sexta-feira, janeiro 19, 2007

Anémona-da-Terra


Fotografia: L. Romudas
Local: Arraiolos

terça-feira, janeiro 16, 2007

Satellite


"Winter's cold spring erases
And the calm away by the storm is chasing
Everything good needs replacing
Look up, look down all around, hey satellite"

- Dave Matthews Band, Satellite-


Fotografia: L. Romudas
Local: Arraiolos

Nota: Não, a imagem aqui apresentada não foi sacada de nenhuma estação espacial nem de nenhum satélite, mas sim de uma parede cuja tinta há muito que começou a fugir para outras paragens. O resto foi Photoshop, claro. Mesmo sabendo isso tudo, não deixa de me fazer lembrar uma qualquer frondosa floresta tropical vista lá de cima.

domingo, janeiro 14, 2007

Sem título aparente #2

Fotografia: L. Romudas

sábado, janeiro 13, 2007

É pena só a ter conseguido fotografar neste estado


Criaturas destas não devia ter de cair. Nem mesmo depois de mortas.

Fotografia: L. Romudas
Local: A6, perto de Montemor-O-Novo

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Fim-de-Semana... Finalmente!


Não sei o nome do grupo, nem o nome de ninguém do grupo. O que sei é que vieram do Senegal animar uma cálida noite de verão alentejano. E, por estranho que pareça, os alentejanos animaram-se mesmo. Até houve quem dançasse.

Fotografia: L. Romudas
Local: Arraiolos, 2006

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Mais cidadania?!

Li, no Corta-Fitas, que o Blogue do Não vai lançar um livro que contém argumentos que, supostamente, nos vão convencer a votar Não no referendo relativo à despenalização do aborto. Já aqui tinha abordado esta temática e, a poucas semanas do dito sufrágio, não me parece de todo despropositado voltar ao assunto.

Pelos vistos a malta do Não! anda verdadeiramente empenhada nesta luta. Lançam livros, mandam postaizinhos todos catitas para casa, aparecem na televisão... Existem 15 movimentos "cívicos" pelo Não! e apenas 5 pelo Sim!. O que me leva à pergunta: mas afinal onde andarão os liberais?
Querem mesmo saber? Os liberais, aquela gigantesca massa que irá votar Sim! em Fevereiro estão em casa. Em casa, pois. Não querem dar a cara. Têem vergonha que o mesquinho povo português pense que já abortaram ou pensam fazê-lo num futuro próximo. Não querem dar a cara porque a filha, a irmã ou a mulher viu-se obrigada a fazer um aborto clandestino e morreu devido à falta de condições. Não querem dar a cara por já terem recorrido a Espanha ou à garagem da vizinha enfermeira reformada e sofrem em silêncio. Não querem, nem podem dar a cara, porque já recorreram a um aborto clandestino e estão presas numa minúscula cela ao lado de verdadeiras criminosas, como se o calvário subsequente aos seus actos não fosse pena suficiente.

Pensarão os iluminados conservadores que um aborto, por mais bem feito que seja, não deixa mazelas? Deixa, sim. Tanto físicas como psicológicas. Mazelas das quais nunca se chega a recuperar totalmente. Agravando-se a situação quando é feito numa qualquer garagem.

Pensarão os doutos senhores do Não que qualquer mulher seja capaz de recorrer a um aborto de ânimo leve? Não, meus caros. O aborto contraria o mais básico dos instintos da mulher, e, por mais que forte que seja o seu espírito, ressentir-se-á. Mais tarde ou mais cedo.

Pensarão os respeitáveis senhores de família que irão votar Não que as prácticas abortivas diminuiraão se vencerem? Duvido muito. O estilo de vida do século XXI não permite. Nem as violações. Nem a eterna crise económica e a elevada taxa de desemprego.

Infelizmente, a conjuntura sócio-económica das famílias do século XXI não permite que estas possam crescer naturalmente. Ou seja, este frenético estilo de vida do século XXI não permite sequer um nascimento não planeado e sem a mínima ponderação. Essa é que é a verdade.

Se vai dizer Não à interrupção voluntária da gravidez.
Diga também Não à dignidade e à saúde da mulher.
Diga também Não ao direito à vida da mulher.


