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terça-feira, março 18, 2008

"Oh captain, my captain"

Ao ser-lhe atribuída a braçadeira de capitão em tão tenra idade poder-se-ia pensar que o jovem, por ser tão jovem, soçobraria debaixo do peso da responsabilidade de ter de capitanear um símbolo como aquele. No entanto o jovem não soçobrou; muito pelo contrário: cresceu. O jovem fez-se um homenzinho, pequeno de tamanho mas gigante em futebol, em garra, em vontade. O jovem tornou-se, na sua essência, um verdadeiro capitão.

Lembro-me do que suou para tentar fazer esquecer Fábio Rochemback, outrora patrão indiscutível das lides centrocampistas do Sporting. Já na altura comovia pelo seu empenho com apenas 18 anos. Lembro-me que chegou a fazer duas épocas em que jogou todos os jogos a titular e sem ser substituído. Sacrificou-se inúmeras vezes pela equipa, levou porrada de criar bicho, jogou em posições menos confortáveis mas deu sempre, sempre o litro. A jogar a trinco desaparece, nem se dá por ele. Nem por ele, nem por grande parte do meio-campo adversário. A extremo falta-lhe a velocidade de Pereirinha, mas sobra-lhe a visão de jogo, os passes certeiros e as desmarcações tão brilhantes e improváveis que só Liedson, o velho Liedson, as entende e prevê. Mas a "número 10", meus amigos, a "número 10" é um verdadeiro luxo. So lhe faltavam os golos. Aqueles golos cheios de classe típicos de um centrocampista experiente. Faltavam. Pretérito perfeito. Ontem apareceu um desses. Muita calma, muita classe no canto da área. Um breve olhar. Balanço no pé direito. Peito do pé na bola e aí vai ela. A rodopiar, a rodopiar, a rodopiar e, perante o olhar atónito do guarda-redes, o golo. Euforia. O sorriso rasgado de um miúdo que acaba de mostrar aos graúdos que já sabe fazer umas coisas engraçadas como eles. O miúdo-capitão está crescido, caramba!

Depois de Figo e Rui Costa duvido muito que João Moutinho não seja o "número 10" que a Selecção Nacional tanto precisa. Não há, meus caros (exceptuando os supracitados "cotas"), nenhum médio atacante português a jogar tanto e tão bem como o puto Moutinho. Não há! E a quem disser o contrário chamo-lhe logo ignorante, energúmeno, herege e borra-botas, e não necessariamente por esta ordem.

quarta-feira, março 12, 2008

Palavra de que gosto*: Lupanar

do latim lupanar (que supresa); substantivo masculino (ah pois é, pensavam que era um verbo, não?) e significa nada mais, nada menos que:
  • Casa de protituição;
  • Bordel;
  • Alcoice (também gosto desta);
  • Prostíbulo (adoro esta).

(*): Apesar de não ser muito frequentador

terça-feira, março 11, 2008

Mitologia para principiantes

Zeus, por razões que agora pouco interessam, condenou Prometeu a 30.000 anos de tortura ínfame: foi acorrentado no cume do Cáucaso enquanto todos os dias uma águia depenicava o seu imortal fígado (estes deuses antigos eram eram levados da breca). Faz lembrar um certo Camacho cujo fígado também foi ignominiamente torturado por águias. Foi apenas por uns meses, mas acredito que seja coisa para aleijar.
Resta saber se Zeus Filipe Vieira vai continuar teimosamente a condenar mais titãs ao excruciante sofrimento de tentar ensinar Bynia a jogar futebol.

segunda-feira, março 10, 2008

Momento "Ponham os olhos nisto!"

Aqui há uns dias mostrei um vídeo da Quercus atulhado da boçalidade campónia que caracteriza, aliás, grande parte da população portuguesa, onde se apelava, entre outras coisas, a suster os gases intestinais sob pena de aumentarmos inusitadamente o degelo das calotes polares. Pois é meus eco-parvalhões, sabiam que há maneiras bem mais inteligentes de fazer passar mensagens "verdes" sem usarem a palavra "bufa"? Já que não são homenzinhos o suficiente para abordarem petroleiros nem paralisarem aeroportos ficam aqui com um exemplo do que se pode fazer usando as vossas cabecinhas oleosas sem insultarem a inteligência das pessoas:


