sexta-feira, junho 15, 2007

Que dia de cão... "Mas como, se os cães não fazem nada?" Pronto, que dia de m#&%@! "Ah, pronto assim está bem..."

Obras. Agora estou a trabalhar nas obras. É assim a vidinha. Num dia somos técnicos de qualidade e no outro andamos a puxar cabos de 65 mm (de espessura) auto-estrada afora debaixo de um sufocante calor húmido e de nuvens de pó e mosquitos. Depois de um dia árduo de trabalho sabe bem chegar a casa e ligar a televisão para ver que Joe Berardo continua sem saber o que fazer ao dinheiro. E sabe também bem visitar a nova coluna de links que arranjei: a Tiras Frescas. Um verdadeiro tónico pós-laboral. Procurem ali do lado esquerdo... mais abaixo... mais abaixo... aí mesmo!

quinta-feira, junho 14, 2007

Sem título aparente #3


Fotografia: L. Romudas

quarta-feira, junho 13, 2007

Vícios

Vício (do latim "vitium", que significa "falha ou defeito") é uma tendência habitual para certo mal, sendo oposto à virtude.

Este pressuposto não podia estar mais errado. Primeiro porque um vício nunca é mau. Só o é quando gera problemas, quer sejam de saúde, económicos ou sociais. Devem querer um exemplo, não é? Ora cá vai: um tipo que esteja viciado no jogo. Se for ganhando carradas de dinheiro o vício é benéfico para ele. Mas quando começa a perder tem de saber desistir a tempo de não se enterrar num monte de dívidas, o que, regra geral não acontece e é aqui que o vício do jogo se torna um problema grave.

Todos temos vícios. Seja ele fumar, roer as unhas ou beber perfumes caros, todos temos pelo menos um vício. Não me digam que não. E se disserem chamo-vos logo mentirosos de primeira água! Todos temos vícios porque precisamos deles como do ar para respirar. Precisamos do escape que os nossos vícios nos proporcionam. Precisamos da sensação de eles nos oferecem para conservarmos a nossa sanidade mental. Quer vivamos numa metrópole, quer numa aldeia de 20 habitantes, os nossos vícios são os nossos melhores amigos, e servem tanto para relaxar como para "agitar" o nosso eu interior. Precisamos e precisaremos sempre deles. Os vícios nunca nos tornarão melhores pessoas. Simplesmente nos tornam mais pessoas.

Mas é preciso ter cuidado, claro, para o vício não se tornar uma obsessão. Vício é vício, obsessão é completa e total dependência. É preciso não confundir. Por exemplo, não podemos por um toxicodependente no mesmo saco que um viciado no jogo ou que um fumador. Os dois últimos são viciados, e apesar de estarem de alguma forma dependentes do seu vício, não passa de pura psicologia, enquanto um heroinómano, está física e psicologicamente dependente da sua dose diária de cavalinho. Já viram um fumador cheio de dores, a vomitar e com febre porque não fumou o seu cigarro depois de almoço?

A sociedade em que vivemos tende a diabolizar os vícios, e até mesmo, a desprezar quem os tem. Na verdade apenas tenta substituir os nossos vícios pelos vícios dos outros. Não fume, não beba. Vá correr no parque. Faça exercício. Faça isto, faça aquilo, mas não faça isto nem faça aquilo porque senão ainda morre. Ai sim?... E depois? Conheço um gajo que durante toda a vida praticou desporto. Jogava à bola, fazia jogging e para além de não fumar também não bebia. Uma vez, a meio de uma peladinha com uns amigos deu-lhe uma coisinha má e ia-se ficando a caminho do hospital. Mas até esse gajo é viciado. Em desporto, mas é um viciado como outro qualquer.

Nunca acreditem em alguém que diz não ter vícios. Ou é mentiroso compulsivo, ou o vício é tão vergonhoso que não pode contar, ou então ainda não tomou consciência de si próprio.
Ou então é uma criança de 6 anos e não sabe o que é a palavra vício.