Muito mais há para dizer, mas fica para outra vez. Até breve.

Microfloresta


Fotografia: L. Romudas
Local: Ribeira de Pavia, Arraiolos

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Rabiscos #4


Desenho: L. Romudas
Material: Lápis sobre papel

terça-feira, janeiro 09, 2007

Frágil Mas Poderosa


Só de ver esta fotografia parece que a temperatura ambiente recupera algum do folêgo estival. Doce ilusão. Em pleno Inverno sabe bem lembrar que depois disto virá invariavelmente a Primavera, o Sol quente, as folhas nas árvores e, claro, as vistosas papoilas. Por momentos fizeram-me lembrar os lábios da Scarlett Johansson... Vá-se lá saber porquê.

Fotografia: L. Romudas
Local: Ribeira de Pavia, Arraiolos

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Duelo

E por acaso acho que perdi. Foi uma injustiça, mas a artilharia rival não deu hipóteses. Ouvi dizer que aquilo até grava imagens em movimento, vejam só. Foi tipo disparar uma 9 mm contra um míssil Tomahawk...

Fotografia: L. Romudas
Local: Chiado, Lisboa, durante manifestação sindical

domingo, janeiro 07, 2007

Rabiscos #3


Desenho: L. Romudas
Material: Lápis sobre papel

sábado, janeiro 06, 2007

Casario I

É deste modo que vos dou a conhecer uma pequena série de quatro fotografias tiradas num dos melhores sítios de Portugal: a Ribeira do Porto. As suas casas amontoadas umas em cima das outras e as ruas tão estreitas que a Valentina Torres tem de entrar de lado, fazem daquela zona da Invicta uma verdadeira pérola turística. Os seus cheiros, cores e sons misturam-se de uma forma indescrítivel no meu cérebro e apenas consigo observar, sorrir e carregar no disparador inconsequentemente. Sem preocupações técnicas ou artísticas. São autênticos momento de prazer visual em que se sente de sobremaneira o peso dos milhões de passos que pisaram aquelas calçadas, dos milhares de mãos que levantaram aquelas casas, que puxaram quilómetros de cordas de rabelos salpicadas por milhares de gotas daquele fabuloso e intenso rio. É assim que vejo a Ribeira.

Mas nesta "mini-série" o que interessa mesmo é a peculariedade da construção ribeirinha. Como é que isto tudo ainda se mantém de pé?


Fotografia: L. Romudas
Local: Ribeira, Porto

Casario II - Apertado


Fotografia: L. Romudas
Local: Ribeira, Porto

Casario III - Privacidade?


Fotografia: L. Romudas
Local: Ribeira, Porto

Casario IV - Ascendente


Fotografia: L. Romudas
Local: Ribeira, Porto

sexta-feira, janeiro 05, 2007

E a pedido de uma ou duas famílias: Rabiscos #2


Adolescência. Precisamente aquela altura da vida em que começamos a perceber que nem tudo pode correr como queríamos. Não podemos ter quem queríamos, nem como queríamos, nem quando queríamos. Raiva, frustração... Enfim, a adolescência. Já lá vai e ainda bem.

Desenho: L. Romudas
Material: Caneta preta sobre papel

No Relax... Mas com um pano de fundo daqueles quem é que se atreve a stressar?


Fotografia: L. Romudas
Local: V. N. de Milfontes

quinta-feira, janeiro 04, 2007

É o direito de opção, estúpido!

As campanhas e movimentos "cívicos" pelo Não à legalização do aborto enchem-me de raiva e, ao mesmo tempo, de pena por essa massa populacional portuguesa. Bem sei que é impossível agradar a toda a gente, e seja qual for a proposta apresentada sobre qualquer assunto, e por mais vantagens que traga, hão-de haver sempre vozes discordantes. Não sou mulher, nem nunca tive de fazer viagens relâmpago a Badajoz com a minha namorada (até porque nem tenho namorada), mas parece-me absurdo o argumento conservador de "ter que se respeitar a vida". Simplesmente porque são os mesmo conservadores que apoiaram Barroso, Portas, Bush e Blair durante a cimeira dos Açores quando se preparava a guerra ao Iraque. Isso é que é respeitar a vida?!