by The Blue Man Group

Benfiquismos e Sportinguismos

Camacho desistiu. Paulo Bento não. Camacho deixa a Luz com o Benfica em 2º lugar. Paulo Bento fica em Alvalade com o Sporting em 5º e com possibilidades de descer ao 6º ainda hoje. Camacho achou que não tinha condições para continuar. Paulo Bento continua a achar que tem todas as condições para continuar a lutar pelos objectivos que lhe restam.
E tem toda a razão. Tem toda a razão porque conhece a capacidade de luta e de entrega dos seus jovens jogadores. Já Camacho sabe mais que ninguém que se houvesse uma briga de taberna entre ele e um grupo de arruaceiros apenas poderia contar com Rui Costa para o ajudar já que o mais certo seria uma debandada geral, qual manada de gnus em pânico (sim, gnu quer dizer Bynia).

Numa altura em que praticamente não faz sentido falar em "amor à camisola" é importante falar em espírito de sacrifício e entrega. Paulo Bento sabe que pode contar com o seu balneário. Camacho sabe que não pode contar com o seu. Por isso saiu. Saiu porque o benfiquismo dos seus dirigentes não conseguiu passar para os seus jogadores. Já Paulo Bento, assumido benfiquista, é um dos maiores sportinguistas que o mundo já viu nascer, e conseguiu, e consegue, transmitir isso aos seus jogadores: "Esforço, dedicação, devoção e glória". Ou pelo menos grandes esperanças.

domingo, março 09, 2008

Parecendo que não...

Este blog cumpriu dois anos de vida há precisamente um mês, dois dias, duas horas e dezassete minutos atrás.
Nem se deu por isso, vejam só.

Parabéns a nós.

sábado, março 08, 2008

Espreitadela

Olá.
Não, não morri.
Não, também não estive no hospital.
Não... Não fui preso.
Ainda aqui estou, mas sem tempo nenhum para abrir a taberna nem para visitar a vizinhança.
Aos dois ou três que aqui vêm, as minhas desculpas.
E já agora que aqui estou aproveito para vos dar música.



The Levellers - This Garden

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

And the Oscar goes to... Whatever...

Este blog é talvez o único que, ao falar de quando em vez sobre cinema, se escusou a fazer qualquer comentário à entrega dos Óscares 2008. Primeiro porque não vi grande parte dos filmes nomeados para o concurso, com as excepções de "A Bússula Dourada", "Promessas Perigosas", "Gangster Americano", "Elizabeth- A Idade de Ouro" e "Ultimato (Bourne)". Depois porque não tenho grande consideração pelo juri da Academia de Cinema Norte-Americana. O pior é que nem encontro muitas razões para esta falta de credibilidade, simplesmente não gosto deles, pronto. Considero o Óscar um prémio demasiado valorizado, demasiados flashes, demasiado glamour a pavonear-se na passadeira vermelha, em suma, um prémio tipicamente americano, com tudo o que esse facto comporta. E depois parece que a Academia (a grandiosa e opulenta Academia) tem fetiches com certos e determinados artistas e ódios de estimação por outros, como por exemplo Tim Burton que só foi nomeado para o Óscar de Melhor Filme de Animação com "A Noiva Cadáver". E mais: porque raio, por exemplo, deram o Óscar de Melhor Realizador (pois, tem que ser em maiúsculas quando se fala de Óscares) a Scorcese pelo "The Departed" quando tem obras muito melhores como "Taxi Driver" ou "Gangs de Nova Iorque"?! Por falar em "Gangs de Nova Iorque", nesse ano (2003) a Academia preferiu premiar "Chicago" com o Óscar de Melhor Filme e deixou Scorcese e os seus "Gangs" a secar no estendal. Pergunto-me se nesse ano o Filipe La Féria faria parte do juri. Não, não tenho nada contra musicais, mas considero "Moulin Rouge" muito superior a "Chicago".