Tudo o que é demais faz mal, não é? Mas sabe tão bem. A questão é que há vícios prejudiciais e vícios menos saudáveis, mas todos, todos sem excepção, podem levar à morte. Podemo-nos engasgar a roer uma unha, a ninfomaníaca pode cair da cama e partir o pescoço, o viciado em jogo pode ser apanhado a fazer batota e levar um tiro na tromba, mas também pode acontecer ao fumador compulsivo morrer atropelado por um viciado no trabalho, que também era alcoólico e morreu com um cancro no cérebro.

Para quê preocuparmo-nos demasiado?

segunda-feira, junho 11, 2007

Novo Circo de Shangai: não tentem isto em casa, por favor!




Só de olhar já me doem as costas...

Fotografia: L. Romudas

domingo, junho 10, 2007

"Pássaros" aterram no terródromo de Arraiolos



































Fotografia: L. Romudas

sábado, junho 09, 2007

A inveja, esse costume tão português.

A inveja é uma coisa muito feia, diz-se. É mentira. Desconfiem sempre de alguém que diz isso como se soubesse o que está a dizer. Se o diz assim é porque para ele a inveja é uma coisa mesmo feia e todos sabemos o apetite voraz que o ser humano tem para coisas feias. A bem dizer, é ignorante: confunde inveja com cobiça. A inveja não é uma coisa feia. Feia é a cobiça. Por exemplo: se cobiçar o talento de alguém é porque quero ser ele (ou ela) e se cobiçar a mulher dele (ou dela) é porque quero aquela mulher, mas se invejar o talento dele (ou dela) é porque quero ser como ele (ou como ela), é porque admiro essa pessoa e quero melhorar o suficiente para ao menos lhe chegar aos calcanhares. E se invejar determinado gajo pela mulher que tem é porque gostava de ter uma daquele género e não propriamente aquela, percebem?

E é bom admitirmos que temos inveja de alguém. Com este texto simplesmente provo que tenho uma certa inveja do Rui Zink, não por ter publicado livros, não por ser uma figura pública, não por ser professor, nem sequer pelo dinheiro que tem. Tenho uma certa inveja do Rui Zink pela maneira como escreve e sobre o que escreve. Só li um livro dele, é certo, mas gostei tanto daquela maneira simples, banal e terra-a-terra com que escreve que de certa forma me inspirou a fazer o mesmo: escrever as reflexões que vamos tendo ao longo dos dias que passam, sejam elas sobre o sentido da vida ou a diferença entre uma mini Sagres e uma mini Super Bock (Sagres 4ever).

Outro gajo de quem tenho uma inveja do caraças é o habitante deste espaço aqui. E habita este também, e este. António Pedro Valente Valente (não, não me enganei, é mesmo o nome dele, o que querem que eu faça?). E não o invejo por trabalhar para um dos principais jornais diários. Invejo-o pelo talento. Um talento tão grande que só é ultrapassado pela própria altura: um metro e noventa e tal, por contas baixas. Pensando bem, até na altura ele tem sorte, pois que maior pesadelo terá um repórter fotográfico que não seja não conseguir fotografar determinado evento por não ter contacto visual devido à baixa estatura e a multidões? Além disso, adoro ir ver concertos com ele. Quando nos desencontramos é relativamente fácil descobri-lo no meio da maralha de gente.
Mas é mesmo bom fotógrafo. Além de bom professor, bom mentor e bom amigo.
Que homenagem esta, ein? Não estavas à espera, pois não, Tó?

Resumindo: tenham inveja. Tenham inveja de quem admiram e queiram ser como eles, ou melhores, nunca deixando de ser vocês mesmo. Tenham inveja porque ao terem inveja estão a aprender com o invejado. Tenham inveja e assumam-no, não com malícia e falso desprezo, mas com sinceridade e admiração. Tenham inveja de alguém porque provavelmente alguém também terá inveja de vocês e isso é impagável.