Acabei de ouvir uma dessas personagens dizer na televisão que se a despenalização do aborto for para a frente "Portugal morre de velhice porque não há novos nascimentos". Mas isto está tudo maluco ou quê? Lá por não ser crime não acredito que todas as mulheres que engravidem abortem. Como é óbvio nunca abortei, mas julgo que a pílula ou o preservativo são muito menos dolorosos que o aborto. A estes senhores pelo Não! gostava de deixar aqui uma mensagem:

Pensem bem naquilo que dizem. Se querem convencer a maioria dos portugueses que abortar é feio usem argumentos consistentes e não insultem a nossa inteligência, por favor. Já sabemos que a Ciência está do lado do Sim! e a Igreja, a bendita Igreja, a milionária Igreja, a Igreja da Inquisição e das Cruzadas, é aliada do Não!. Os dados estão lançados. Que ganhe o melhor.




Rabiscos #1

Bem, talvez não saibam, mas antes de ter a mania que era fotógrafo tinha a mania que sabia desenhar. Apesar de reconhecer que até tinha potencial nunca demonstrei nada de jeito, apenas rabiscos abstractos em cadernos e folhas de teste em branco. Este aqui em baixo por acaso até foi feito num sketch book que entretanto me ofereci a mim próprio. A digitalização não está grande coisa, mas achei que estava na altura de publicar isto.

Não deixa de ser uma forma de expressão, coisa muito importante durante a adolescência. E, tal como um jovem adolescente, essa forma de expressão carece de conteúdo e técnica, mas sobra-lhe pujança e inconsequência.


Desenho: L. Romudas
Material: Lápis sobre papel

quarta-feira, janeiro 03, 2007

E agora, algo completamente diferente...

O que acontece quando um exército de 30 vespas gigantes (5 cm de comprimento, ou um isqueiro BIC dos pequenos) se tenta apoderar de uma colmeia de abelhas de mel europeias? E quando tenta a mesma proeza com uma colónia de abelhas japonesas? Vejam os vídeos abaixo apresentados, por favor. Os comentários em brasileiro soam um bocado mal, mas o quadradinho amarelo e as palavras "National Geographic" atestam a qualidade das imagens. Cada vídeo tem cerca de 3 minutos, não me diga que não tem 6 minutos para perder com uma coisa destas. Se ainda não viu veja.

Ataque a colónia europeia



Ataque a colónia japonesa


terça-feira, janeiro 02, 2007

Resta a Esperança... E um corno.


Fotografia: L. Romudas
Local: V. N. de Milfontes

Undomiel, The Evening Star


Fotografia: L. Romudas
Local: V. N. de Milfontes

Marcas


Fotografia: L. Romudas
Local: V. N. de Milfontes

2 Wandering Souls



Fotografia: L. Romudas
Local: V. N. de Milfontes


* * *

Chego a casa vindo de uma extasiante passagem de ano e "descubro" que Saddam Hussein tinha sido executado. Pronto, Hussein e Pinochet já lá estão, coitadinhos. Falta um tal de Bush e o seu fiel cãozinho do médio oriente, Ariel Sharon. Sim, eu sei que este último anda a fugir com o rabo à seringa há algum tempo, mas mais tarde ou mais cedo vai lá parar de certeza.
Pergunto-me o que estará Hitler a preparar para a recepção.

O Rochedo, Domínio da Gaivota


Fotografia: L. Romudas
Local: V. N. de Milfontes

quinta-feira, dezembro 28, 2006

Um Limão Que Veio Do Espaço



Subjugou todas as frutas terrestres e, juntamente com os seus aliados do longínquo planeta Nata 593, transformou-as em delicioso creme de gelado.

(Se achar que este é um bom príncipio para uma boa história sci-fi, faça favor de continuar. Se, pelo contrário, achar que é um péssimo princípio para uma história sci-fi, por favor, explique-me tim-tim-por-tim-tim A Guerra dos Mundos. Obrigado e Bom Ano)

Fotografia: L. Romudas
Local: Karma Bar, Arraiolos

quarta-feira, dezembro 27, 2006

The Tale Of The Three Little Birds And The Sun Tower


Fotografia: L. Romudas
Local: Castelo de Montemor-O-Novo

terça-feira, dezembro 26, 2006

Borboleta (se também achar que este título é demasiado polémico, por favor sugira um novo)



Fotografia: L. Romudas
Modelo: Gostava de poder dizer "Soraia Chaves", mas ainda não foi desta.