Na verdade não tenho nada muito concreto contra a Academia e os seus Óscares, mas não gosto deles, não gosto, pronto. Imagino um juri composto por elementos da mais alta burguesia, tudo acima dos 60 anos, gordos, carecas, barbudos, fumando charutos bafientos e bebendo grandes copanázios de brandy à lareira envergando roupões com as suas iniciais bordadas, enquanto coscuvilham sobre este ou aquele actor, ou actriz, ou realizador, e decidem, qual Conselho de Pais Natal, quem se portou bem este ano.

terça-feira, fevereiro 26, 2008

Momento Cartoon: Cuba - passagem de testemunho

Fidel Castro renuncia, por RAIM

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Das Insurgências & Rebeliões

Prefácio: Raramente, muito raramente, visito blogs políticos apesar de ter bastantes na barra de links. E só o faço por mera curiosidade, para ver o que se discute, no fundo, para ver se há mais fascizóides que esquerdalhos e tentar perceber quem está a ganhar essa guerra. Normalmente é a direita que vai à frente apesar de a esquerda manter certos bastiões incólumes e altivos, como um mar de direita pontilhado por portentosas ilhas de esquerda. É assim que vejo a blogosfera política portuguesa, até posso estar errado; como já disse não sou seguidor atento. Tenho para mim que a política é expressão máxima dos defeitos humanos. Até agora ainda ninguém me conseguiu convencer do contrário nem tampouco ensombrar este meu aforismo com dúvidas.

Confesso que tendo bastante para o lado esquerdo da carroça. Há um certo romantismo em ser-se esquerdalho, com aquela conversa toda de união e luta pró-proletária, um não-sei-quê de heróico, onde se luta por causas que valem a pena, onde se dá voz ao povo e tal. No entanto não percebo porque fizeram o que fizeram ao Insurgente. Nem percebi bem o que se passou. Resumo: o Insurgente sempre se afirmou um blog de direita e tinha o mesmo significado que o Blog de Esquerda para a esquerda. De um dia para o outro, aparentemente, hackers, vindos sabe-se lá de que submundo bolchevique, tomaram o Insurgente de assalto e anunciaram a façanha com esta mensagem:

"O INSURGENTE CAPITULOU; COMEMOREMOS, CAMARADAS!

Num momento em que as atenções do mundo se voltam para a terra dos nossos bravos irmãos cubanos, e do nosso grande comandante que se retira da presidência para entrar na história, a blogosfera portuguesa entra num novo e revolucionário momento.

O inimigo foi derrubado. A maior expressão do que há de mais abjecto no pensamento político e económico em Portugal, manifestado pela internet, não resistiu. O Insurgente capitulou ante a investida da única ideologia que coloca o Ser Humano acima dos interesses mesquinhos do capitalismo imperialista do neoliberalismo mundial: o socialismo.

O Insurgente capitulou; comemoremos, camaradas!

Não mais assistiremos aqui à defesa mesquinha do livre mercado, que causa desemprego em massa e lucros para os empresários burgueses; da banca nacional e internacional, que viola os cidadãos de bem; do estado mínimo, que beneficia os ricos e deixam os pobres ainda mais miseráveis à mercê de sua própria sorte. Sabemos que o neoliberalismo capitalista é uma pistola fumegante que, nas mãos de um bando guerreiro de foras-da-lei, não hesita em esmagar as soberanias nacionais e a autodeterminação dos povos. Um revólver, apontado às nossas cabeças, paira sobre cada um de nós. E se quem mata é assassino, não esquecerão os juizes que foram os insurgentes a disparar o primeiro tiro.

O Insurgente capitulou; comemoremos, camaradas!

Os insurgentes, lacaios do grande capital, fascistas em suas pretensões, autoritários em seus desejos, representam a face mais hedionda da direita eloquente que pretende dominar o debate na blogosfera. Eles representam a derrocada da civilização e são o sintoma mais claro e grave da crise da Humanidade. A estratégia deles é a mais letal e perigosa para as sociedades. Querem impor o domínio económico, político e cultural de nações imperialistas, nomeadamente dos Estados Unidos. Suspeitamos,inclusivamente, que os Insurgentes sejam sorrateiramente financiandos pelos americanos imperialistas.

O Insurgente capitulou; comemoremos, camaradas!

Eles eram parte integrante e instrumento da chamada globalização neoliberal. Uma das engrenagens do sistema de poder imperial, completamente rendidos à lógica do mercado. Agora, foram vencidos!

O Insurgente capitulou; comemoremos, camaradas!

Acreditamos que o Ser Humano é dotado de razão, consciência e responsabilidade. Com uma estupidificante arrogância religiosa e uma retórica alarve, os insurgentes conseguiam ser desprovidos de todas essas qualidades. Por isso, capitularam; por isso foram vencidos; por isso, foram exterminados! É o culminar do irreversível progresso da liberdade e da civilizazão e a vitória do socialismo!