Fotografia e texto: L. Romudas

sexta-feira, junho 08, 2007

Hoje tenho andado assim:


Em farrapos. Pá, um gajo levanta-se cedo para trabalhar, depois chega a casa e ainda tem que ir fazer um biscatezito até à hora de jantar, depois de jantar pega na máquina fotográfica e anda de um lado para o outro durante uma hora e meia aos "tiros", depois disso tudo senta-se um bocadito a beber umas jolas com os artistas e quando olha para o relógio são uma ou duas da manhã mas não se vai deitar porque depois de quatro ou cinco médias já lhe passou o cansaço e ainda bebe mais quatro ou cinco. E no outro dia, claro, recomeça tudo de novo. E no dia a seguir outra vez.
Até que chega o dia de hoje e um gajo anda em farrapos.
Estes jovens inconscientes...

Fotografia: L. Romudas

quinta-feira, junho 07, 2007

Resumo dos últimos três dias

Segunda-feira, Vento Suão, João Paulo "Sapo" a vibrar nas percussões.


Terça-feira, Terras de Rayo, Ângela Fortes a bombar no violino.


Quarta-feira, Zebra, Toni e Nuno em pleno devaneio musical.

Fotografia: L. Romudas

quarta-feira, junho 06, 2007

E para não variar, mais uma fotografia de um excelente músico


Fotografia: L. Romudas. Henrique Leitão em plena performance na actuação dos Terras de Rayo em S. Pedro da Gafanhoeira, no passado dia 2 de Junho.

segunda-feira, junho 04, 2007

E ontem, aqui em Arraiolos, foi assim:

Tablao do Fado

Pela companhia de dança Amalgama com a participação especial de Cidália Moreira e seus músicos.




"Ora são negro, ora fogo, ora lamento, ora exaltação.

São lágrimas e sange, água, terra e furacão.
São terra que espera... espera terna. Trovão.
São tudo num calor duradouro, a certeza da fuga e do retorno. São ânsia e abundância do viajante, a saudade que resiste,
a alegria constante de quem se cansa de estar triste. "
Amalgama












É um dos poucos seres vivos, de uma geração de raça e genuidade, uma Mulher de infindável valor, uma Voz inimitável, que vibra na profundidade do nosso sentir. Cidália Moreira eterniza o fado reunindo em si mesma a síntese da Alma Lusitana.









Dançar o fado docemente entrelaçado no flamenco... Encontrar a alma que vive de boca em boca, de peito em peito, deambulando de guitarra em guitarra e de corpo em corpo.





Essa alma como um destino flamejante, um nó fraterno e original que se une num abraço quase esquecido por ser tão antigo e primeiro.





Tablao do Fado - uma procura de raízes, essências.
Uma celebração levada ao rubro, ao negro, para vir a ser transparente e por inteiro, tanto pelo que o fado e o flamenco são, como pela vontade de os nossos corpos o serem.


Fotografia: L. Romudas.
Textos: Amalgama


* * *

Sim, estou a fazer publicidade gratuita e não, não trabalho para nenhuma das pessoas envolvidas no espectáculo, mas não me importava. Todos extravasam talento, incluíndo os músicos de quem infelizmente não tenho imagens dignas de publicação.


domingo, junho 03, 2007

É tudo uma questão de escalas...


Fotografia: L. Romudas

sábado, junho 02, 2007

Músicos & Músicas

Fotografia: L. Romudas. Jorge Pires no baixo eléctrico e Ângela Fortes no violino. Grande músico e grande música.

quinta-feira, maio 31, 2007

Venham ver...


Parecendo que não, é verdade... Afinal esta semana o tapete está na rua.

Fotografia: L. Romudas

quarta-feira, maio 30, 2007

Egosciente solidário com a GREVE GERAL de hoje


Vão aproveitando agora enquanto se pode fazer greve, porque com estes últimos atentados à liberdade de expressão, algo me diz que isto de greves gerais e lutas sindicais tem os dias contados. E por falar em dias contados, aproveito também para mandar um abraço solidário à família e amigos de James M. Rest in peace James...

Fotografia: L. Romudas

terça-feira, maio 29, 2007

Just singing...