* * *
Tendo em conta o último relatório da ONU sobre alterações climáticas começo a pensar se esta fotografia, daqui a uns anos, não valerá mais que uma da Soraia.

segunda-feira, dezembro 25, 2006

Noite de Consoada


Qual bacalhau, qual quê?

Fotografia: L. Romudas
Local: Karma Bar, Arraiolos na noite de ontem

sábado, dezembro 23, 2006

Music


Fotografia: L. Romudas
Local: Arraiolos, actuação do grupo de música popular Vento Suão

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Fragilidades


Fotografia: L. Romudas
Local: Casa da Música, Porto (como se não soubessem)

quinta-feira, dezembro 21, 2006

Há dois mil anos o "Natal" era hoje... Solstício de Inverno


A fotografia não tem muito a ver com o título, mas afinal de contas este blogue é meu e a fotografia também, portanto faço com eles o que quero, certo? Certo. Considerem a fotografia como a minha forma de prestar homenagem ao Natal dos tempos modernos. Aquele Natal cheio de filhoses, bacalhau e prendas. Aquele Natal em que se apela ao consumismo desenfreado para quem quer participar nele. Por mim prefiro o "Natal" pagão. Sim, aquele dos litros e litros de vinho e do sexo em grupo. Sim, aquele "Natal" em que se celebrava, não o nascimento de um tipo brilhante, mas sim o nascimento da própria Vida e da Humanidade. Isso sim, é Natal.

Fotografia: L. Romudas
Local: Cemitério Pére du Lachaise, Paris

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Headless


Pelos vistos é o que acontece às mulheres quando passam por esta montra.

Fotografia: L. Romudas
Local: Paris, Champs Elysées, loja Louis Vuitton

terça-feira, dezembro 19, 2006

Eu vou... E vocês?

segunda-feira, dezembro 18, 2006

Watching Venus


Fotografia: L. Romudas
Local: Museu do Louvre, Paris

domingo, dezembro 17, 2006

Há dias assim...


Fotografia: L. Romudas
Modelo: mão e nariz da Iris

sábado, dezembro 16, 2006

Life...


Fotografia: L. Romudas

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Apresento-vos a Sarapintas


Esta tipa (ou tipo, não andei a coscuvilhar) viveu durante dois meses num dos túneis que costumo "patrulhar" nas minhas lides diárias. Foi lá parar durante uma inundação e nunca mais conseguiu encontrar a saída, coitada (o). Hoje peguei nela (nele) e deixei-a (o) à beira de um regato de águas límpidas que há ali por perto. Finalmente liberdade.

Eu sei, isto soa uma paneleirice pegada, mas ontem vi a Floribella e fiquei assim. É só peace & love, não me consigo controlar. Agora vou beber umas valentes cervejas a ver se volto ao normal. Hasta la vista.

Fotografia: L. Romudas
Modelo: Sarapintas, a.k.a. salamandra-de-fogo

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Sem título aparente


Esqueçam o último post. Esqueçam o antepenúltimo e esqueçam todos os outros. O tasco reabriu com cara usada mas espírito renovado. Poucas palavras, imagens de sobra.


Fotografia: L. Romudas
Modelo: Ângela

segunda-feira, novembro 27, 2006

Reabertura para breve.

Passou tanto tempo desde o último post, passou-se tanta coisa, que esse último post deixou de fazer sentido. Bem, pensando melhor, talvez não. Continua a fazer todo o sentido. Continuo grato pelo seu regresso, apesar de estar ainda abalado pela sua súbita partida. Mas não faz mal. Fugaz, mas perfeito, aquele reencontro. Tal como contemplar um arco-íris. E obrigado por isso. Até breve.

domingo, julho 09, 2006

Bem-Vinda de Volta





















"And I'd give up forever to touch you

Cause I know that you feel me somehow
You're the closest to heaven that I'll ever be
And I don't want to go home right now