O Insurgente capitulou; comemoremos, camaradas!"

E pronto! Comemorem aí! Agora é um blog de esquerda, assumidamente comunista. Pergunto-me o que esperariam estes "blogomeliantes" ganhar com esta parvoíce. Marcaram uma posição? Sem dúvida que sim. Mas uma posição muito rasca. Marcaram uma posição tipo "porcos imperialistas" que, aliás, são declaradamente o seu mais tenebroso inimigo. Marcaram uma posição de reaccionários capitalistas, que, devo lembrar, são o alvo de todas as suas farpas. Não faz sentido lutar contra alguma coisa tornando-nos algo pior que essa coisa.
O cão da pradaria come cascavéis ao pequeno almoço e não tem veneno nas presas, pois não?
Agora o que irão aquelas alminhas fazer? Pedir um resgate pelo código-fonte do blog? Irão implodi-lo? Ou vão aproveitar o tempo de antena para continuar a exaltar o espirito de luta e camaradagem, para apontar o dedo ao capitalismo americano e para compor heróicas odes à ditadura Castrista?!

Ná, camaradas, assim não vamos lá. Assim estão a dar razão a quem vos chama de terroristas. Assim estão a dar razão precisamente àqueles que querem "abater". Assim, camaradas, assim dão-lhe a vitória numa bandeja de prata acompanhada do melhor vodka russo e do melhor charuto cubano e eles agradecem, claro.
Mas isto digo eu, que não percebo nada de nada.

P.S.: Se alguém tomar aqui o tasco de assalto só quero pedir uma coisa: mantenham a lista de links da banda desenhada, pode ser? É que deu muito trabalho a arranjar tudo e não tenho backups dos links. Obrigado.

sábado, fevereiro 23, 2008

Momento "Mais valia 'tarem quietos, pá!"

Imagino que ser publicitário hoje em dia, em que parece estar tudo inventado, seja bastante complicado. Quando se trata de fazer chegar uma determinada mensagem a um determinado público há que ter inúmeros factores em conta, mas o mais importante, aquele que define a qualidade de um anúncio, é a criatividade. Sim, eu sei que isso é o que mais falta, não só no mundo do marketing mas também no mundo em geral. Mas o que deixa realmente irritado, para além da falta de criatividade é a criatividade bacoca de gosto mais que duvidoso. Tipo "pá, tenho uma ideia do caraças para um anúncio que vai por toda a gente de boca aberta", e no final as bocas realmente estão abertas mas o que vai na cabeça do espectador é qualquer coisa do género "dass... e há gente a ganhar dinheiro a fazer isto?!". O mais preocupante ainda assim não é o facto do géniozinho ter aquela brilhante ideia de merda, mas alguém comprar aquela ideia! Lembram-se daquela publicidade da Tagus a promover o heterossexualidade, ou não, ou era a promover não sei o quê dos amigos e o diabo-a-sete? Pois, levantou-se o sururu, andou tudo muito indignado durante uns dias, depois desapareceram os cartazes, nunca mais se ouviu falar da dita e continuo sem ter provado o raio da cerveja. Pois, também me parece que mais valia estarem quietos.

E esta conversa toda não mais é do que palha para atapetar esta (mais uma) ideia brilhante de merda (literalmente) que surgiu das cabecinhas oleosas dos eco-fanáticos da Quercus, ideia essa que passo a reproduzir aqui por baixo. Cortesia do YouTube, claro.



Tenho ou não tenho razão? Bem, se fosse o meu vizinho de 8 anos a compor este video e depois o recebesse por mail juntamente com o SPAM da "Next Door Nikki" e do "Grotesco", até teria alguma piada, mas não foi. Quem fez este video foi uma entidade que pretende ser ouvida e, como qualquer gajo que quer ser ouvido, tem que ser credível manter um certo grau de decência. A isto chamo "tiro no pé".
E já que estamos numa de publicidade, aproveito para deixar aqui um dos melhores e mais originais anúncios que já vi a uma marca de cerveja com nome de recorde mundial (este video, claro, não faz parte do Momento "Mais valia 'tarem quietos!", pertencendo antes ao Momento "Clap clap clap!").


terça-feira, fevereiro 19, 2008

Geeks



Bem, foi aqui o zebrequins que me avisou sobre isto, mas acabei por ver este sketch aqui no fassans com prumvnes.
Já agora, há novidades na fissoblastans e estou quase quase a actualizar o stricofaites. Paciência, meus caros, paciência.

