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quarta-feira, outubro 15, 2008

Youtubing around...



The Last Good Day of the Year - Cousteau

quinta-feira, agosto 21, 2008

Deus o tenha e o conserve: LeRoi Moore (1961-2008)


O que é que haverá para dizer sobre este gajo? Nada que me lembre. Pouco importa que tenha sido um dos fundadores da Dave Matthews Band, um grande saxofonista, um bom pai ou marido, um gajo às direitas ou às tortas, um bebedolas, um abstémio, que torcesse pelos Giants ou pelos Yankees. Nada disso importa. Em última análise nem sequer importa o facto de ter morrido. O que importa mesmo é o legado que deixou. E até sobre isso não tenho grande coisa a dizer. Hoje não. Num outro dia talvez, hoje não.




Dave Matthews Band - The Warehouse
Central Park Concert

segunda-feira, agosto 11, 2008

New-Found Lands: Ani Difranco



Ani Dfranco - Shy

sexta-feira, agosto 01, 2008

Their problems start when they don't die young?



Isto foi em Outubro de 2006. Jerry Lee Lewis com 71 primaveras no papo, com acordes mais espaçados, com movimentos tolhidos; mas ainda com a mesma voz e o mesmo olhar de 1957. Imagem de decadência? Sim, claro. Até se pode pensar que o homem já devia ter morrido para não andar a fazer aquelas figurinhas. Que é triste ver um gajo outrora tão frenético agora mal conseguir mexer os braços. Enfim, está velho. É um velho como outro qualquer, sim. Se não se chamasse Jerry Lee Lewis provavelmente estaria a jogar à sueca ou ao dominó num simpático jardim cheio de plátanos e salgueiros-chorões.

Perdendo a juventude perde-se a aura sobre-humana que as estrelas de rock têm desde que passam a essa mesma condição. Jerry Lee Lewis já não é uma estrela de rock, não senhor. É uma supernova. Jerry Lee Lewis é o "Last Man Standing". É o último sobrevivente do quarteto dourado. É o último sócio/fundador/embaixador vivo do rock & roll. E por isso, e também por ter incendiado um piano em palco enquanto tocava exuberantemente a Great Balls of Fire, deveria ser-lhe concedida uma licença especial de estadia entre os vivos ad aeternum. E de preferência com a genica de 1956/57.

sexta-feira, maio 02, 2008

Classics of Rock & Roll #1



Tutti Fruti, by Val Kilmer in Top Secret
Versão original.

sexta-feira, abril 25, 2008

Entrando no espírito da coisa...


Rage Against The Machine - Freedom

A Galeria também foi actualizada segundo o mesmo contexto: Manisfestação de 28 de Março de 2008

quinta-feira, abril 17, 2008

The Gift + Orquestra Metropolitana de Lisboa, cortesia da CGD


Pelos vistos os bancos não servem só para depositar dinheiro, também servem para organizar bons concertos. Este foi um desses casos. Apesar de ser de entrada livre, o aparentemente simples acto de reservar bilhetes para o dito espectáculo tomou contornos épicos (lugares muito limitados e uma expectante audiência), mas a coisa lá se arranjou. A sala do dito não também augurava um grande concerto: a Arena de Évora, ao contrário do Campo Pequeno, não é tão versátil ao ponto de permitir grandes espectáculos musicais. Mesmo assim lá fomos. Orquestra no sítio. Entram os Gift e siga a música.

Poder-se-ia pensar que o facto dos Gift se terem juntado a uma orquestra era um óbvio sinal da exaustão da banda, ao estilo de Xutos & Pontapés, G.N.R, Scorpions e derivados. Mas não. Neste caso em particular não foi uma orquestra adaptada aos Gift, mas sim uns Gift diferentes, orquestrados, como uma extensão erudita do estilo demarcadamente pop-electrónico do grupo de Alcobaça. Quero com isto dizer que The Gift e a OML combinam tão bem como um CD de Postishead numa noite chuvosa enquanto se conduz languidamente por uma estrada deserta, ou pelo contrário, um concerto de Jamiroquai numa tarde de sol. E foi mesmo assim, dependendo das diferentes músicas: umas mais intimistas, outras declaradamente dançáveis, mesmo com orquestra, mas todas de uma grandiosidade assombrosa.

