante um ataque de fúria, desata a explodir casas e carros o que nos faz pensar que a luta final contra o mauzão do cavalo preto (a única personagem de jeito no filme) vai ser um fabuloso espectáculo de fogo de artíficio. Errado. Nem sequer uma fagulha é solta nessa "épica" luta de dois minutos. Não sei que mais diga... Foi uma total desilusão (tinhas razão, N).
0.5 em 5. Só por causa dos tais bons princípios de ideias agradáveis.


Gato Preto Gato Branco

Revi este filme há uns dias pelo que isto não é uma crítica, mas uma homenagem. Tal como o filme em si é uma homenagem ao absurdo, ao improvável e à loucura inspirada, assim faço eu a devida vénia ao Sr. Kusturica e companhia. Um porco devorador de carros, um gigante que se apaixona perdidamente por uma anã, um comboio roubado (sim, roubado, não assaltado), velhos que ressuscitam, dentes de ouro e tiros para o ar fazem deste filme um dos meus favoritos. Se é bom ou se é mau não sei. Adoro-o, e quando se gosta assim tanto de algo não se pergunta porquê, gosta-se e pronto.

Fica aqui a cena em que Dadan Karambolo (o mesmo da famigerada cena do Pitbull-Terrier) extravasa alegria por finalmente ter conseguido casar a irmã, que não estava propriamente para aí virada.


sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Sexta-Feira de Cinema: Uma Curta e Um Trailer

Egosciente e Youtube têm o enorme prazer de apresentar uma genial curta-metragem de animação do não menos genial Tim Burton, mestre do fantástico, arauto do obscuro, profeta da estupefacção. Encenado em 1982, por Burton e Tim Heinrichs, com a perturbante voz de Vincent Price, que, aliás, é o próprio centro da história, e citações de Edgar Allan Poe (para quem não sabe Poe está para a literatura como Burton para o cinema), aqui fica... Vincent! (sobe o pano e baixam as luzes)



Mas ainda falta o trailer. E de quem é o trailer? Se pensam que é de Tim Burton estão muito enganados. É antes de um senhor que nos tem presenteado com pérolas como Sexto Sentido, Sinais, A Vila e A Senhora da Água. Não conheço nenhum realizador com uma obra tão curta e tão boa. M. Night Shyamalan (acredito que o M. seja de Midas) prepara-se para nos deixar outra vez colados à cadeira com o filme The Happening. Não se sabe muito, apenas que a estreia é dia 13 de Junho, que o actor principal é Mark Wahlberg (terei ouvido suspiros entre o público feminino?) e que já tem trailer. Senão tivesse nem sequer estava aqui com esta conversa. E aqui está ele. Cortesia de FHF e Icons of Fright.




quinta-feira, janeiro 31, 2008

As últimas fitas de 2008 - Parte I

2001 Odisseia No Espaço - Esté é o derradeiro, ainda que seja um dos primeiros (1968), filme de ficção científica. A incrível aventura da existência da Humanidade, desde a primeira ferramenta à descoberta de vida extraterrestre inteligente e viagens espaciais. Antes de mais há que referir o nome de Kubrick. Stanley Kubrick, ganha com este filme definitivamente lugar no panteão dos meus realizadores favoritos. Não posso esquecer a cena em que o homo sapiens (estranhamente parecido com o Chewbacca) descobre que pode usar um osso como arma ou ferramenta, e a fabulosa passagem repentina para a era espacial. Há quem diga que é um filme aborrecido e tem muita razão. É um filme aborrecidíssimo para quem não gosta de pensar e reflectir nas origens e nos destinos do Homem. É um filme aborrecidíssimo para quem pouco mais vê além de blockbusters. Não é um filme fácil, não senhor, mas é muito, muito bom.
Leva, portanto, 4.5 em 5.

A Estranha Em Mim - A história é boa sem ser genial e a realização é competente sem ser brilhante, com excepção de um dois momentos onde sentimos na própria pele o terror psicótico que Erica Bain (Jodie Foster) sente ao tentar fazer coisas aparentemente vulgares como sair à rua ou mesmo abrir a porta de casa. Depois disto parece um jogo do Manchester United: só dá Cristiano Ronaldo, que no caso deste filme encarna Jodie Foster. Se já viram Sala de Pânico ou Pânico A Bordo devem saber do que estou a falar. A rapariga, que se diz ser a mais inteligente de Hollywood, é exímia em fazer papéis depressivo-psicóticos. Aquele esboço de sorriso de quem está a morrer por dentro, os olhos azuis muito abertos de assombro...
Foster não salva o filme porque não precisa de ser salvo, só por si é bom, mas dá-lhe aquele toque que só ela sabe dar e por isso leva 3.5 em 5 pontos possíveis.