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Dos nomes

Nunca tiveram a impressão que o nome de uma pessoa define essa pessoa? Ou pelo menos algumas coisas relacionadas com essa pessoa? Eu já. Confesso que não estudei a hipótese a fundo, não passa isto de uma mera reflexão causada por uma enorme surpresa. Mas já lá vamos. Eu sei, já alguém antes de mim pensou neste tipo de coisas, caso contrário não tinha numa gaveta qualquer um poster a dizer que Luís remonta a origens teutónicas e é um gajo criativo, inteligente e corajoso e mais não sei quê. Isso sei eu, não preciso que um poster com ares de quiromante mo diga. No entanto não falo dos nomes próprios, mas sim dos outros, dos apelidos. Não, não faço a mais pálida ideia da origem de Romudas ou do que raio significa. Parece-me ao mesmo tempo algo imponente e estouvado, mas isso sou eu que não sou ninguém.

Contudo, não a surpresa que tive não foi com o meu próprio apelido. Foi antes com o apelido Júdice. Já imaginaram alguém, de apelido Júdice, que não tenha absolutamente nada a ver com Direito, Advocacia ou Tribunais? Pois, mas há gente assim. Imagino o que o pensaram os pais de Nuno Júdice quando este se licenciou em Filologia Românica (segundo a Wikipedia). E o boquiabertos que ficaram quando desatou a publicar livros de poesia, de ficção, ensaios e peças de teatro! Oh meu Deus! Haverá alguém que tenha degenerado tanto das suas origens etimológicas?! Isto atormenta-me...

Nota do autor: o desemprego e a fraca ocupação de tempos livres leva a que pensamentos deste género, outrora impossíveis de me assolar, agora o façam de uma maneira avassaladora e quase incontrolável. Por exemplo, passei a tarde a divagar sobre os guardanapos de café que ao invés de absorverem líquidos, função inerente ao objecto em si, os espalham melhor que uma colher de pedreiro.

E agora, para algo completamente diferente: Foo Fighters, Learn to Fly. Hilariante.




segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Morte de um miliciano, por Robert Capa

Hoje acordei a lembrar-me desta fotografia. Foi tirada por Robert Capa em 1936, enquanto cobria a Guerra Civil Espanhola. Capa acompanhava a milícia republicana, quando subitamente um dos paramilitares foi atingido por uma bala franquista. Durante muito tempo pensou-se que a fotografia havia sido encenada, prática muito comum em fotojornalismo de guerra que reduz de sobremaneira os riscos para as equipas de reportagem. No entanto um historiador espanhol identificou-o como sendo Federico Borrell García, morto no dia 5 de Setembro de 1936 durante um confronto com as tropas nacionalistas de Franco. Federico foi, aliás, a única vítima mortal dessa escaramuça. Por milagre, o soldado que o matou não era o único a apontar-lhe a mira: Capa também estava atento ao miliciano.

Além da Guerra Civil Espanhola, Robert Capa cobriu também o desembarque dos Aliados na Normandia a partir da praia de Omaha, os bombardeios de Londres e a libertação de Paris na Segunda Guerra Mundial, bem como a Guerra Civil Chinesa e a Primeira Guerra da Indochina. Foi precisamente no conflituoso sudeste asiático que pisou uma mina e morreu. Quando o encontraram tinha uma perna feita em pedaços, uma enorme ferida no peito e na mão ainda segurava a sua máquina fotográfica.

Além disto tudo, merece todo o meu respeito e admiração simplesmente porque durante algum tempo as suas mãos trocaram a máquina fotográfica por isto:

Ingrid Bergman.
Não era parvo, não senhor.