Nuno Gonçalves, sempre muito atarefado entre piano, caixa de ritmos, sintetizadores e acordeão, entre os quais ia saltitando alegremente, agradecia com toda a certeza o enxerto de mais um par de braços. Sónia Tavares esteve, como sempre, igual ao que se conhece: dança, faz caretas, arranca gargalhadas à audiência e canta que se farta. Tudo, claro, envergando mais um daqueles vestidos saídos de filmes timburtonianos.

Em suma, foi uma excelente noite de domingo. Parabéns aos Gift, à Orquestra Metropolitana de Lisboa e um muito obrigado à Caixa Geral de Depósitos. Não sei porquê, parece-me um bocado estúpido estar a agradecer a um banco, mas desta vez merece.


P.S.: Em tempo oportuno publicarei na Galeria algumas fotos dessa noite. Apenas aquelas que a distância e a fraca iluminação não estragaram, claro.

sábado, abril 12, 2008

À falta de melhor dou-vos música!


The Gossip - Listen Up (Radio Edit)

Esta Beth Ditto é cá uma personagem! Sim, Beth Ditto é aquela criatura com um vestido de lantejoulas a cantar em cima do balcão. E sim, é dela a voz dos Gossip. E que voz.

quarta-feira, abril 09, 2008

Gregos e troianos - a eterna luta de galos

Diz-se que não se pode agradar a gregos e a troianos ao mesmo tempo. Quer isto dizer que a cada cabeça pertence uma sentença e que na maioria dos casos diferem entre si. Há no entanto, num pequeno país de brandíssimos costumes, um canal de televisão que testa a veracidade do tal aforismo que opõe as finíssimas opiniões gregas aos bitáites troianos. E fá-lo (não sei porquê soa-me melhor a conjugação saloia fázio) colocando na grelha de programação para o mesmo dia programas para gente informada (Sociedade Civil, EuroNews, Eurodeputados, Universidades); programas para gente curiosa (National Geographic); programas para cinéfilos (Bastidores); programas para gente de palmo e meio (Zig Zag); programas para gente bem disposta (Dois Homens e Meio, Friends); programas para gente do desporto (Ténis 19º Estoril Open); programas para beatos e beatas (A Fé dos Homens); programas para aspirantes a dealers (Erva) e, finalmente, programas para debochados (Californication).

Ora, se mesmo assim os paneleirotes dos gregos não se entenderem com os marialvas dos troianos e continuarem às turras por dá-cá-aquela-palha não sei o que mais se poderá fazer. No meio não me meto eu.

* * *

Já que estamos a falar disto: na próxima Sexta-feira, Joe Satriani ao vivo na RTP2. À 1.30 da madrugada. Som bem alto, por favor.


Joe Satriani - Summer Song

quinta-feira, abril 03, 2008

Vá de música para variar


Jamie Cullum - I Get A Kick Out Of You

terça-feira, março 25, 2008

Rock & Sensuality


Garbage - I Think I'm Paranoid (1999)

quarta-feira, março 19, 2008

Parabéns ao Hot Clube Portugal

Sessenta anos de existência é obra. Tendo em conta que sobreviveu a uma ditadura fascista, que desprezava o jazz como a um cão sarnoso, os 60 anos do Hot Clube, o clube de jazz mais antigo do mundo, ficam ainda maiores. Parabéns então a João Vilas-Boas, o fundador, o sócio número 1, e a todos os que lá tocaram, aos que lá se embebedaram, aos que lá fornicaram, aos que lá se drogaram, aos que lá estiveram ou mesmo àqueles que ficaram à porta, no nº39 da Praça da Alegria em Lisboa. Parabéns a todos, principalmente ao que os une e à essência do Hot Clube: o jazz; essa música de selvagens alucinadamente geniais.