Taxi Driver - Já se escreveram tantas linhas sobre esta magnfíca (mais uma) obra de Scorcese e sobre a prestação genial (mais uma) de De Niro que não vou acrescentar nada de novo, diga o que disser. Martin Scorcese faz aquilo que melhor sabe: pega em factores sociais de uma determinada época, junta um actor fabuloso a uma personagem tipo anti-herói, mistura uma boa história, mexe bem e finalmente serve-nos tudo bem crú e suculento. Parece fácil.
Há que referir também, não podia deixar de o fazer, Jodie Foster, a prostituta de 12 anos que precipita e detona toda a psicose latente em Travis Bickle (De Niro).
Em resumo, um clássico intemporal, uma obra fantástica que junta três dos maiores nomes de Hollywood ainda em início de carreira e que com este Taxi Driver marcaram definitivamente a história do cinema.
5 em 5. Sem dúvida.

A título de curiosidade fica aqui a clássica deixa do "Talking to me" em frente ao espelho. Sabiam que isto foi um improviso de De Niro em que Scorcese nada fez para além de deixar a câmara a gravar? Genial.


sábado, janeiro 26, 2008

Azias e Distintivos

Ouvir o Correia de Campos a matraquear, tentando justificar as desgraças que se têm visto, e explorado como um filão de ouro, no Serviço Nacional de Saúde deixa-me com azia. Pouco importa que o jantar seja um bruto cozido à portuguesa ou uma sigela salada, a azia obrigatoriamente está lá. E está lá porquê? Bem, primeiro porque não percebi nada do que o homem disse. Bem vi a boca dele mexer, porém não apanhei patavina daquela algaraviada. E depois porque mesmo que percebesse as palavras que saíam daquela boquinha santa duvido que entendesse o que o Sr. Ministro queria explicar. Creio que a mim juntar-se-á, inevitavelmente, a grande maioria dos portugueses, essa cambada de iletrados que elegem gente desta, e de outra ainda pior, para dirigir esta frágil barcaça.
Ora, juntamente com a azia vem este azedume crítico. Graças ao senhor Correia de Campos parece-me plausível, e um excelente plano para uma noite de sábado, ver, gravar e rever um programa do género Prós e Contras ou a Quadratura do Círculo, ou daqueles debates fúteis sobre futebol e arbitragem (ou será sobre arbitragem e futebol?), e passar horas e horas a ver boquinhas a mexer. Porque no final de contas esses programas servem para no fim não sabermos em que estado ficou o debate, nem nenhuma opinião concreta, mas sim que Fulano encostou Beltrano às cordas e que, Cicrano, inteligentemente, foi buscar o passado obscuro do Coisinho e que o moderador falava mais que os eruditos convidados... Enfim... Lavar roupa suja e fazer figura de urso, é o que acaba por acontecer a muito boa, ou não tão boa, gente.
E, com a azia e o azedume, vem também esta aparente incapacidade de parar de falar... É contagiante. E depois o leitor começa a falar ao mesmo tempo. Depois eu falo ainda mais alto. O leitor imita e também sobe o volume. E no fim o que sobra para além da cacofonia?
Exacto.
Nada.

E para acabar com esta conversa desfiada, algo que não tem nada a aver: duas versões de uma das mais estapafúrdias deixas cinematográficas (exclusiva para mexicanos): "Badges? We don't need stinking badges!"


in Treasure of the Sierra Madre


in Blazing Sadles

quarta-feira, janeiro 23, 2008

Obituário

Heathcliff Andrew Ledger (Heath Ledger) 1979-2008

Foi encontrado morto no seu apartamento em Manhattan. A polícia suspeita de abuso de drogas, sejam elas qual forem. Não o apreciava muito como actor, no entanto estava à espera que me surpreendesse um dia destes com uma actuação divinal. Já está. Seja como for não se deve morrer assim tão cedo, caramba!

Filmografia (segundo o 7Arte):
  • 10 Coisas Que Odeio em Ti
  • Quatro Penas Brancas
  • Candy
  • Casanova
  • Coração de Cavaleiro
  • Monster's Ball - Depois do Ódio
  • O Patriota
  • O Segredo de Brokeback Mountain
  • Irmãos Grimm
  • The Dark Knight (em produção e sem título em português)

terça-feira, janeiro 22, 2008

The Big Shave (1967) by Martin Scorsese



Reza a lenda que esta curta realizada pelo Mestre Scorsese fez parte integrante da sua tese de mestrado em Cinema. Não me perguntem em qual escola porque não faço ideia, o que sei é que deve ser muito boa para poder albergar talentos assim. Nota: Resistam até ao fim. Tem bolinha.

Via Portal Cinema.

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Uma das melhores séries portuguesas de sempre: Paraíso Filmes

Paraíso Filmes & Egosciente
Apresentam:

Shôr Aníbal




Agradecimentos: PFTv.