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Mais uma inscrição no Centro de Emprego: Luciana Abreu

Pelo que se tem ouvido e lido em revistas côr-de-rosa, não que eu as leia, note-se, mas enquanto procuro a National Geographic e o Jornal de Letras no quiosque os títulos saltam retinas adentro, é inevitável, a Luciana Abreu foi despedida e já não há Floribella para ninguém. Tudo porquê? Tudo porque a menina, a coqueluche da pré-adolescência, não contente com o upgrade mamário, foi-se despir para os fotógrafos da FHM. Mas qual é o problema? Se a rapariga comprou umas mamas novas é perfeitamente natural que as queira mostrar, o que nem sequer é o caso. Mostra apenas aos leitores que já é uma mulherzinha e que veste uns números de soutien acima. Nada de mais. Então porquê o desemprego?! Primeiro há que perguntar a quem despediu a moça se o género de revista masculina, onde a FHM se insere, se coaduna com o público alvo da Floribella? Pois, também não me parece. E depois há que perguntar à mesma criatura acéfala se esta história toda não iria aumentar as audiências da Flôr, já que haviam alargado o leque de telespectadores, dos 7 aos 97, com especial atenção para jovens machos cheios de acne.

O busílis da coisa é que a sessão fotográfica de Luciana Abreu quase fez com que Floribella se transformasse no primeiro espectáculo verdadeiramente para pais e filhos (enquanto as mães passam a roupa a ferro) pós-Buéréré-versão-Ana Malhoa, mas com muito melhor gosto, sem uma vaca e um boi que falam e sem o sorriso irritantemente falso da dita cuja apresentadora.
Parabéns à SIC por ter passado ao lado de uma verdadeira mina de audiências. Falhados...

A falta que este cartão me fazia...

Pearl Before Swine... Para ver mais coisas deste tipo clique na imagem s. f. f.

sábado, fevereiro 02, 2008

Atenção! Atention! Atención! Achtung!

Fresquinhas e boas novidades na Galeria: Carnaval (primeiro acto) e recordações de chineses voadores sem coluna vertebral. Venham ver! É só clicar ali do lado direito! Fantásticooooo!

Apologias: Ainda não actualizei o Party Log pela simples razão de que a vida de intelectual é bem mais dificil do que parece. Não pensem que ler 9 livros e ver 7 filmes europeus por semana é fácil porque não é. Para já não falar nos bailados clássicos e peças de teatro underground a que sou obrigado, pela minha vanguardista condição cultural, a assistir. Tenham paciência, meus caros, tenham paciência!

quarta-feira, janeiro 30, 2008

Queres apostar?!

Há uns meses atrás todos vimos Bill Gates apertar a mão ao Ministro da Ciência e Tecnologia, não vimos? Que Portugal e a Microsoft tinham assinado um acordo qualquer, uma daquelas parcerias feitas para dar a entender à populaça que estamos na vanguarda de tudo e mais alguma coisa. Seja como for, imagino que a partir de agora o Governo não pague totalmente as licenças dos seus Windows e Office, que seja tudo a preço de saldo, ou talvez mesmo sem preço.

Anteontem, a meio de um vôo experimental, caiu um F16 da Força Aérea Portuguesa depois de lhe terem sido remodelados alguns equipamentos, especialmente o software.

Aposto o que quiserem em como, antes de se ejectar, o tal experientíssimo tenente-coronel tenha vislumbrado isto no seu monitor de bordo:

Ou ainda isto:

* * *
Adenda: A expressão "O meu computador crashou" atinge uma nova dimensão se estivermos a pilotar um avião a 1500 km/h, não é?

terça-feira, janeiro 29, 2008

O maior envenenamento de sempre

A cruz suástica foi usada pela primeira vez algures no Neolítico, 12.000 a 4.000 AC, e significa, etimologicamente, "pequenas coisas que trazem um bom viver/ser". Nascida do sânscrito svastika, uma língua que morreu muito antes de Hitler imaginar Auschwitz, durante milénios foi usada em rituais religiosos e enfeitava sagradíssimos templos e casas desde a Índia à América do Sul, passando pela antiga Roma. Símbolos semelhantes foram encontrado em objectos provenientes das Idades do Ferro e do Bronze, no Cáucaso. Este símbolo, está, portanto, connosco desde a alvorada da humanidade, e não apenas desde 1933 com o Terceiro Reich. Não se sabe ao certo como viajou tanto: Índia, Escandinávia, China, Médio Oriente e América Central e do Sul. Seria extremamente díficil aos hindus contemporâneos dos astecas fazer-lhes passar uma mensagem, fosse ela qual fosse. E vice-versa, claro. Primeiro porque nem sabiam da existência uns dos outros, e depois porque após a tragédia do Titanic e do Concorde as viagens trasatlânticas ficaram seriamente comprometidas. Mas há teorias. Uns dizem que a simplicidade intuitiva do símbolo fez com que tivesse nascimentos e crescimentos paralelos em vários locais diferentes e sem contacto mútuo, tipo Intendente e Quinta da Marinha. Já Carl Sagan, baseando-se num antigo manuscrito astronómico chinês, diz que algures na história do Mundo surgiu um cometa cujos jactos de gases, influenciados pela própria rotação, se tornaram visíveis, dando assim origem a algo parecido com a suástica.