And all I can taste is this moment
And all I can breathe is your life
Cause sooner or later it's over
I just don't want to miss you tonight

- Iris, Goo Goo Dolls -

sexta-feira, junho 23, 2006

Aquele instante

A fotografia tem destas coisas. A capacidade de, ao carregar naquele pequenino botão, congelar no tempo um preciso instante é soberba. Aconteceu-me com a foto em baixo.
Andava a tentar apanhar uns reflexos no chão molhado.
Esperei que uns miudos saíssem de cena.
Preparei a focagem.
Os miudos saíram.
No preciso momento em que gentilmente peço ao obturador para disparar, um dos sacaninhas corre e atravessa-se à frente da objectiva. Filho da mãe, praguejei. Pressiono "preview" e corrijo: "Santíssimo Filho da Mãe, obrigado".
A Fotografia tem destas coisas.


Não está lá grande coisa, o efeito negativo comprova isso mesmo, mas ainda assim é inspirador.

segunda-feira, junho 12, 2006

Com esse passo inseguro...


Jorge Palma. Alcoólico. Toxicodependente. Génio literário. Músico exímio.
Queria fazer uma homenagem ao artista ainda em vida. Coisa rara.
Faltam-me as palavras. Sobram-me as dele.

"Se queres ver o Mundo inteiro à tua altura
Tens de olhar para fora, sem esqueceres que dentro é que é o teu lugar
E se às duas por três vires que perdeste o balanço
Não penses em descanso, está ao teu alcance, tens de o reencontrar

Na terra dos sonhos, podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal
Na terra dos sonhos toda a gente trata a gente toda por igual
Na terra dos sonhos não há pó nas entrelinhas, ninguém se pode enganar
Abre bem os olhos, escuta bem o coração, se é que queres ir para lá morar"

- Jorge Palma, Na Terra dos Sonhos.

sábado, junho 03, 2006

quinta-feira, março 23, 2006

Because God needs His Angels...

Gostava de, apenas com uma palavra, poder tirar-te esse sofrimento do peito. Mas não há palavra nenhuma que atenue a dor de quem vê o seu mundo ruir num único suspiro. Nada mais interessa. Apenas as lágrimas de desespero de quem vê a quotidiana realidade transformada em simples memórias cada vez mais distantes. É brutal a forma como a vida nos aconselha a viver intensamente cada momento, não é? Agora é o tempo da revolta, do lamento, das noites intermináveis de choro pela perda de um dos pilares desse teu mundo, outrora tão alegre e colorido. Mas, mais tarde ou mais cedo, vais ter que o reconstruir, sabes disso, não sabes? Primeiro grita-se, depois chora-se e depois disso tudo segue-se em frente, sem perder o rumo, de olhos bem fixos no horizonte que se aproxima, porque a vida é mesmo assim e não há volta a dar. Gostava mesmo de, apenas com uma palavra, curar-te essa angustiante ferida. Mas não consigo. O tempo tratará dela. Ele trata sempre de tudo.

"Gravedigger, when you dig my grave, make it shallow so I can feel the rain..."

quarta-feira, março 08, 2006

segunda-feira, março 06, 2006

Parabéns!

Ao Partido Comunista Português e ao seu jornal Avante!. Um pelo 85º aniversário e o outro pelo cumprimento de 75 primaveras. Juntos viveram na clandestinidade durante 48 anos sofrendo na pele a repressão do fascismo salazarista e juntos lhe resistiram onde todos os outros (tanto partidos como publicações independentes) soçobraram. Juntos viram o nascer da Aurora da Liberdade naquele já longínquo e esquecido dia de Abril e juntos continuam ainda a lutar pela defesa dos que não têem voz, pelos direitos de pessoas subjugadas por uma Democracia decrépita e desacreditada onde quem manda são os Homens dos Milhões em vez dos Milhões de Homens. Hoje, esse Partido estrabucha num lodaçal capitalista a que chamamos mundo e, apesar de muitos o considerarem moribundo, continua a eterna luta contra a exploração do Homem pelo Homem, sempre com garra, sempre com esperança, sempre com aquele dia de Abril na memória, porque nesse dia Portugal foi livre. É bom que não nos esqueçamos disso.