Fotografia: L. Romudas. Modelo: Andreia, Terras de Rayo

* * *

Singela homenagem ao grande senhor da música que foi Jeff Buckley, passados 10 anos da sua morte... Eternal life is now on your trail... indeed, Jeff.

segunda-feira, maio 28, 2007

Getting away with it all messed up

Bem, hoje li um texto no Diário de Notícias e fiquei boquiaberto. Afinal de contas somos famosos por meter a pata na poça mas ainda somos mais famosos por sair de dentro da poça sem nódoas de maior. Incrível este povo português. Uma estranha forma de vida, sem dúvida. Faz-me lembrar a introdução de uma música de James no último concerto deles: "We thrive on caos, on errors where most bands just desintegrate before your very eyes" (prosperamos no caos, em erros onde a maioria das bandas se desintegram diante dos vossos olhos).

Aqui fica um excerto do tal texto:

"A Fundação Richard Zwentzerg nasceu em 1999 para estudar o atraso e subdesenvolvimento no mundo mas, logo no início da actividade, ficou fascinada com o caso de Portugal. É famoso o seu relatório de Março de 2000, O País Que não Devia Ser Desenvolvido - O Sucesso Inesperado dos Incríveis Erros Económicos Portugueses. Aí se dizia: "Portugal fez tudo errado, mas correu tudo bem. Os disparates cometidos na sua História são enormes. Só comparáveis com o sucesso que tiveram. Nenhum outro povo do mundo conseguiu construir... e destruir tantos impérios em tantas épocas e regiões. Hoje é um país rico, mais rico que 85% da população mundial. Mas conseguiu isso violando todas as regras do desenvolvimento.""

in Diário de Notícias, 28/05/2007 - Texto completo

Sim, é por isto que gosto de ser português e não trocava este rectângulozinho por nenhum país, fosse ele desenvolvido ou não.

domingo, maio 27, 2007

Porto de Abrigo

Fotografia: L. Romudas

sábado, maio 26, 2007

Flôr-de-Maracujá

Fotografia: L. Romudas

Dave Matthews e companhia...e que companhia!

Noite monumental! Dave Matthews e companhia ao melhor nível que se pode imaginar. Êxtases atrás de êxtases, tanto por parte da banda como da parte do público. Ao ver um concerto de Dave Matthews Band, ficamos sem perceber se é a banda que puxa pelo público se é o público que puxa pela banda, tal como é dificl de perceber qual dos dois se está a divertir mais. O concerto de ontem não foi excepção e devo confessar que ultrapassou as minhas expectativas. Depois de ter visto dezenas de vezes todos os DVDs ao vivo da DMBand fiquei com a impressão que ontem no Atlântico tanto os 5 magníficos como os três convidados (Tom Morello incluído) se esticaram batante. Ainda bem. Portugal agradece e aposto que eles também. Aplausos, gritos e assobios por parte do público, e as normais palavras simpáticas de agradecimento de quem pisa pela primeira vez solo português e é acarinhado ferozmente por 18 mil pessoas. O público tuga ao melhor nível.
Noite monumental, repito.
Noite para não esquecer. Nunca.
Ficou a promessa de regresso e a resposta: cá estaremos!
See you soon, Dave. God bless you, thank you so very much!

P.S.: Infelizmente, o trânsito e os precalços do costume nestas coisas de multidões impediram-me de ver a actuação de Morello. Talvez este tenha sido mesmo o único ponto negativo da noite.

sexta-feira, maio 25, 2007

E porque hoje vai tudo ao ar!



Fotografia: L. Romudas. No primeiro plano, Fábio Pontes, no segundo, Telmo Ambrósio, essa verdadeira máquina

* * *

Depois de oito anos de paciente espera, depois de folhear programas de festivais de Verão uns atrás dos outros na vã esperança de os ver num deles, eis que em todo o seu esplendor a Dave Matthews Band pisará, por fim, o palco do Pavilhão Atlântico. E eu, claro, vou estar lá, algures entre a primeira fila e o balcão do bar. Hoje depois das 8 da noite e depois de actuar esse grande senhor que se dá pelo nome de Tom Morello.
Espera-se uma noite verdadeiramente gloriosa!Finalmente!