Miles Davis at the Isle Of Wight (1970) - "Call It What You Like" *

(*): Quando perguntaram a Davis o nome da música foi precisamente esta a resposta dele.
Note-se ainda presença em palco da divina constelação do jazz: Keith Jarret, Chick Corea, Dave Holland, Airto Moreira, Jack DeJohnette e Gary Bartz.

sábado, março 15, 2008

Beauty & Talent



The Corrs - Forgiven, Not Forgotten - MTV Unplugged

quarta-feira, março 12, 2008

3 Visões de 1 Som

Para algumas pessoas já não é segredo nenhum que adoro esta música. Não sei porquê, simplesmente há músicas que me caem no goto e esta é uma delas. E como me caiu no goto a mim, caiu no goto de muita gente. Se desconfia do que digo preste bem atenção ao que se passa aqui por baixo. Ah, já agora, esta música que me caiu no goto tem como título Baba O'Riley e é um original dos The Who datado de 1969. Nota: a expressão "cair no goto" acabou de me cair no goto.

A versão original (reparem bem nos penteados):




A versão dos Blue Man Group (sim, eles outra vez):






A versão dos Pearl Jam (Vedder e o seu instinto suicida)

Clicar acima para ver o vídeo (Embedding disabled... Grrrr!)


sábado, março 08, 2008

Espreitadela

Olá.
Não, não morri.
Não, também não estive no hospital.
Não... Não fui preso.
Ainda aqui estou, mas sem tempo nenhum para abrir a taberna nem para visitar a vizinhança.
Aos dois ou três que aqui vêm, as minhas desculpas.
E já agora que aqui estou aproveito para vos dar música.



The Levellers - This Garden

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Another One-Hit Band: New Radicals



You Get What You Give - New Radicals (1998)

terça-feira, fevereiro 26, 2008

Uma música por dia...



Radiohead - Anyone Can Play Guitar (Pablo Honey 1993)

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

One-hit band (another one): Fastball


Fastball - The Way (1998)

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Há 49 anos: Johnny Cash, para fans e curiosos


I Walk The Line (1959)


P.S.: Passaram 49 anos sobre esta gravação que, imagino, tenha saltado de uma bobine de celulóide para zeros e uns de uma internet universal e livre. Ainda assim a voz de Cash continua a soar forte, profunda e suave, como uma trovoada distante, cujos trovões são mais sentidos que ouvidos.

* * *

Para aquelas sarnas que interrompem importantíssimas reflexões durante o meu prolongado café da tarde para dizer coisas como "Porra, pá, 'tas desempregado, não fazes nada, e mesmo assim não actualizas o Party Log", agora digo eu: JÁ ESTÁ! Irra...

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Dos nomes

Nunca tiveram a impressão que o nome de uma pessoa define essa pessoa? Ou pelo menos algumas coisas relacionadas com essa pessoa? Eu já. Confesso que não estudei a hipótese a fundo, não passa isto de uma mera reflexão causada por uma enorme surpresa. Mas já lá vamos. Eu sei, já alguém antes de mim pensou neste tipo de coisas, caso contrário não tinha numa gaveta qualquer um poster a dizer que Luís remonta a origens teutónicas e é um gajo criativo, inteligente e corajoso e mais não sei quê. Isso sei eu, não preciso que um poster com ares de quiromante mo diga. No entanto não falo dos nomes próprios, mas sim dos outros, dos apelidos. Não, não faço a mais pálida ideia da origem de Romudas ou do que raio significa. Parece-me ao mesmo tempo algo imponente e estouvado, mas isso sou eu que não sou ninguém.

Contudo, não a surpresa que tive não foi com o meu próprio apelido. Foi antes com o apelido Júdice. Já imaginaram alguém, de apelido Júdice, que não tenha absolutamente nada a ver com Direito, Advocacia ou Tribunais? Pois, mas há gente assim. Imagino o que o pensaram os pais de Nuno Júdice quando este se licenciou em Filologia Românica (segundo a Wikipedia). E o boquiabertos que ficaram quando desatou a publicar livros de poesia, de ficção, ensaios e peças de teatro! Oh meu Deus! Haverá alguém que tenha degenerado tanto das suas origens etimológicas?! Isto atormenta-me...

Nota do autor: o desemprego e a fraca ocupação de tempos livres leva a que pensamentos deste género, outrora impossíveis de me assolar, agora o façam de uma maneira avassaladora e quase incontrolável. Por exemplo, passei a tarde a divagar sobre os guardanapos de café que ao invés de absorverem líquidos, função inerente ao objecto em si, os espalham melhor que uma colher de pedreiro.

E agora, para algo completamente diferente: Foo Fighters, Learn to Fly. Hilariante.