O vosso tanque, General, é um carro forte!
Derruba uma floresta esmaga cem
Homens,

Mas tem um defeito
- Precisa de um motorista

O vosso bombardeiro, general
É poderoso:
Voa mais depressa que a tempestade
E transporta mais carga que um elefante
Mas tem um defeito
- Precisa de um piloto.

O homem, meu general, é muito útil:
Sabe voar, e sabe matar
Mas tem um defeito
- Sabe pensar

Bertold Brecht

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

O Futebol

Gosto de futebol. Não daquela forma que faz com que não descole os olhos do ecrãn cada vez que dá um jogo mais ou menos interessante, ou que me faça comprar jornais desportivos para saber os resultados até dos campeonatos regionais. Mas gosto de bom futebol. Admiro o bom futebol. O estádio cheio, as claques em côro, as nuances tácticas de um treinador que sabe o que faz, os golpes artísticos do jogador que um dia descobriu que o seu objectivo de vida é a baliza adversária. E cada vez que falo nisto, aparece alguém, porque há sempre alguém assim, que diz que o futebol é um jogo estúpido, praticado por pedreiros cujo objectivo é enriquecerem cedo e não sei mais o quê. O futebol-desporto transformou-se no futebol-indústria, muito por culpa dos tempos que correm, onde o talento não se mede pelas frustrações adversárias mas pela conta bancária e contratos publicitários. Não podemos ter as vistas curtas e despejar argumentos anti-futebol a torto e a direito só porque não se gosta do desporto. Sim, as camisolas de qualquer clube são feitas na Indonésia à conta de trabalho infantil, é triste e é verdade, mas as teclas deste computador, e de muitos outros, provavelmente também saíram das frágeis mãos de um miúdo de 6 anos e não é por isso que deixo de lhes tocar. Isso é outro problema, não tem a ver com o desporto em si. Há corrupção no futebol, pois há. Apontem-me uma Câmara Municipal onde não haja. Tem coisas boas e coisas más, como tudo na vida que é de criação humana. O problema é mesmo esse: a condição humana. Não somos perfeitos, mas inventámos um jogo onde podemos sê-lo. Basta desviar aquela bola do alcance daquele guarda-redes que teima em defender tudo e mais alguma coisa. Simples. Tudo isto para dizer que gosto de Futebol e culpo sem reticências o senhor da imagem. Eric Cantona. Também tinha outros talentos, eu sei, como o karaté, mas no futebol... Simplesmente genial. Saudades.


A foto não é minha, mas não me importava. Quantos é que podem dizer que têm uma fotografia autografada de Deus?


terça-feira, fevereiro 21, 2006

Porto, Cidade Invicta


É verdade que tenho um problema com cidades, como já aqui havia referido, e apesar do Porto ser uma cidade enorme, torna-se pequena depois de lá estar. Pequena porquê? Porque me sinto em casa, embora tenha nascido e crescido bem a sul do Tejo. Seja pelos bons amigos que lá estão ou pela genuína identidade da Ribeira com as suas casas que desafiam as leis da engenharia, a verdade é que 4 dias no Porto fizeram-me bem. Desfazendo o mito: os portuenses são simpáticos! Anseio por lá voltar... Até breve.

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

De Peter Jackson com amor...

Se a primeira versão deste filme inspirou o realizador neo-zelandês a tornar-se no que é hoje, esta versão de certo terá o mesmo efeito em muita gente.

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Do Dia de S. Valentim

"You alone have all of me
From you my strength is full
To carry your burdens too
I give my world to you
Hip lock up so tight
You drive me crazy
Crazy is all right
With you looking at me
You make me feel high
Every single thing you do to me
is like I'm drunk
I do my best for you, I do"
(*)


Espero que tenham tido um bom dia de S. Valentim. Espero que tenham dito às pessoas de quem gostam que realmente gostam delas. Espero que não tenham gasto muito dinheiro em flores, chocolates e peluches, porque o que interessa mesmo não pode ser comprado.