A verdade é que, com cometa ou sem cometa, a suástica, ou cruz gamada, nasceu e espalhou-se. Budistas, gregos, parsis, celtas, aztecas, jainistas, navajos, zoroastros, kunas, pré-cristãos e até um batalhão de infantaria dos Estado Unidos da América usaram a suástica ou variações dela, com significados que vão desde "movimento entre povos" a "boa sorte", e nunca, mas nunca passando por sinónimos de "supremacia" ou "ariana". Houve uma altura na História do Homem em que a suástica era mais vista que a cruz de cristo, que o crescente e que a estrela de davi o são hoje em dia. Foi preciso aparecer um badameco com um bigode ordinário e um fetiche por judeus queimados para corromper mais de 6.000 anos de história. Que cabrão!


Para saber mais, não hesite, use a Wikipedia.
Imagens e algumas informações cedidas por Wikipedia.

Nota: Nenhuma das insígnias aqui presentes representa o nazismo, Hitler, Himmler, nem tampouco Eva Braun, e nada têm a ver com a temática do holocausto, ou anti-semitismo, e valores subjacentes. Sim, tenho o cabelo muito muito curto, mas botas de biqueira de aço e suspensórios não se coadunam com o meu estilo de intelectual de esquerda.

segunda-feira, janeiro 28, 2008

Testes, essas coisas tão uteis para a nossa realização pessoal

Tenho para mim que a Internet é uma espécie de melhor criação da humanidade depois da roda e da Soraia Chaves, se bem que esta última está bastante relacionada com a primeira. No entanto, há coisas na Internet cuja razão de existência é tão difícil de descobrir como o sentido da vida. São coisas que só encontram explicação nos tortuosos meandros da mente humana, a mente humana que é capaz de tudo. E uma dessas coisas, inexplicáveis, inúteis, mas que toda a gente usa, nem que seja por curiosidade, são os testes. E há testes para tudo e mais alguma coisa. Quer saber qual o melhor sítio para fazer amor? Quer saber que personagem de Banda Desenhada seria? Ou mesmo qual música do Marco Paulo seria? Bem, não precisa de esperar muito, basta ir aqui, ao site da Rádio Comercial.

Confesso, não sou muito de fazer este tipo de testes a menos que alguém, normalmente um blogger de renome, o tenha feito antes. E aqui a Bombinha fez. Um teste sobre pássaros. Muito bem. Eu, um amante dos ares que infelizmente sofre de vertigens a partir dos dois metros, sempre sonhei em voar. A sério. É um sonho de criança. Uns queriam ser astronautas, outros futebolistas, outros até pedreiros, mas eu, eu sempre sonhei em voar. Queria ser um falcão peregrino, subir até não poder mais e depois um voo picado, vertiginoso, curvar subitamente e planar, planar, planar. Suspiro.

Ainda que o teste seja para saber qual é o nosso Power Bird, que imagino seja a nossa ave espiritual, decidi fazer o teste.


Your Power Bird is a Swan



You are a truly graceful and gorgeous creature.
You easily see beauty in yourself and others.
Intuitive and in touch, you can often guess what the future will bring.
And you're flexible enough to accept the changes that life has in store for you.



Imaginem o meu espanto quando saiu o resultado. Um cisne! Um paneleirote de um cisne! Tenho um metrossexual de um cisne a tomar conta de mim a partir dos céus! Nem um milhafre, nem um açor, nem um grifo, nem sequer um noitibó! Um cisne, vejam só! Ó que vida tão cruel!
Agora sim. Agora me lembro porque detesto este tipo de testes. Mesmo que saibamos a matéria toda o chumbo é garantido.