(*) Dave Matthews Band, Rapunzel

Metrofobia

Tenho um problema com cidades. O barulho, as multidões, as filas de trânsito, o não conhecer nenhuma das 150 pessoas sentadas comigo no cinema, nem um sorriso, nem um olá, nem um bom dia... Mas o que me repugna acima de tudo são os cães. Toda a gente tem um cão daqueles. Os cães de bolso. As amostras de cão. Os cães que se viram obrigados a diminuir de tamanho para poderem caber no minusculo T3 entre o jarrão Ming e o candeeiro de lava do IKEA. Os cães que parecem um cruzamento bem sucedido entre uma ratazana e um Morcego arborícola. Os cães que ladram (se é que se chama ladrar àquilo) tenaz e irritantemente a tudo e todos, morto ou vivo, em movimento ou quieto. Os cães que suscitam o riso incontrolável a todos os gatos e ratos. Os cães que, se eu tivesse um restaurante chinês, seriam cabeças de cartaz na ementa do dia.

Lição da Semana:

"Todos os problemas são apenas oportunidades disfarçadas."

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Soberba Muçulmana

É claro que tenho de falar nisto. Preferia não o fazer porque há coisas muito mais interessantes para falar do que este "sururu" levantado pelo povo muçulmano contra cartoonistas que, supostamente, ridicularizaram o seu mais-que-tudo Maomé. Não que me indignassem as primeiras manifestações feitas à porta das embaixadas Dinamarquesas ou Norueguesas... Mas tiros para o ar, apedrejamentos, bandeiras queimadas e mortos já é esticar um bocado a corda. Tenho-me como um romântico que cá no fundo ainda tem esperança no Mundo e nas Pessoas, mas assim não vamos lá. Fico com a ideia que meio planeta quer voltar à Idade Média, olho por olho, dente por dente, tu olhas para a minha filha e esfolo-te vivo. Se os tipos se querem mesmo vingar dos cartoonistas demoníacos, porque não fazem uma caricatura insultando as mães deles e os seus clientes?! Não... Vá de pegar fogo a tudo o que é vermelho e branco e apredejar aquela senhora loura que por acaso nem tem nada a ver com o assunto. Acredito que haja causas Islâmicas por que valha a pena morrer, mas não esta. Por esta, de certeza que não vale a pena. Não que o Ocidente seja um colossal mar de Luz onde prolifera a justiça e a fraternidade... Mas é a nossa liberdade, a de expressão, desde há 300 anos um dado adquirido no mundo ocidental, que é agora posta em causa por estes extremistas selvagens.

Se no caso das invasões americanas e israelitas os muçulmanos tinham razão, agora perderam-na.

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Mundo Perdido


Hoje soube que encontraram uma ilha, na Nova-Guiné, que contém dezenas de espécies novas de plantas, aves e répteis. O contacto destas criaturas com o ser humano tinha sido tão pouco que até as aves mais raras visitavam ocasionalmente o acampamento dos cientistas, pavoneando-se. Pensando bem, até acho que todo o planeta devia ser assim... Estamos a mais.

Fotografia tirada a um artrópodezito no outro dia. Era pequeno, mas o que lhe faltava em tamanho sobrava-lhe em agressividade.

Reflexão de Terceiro Post

Estou, há duas horas, a tentar colocar uma fotografia no perfil, só mesmo para vocês, caríssimos leitores terem uma referência visual da minha pessoa. Como é óbvio, foram duas horas de tentativas frustradas das quais só posso inferir uma de duas possibilidades: ou sou burro, ou sou tão feio que o Blogger não me quer aqui.

Segundo Post

Quero começar por explicar que tudo o que irá ser aqui publicado provém da mesma fonte: Eu. O que não vier dessa fonte merecerá uma nota de rodapé em referência à sua origem. Vão ver de tudo aqui, desde fotografia, a desenhos (técnicos ou artísticos), textos, sombras chinesas, corridas de cães e garraiadas nocturnas, portanto preparem-se. E não me venham com essas conversas que hoje estou puto da vida! Se gostam, gostam, se não gostam... É por isso que é porreiro ter um blog pessoal. O interesse documental ou artístico pode não ser grande espingarda, mas um gajo lá fica entretido a largar umas larachas, iludido, pensando que o Mundo ficará muito melhor depois de ver o que temos para mostrar.

terça-feira, fevereiro 07, 2006

"Welcome stranger...


...Sit and stay for a while. Ei, Jack, bring a drink to this man!"