segunda-feira, setembro 03, 2007

Egosciente, o único blog que não fala sobre a vinda de representantes das FARC ao Avante!

Porque não vêm! Quem vem é uma delegação do Partido Comunista Colombiano, que a única coisa que tem a ver com as FARC é servir de intermediário entre estas e o Governo. E se o PCC tivesse mais alguma coisa a ver com as FARC pergunto-me se ainda existiria. Provavelmente não, não é? Mas esses doutos senhores da blogosfera que agora passam os dias a escrever títulos tão sugestivos e estúpidos como "A Festa da miséria", ou "Bandidagem na Festa do Avante outra vez", ou mesmo "A Festa dos Assassinos", andam ocupados demais a soltar vitupérios e asneirada da grossa para pensarem um bocadinho e lavarem as ramelas de centro-direita-liberal-conservadora que lhes toldas as vistas.

Pronto, já passou. É que esta, pelo que vejo, rara capacidade de ver as coisas como elas são que eu tenho, às vezes, traz-me alguns dissabores porque não seguro nem os dedos nem a lígua.

Bem, e o Egosciente deixou de ser o único blog que não falava disto...

domingo, setembro 02, 2007

Como soa o português?

Sim, como soa o português? Nenhum de nós sabe, em boa verdade, responder porque simplesmente entendemos o idioma. Sabemos como soa o alemão, o mandarin ou o russo, mas não sabemos a que soa o português porque estamos dentro dele. No entanto, o senhor Fernando Venâncio do Aspirina B propõe um exercício simples que consite em ler o texto que se segue (do qual apenas fica aqui um excerto) a um amigo ou melhor: fazer com que um amigo nos leia o texto a nós, e ficamos com uma ideia de como soa a nossa língua, mesmo não percebendo nada do texto. Aliás, é essa a intenção.

"O VAGANAU

Quando, nesse dia, a grande zorata se escabajou, fachona e esampada, lastraram-se os macanjos, não os mais coitanaxes, mas os futres. As récegas, ainda mal forjicadas por uns chambris sem galilé, experluxavam todas murzangas e resulhas, debaixo do mesoneiro.(continua aqui)"

Nota: "Este texto foi composto com vocábulos retirados de obras ficcionais de Aquilino Ribeiro."

P.S.: É genial, não é?

sábado, setembro 01, 2007

Mais um dia de saltos no Terródromo de Arraiolos

Já aqui tinha falado nestes senhores há uns dias. Fiquem agora com uma pequena série de fotografias tiradas hoje, durante mais uma sessão de saltos do grupo Skydive Portugal, para lhe apimentar a curiosidade.

(Foto acima: "WARNING: ZEBRA LANDING ZONE")

Fotografias: L. Romudas

sexta-feira, agosto 31, 2007

Something stirs in the shadows...

"De que serve terra à vista se o barco está parado?"
P. Abrunhosa

* * *


As revoluções começam na pessoa, no indivíduo, no sujeito. As revoluções não são presidentes depostos, nem reis decapitados. As revoluções são um olhar, uma ideia, um conceito que se cria na mente de um indivíduo que o faz querer mudar a realidade em que vive. E é aí, no preciso momento em que esse conceito se cria, que começa a revolução. No entanto, é o passo seguinte o mais difícil. Desengane-se quem pensa que o primeiro passo é o mais complicado de dar. Se já viu uma criança começar a andar deve saber que há muitos primeiros passos, mas só a partir do segundo é que podemos dizer que a criança realmente anda. É o equilíbrio, sim. É o equilíbrio e a coragem de tentar repetir o primeiro gesto que move a criança. Assim o é também com as revoluções. Tenham elas o intuito de libertar um povo da opressão, ou tenham o, aparentemente simples, intuito de libertar uma pessoa dos grilhões que a prendem ao seu modo de vida, aos seus vícios, às suas paranóias mundanas, enfim, a si mesmo. Uma revolução é uma revolução. Seja colectiva ou individual tem o mesmo significado, tem o mesmo princípio e, no fundo, tem o mesmo fim: a liberdade. Liberdade relativa, e socialmente aceite, mas liberdade, sem dúvida. E qual é, afinal, esse segundo passo, tão difícil de dar? Resposta tão simples que parece complicada de tão simples que é: o segundo passo é agir. Mudar. Transformar. Alterar. Transmutar. Modificar qualquer coisa. Por mais simples e insignificante que possa parecer essa coisa, mudá-la, é o nosso segundo passo. Seja ele deixar de fumar, começar a fazer exercício físico ou simplesmente começar a cumprimentar toda a gente na rua, é o passo mais importante. Porquê? Porque mudamos uma atitude. E nós somos as nossas atitudes porque as atitudes pressupõem uma personalidade, uma personalidade única, e essa atitude que mudamos, a primeira atitude que mudamos, é a perfeita imagem dos ideais da nossa revolução. É como o negativo da nossa revolução. É o embrião da nossa revolução. Seja ela, como já disse, colectiva ou individual.

Primeiro iluminam-se as mentes, depois inflamam-se os espíritos, junte-lhe uma pitadinha de coragem para agir e em breve terá a sua revoluçãozinha. Atenção, porque é preciso combinar estas três coisas muito bem já que com uma por si só não conseguirá nada.

E aqui está o meu primeiro passo. Já com balanço suficiente para o segundo, mas é apenas o primeiro.

Fotografia e texto: L. Romudas

O Mundo sem nós

O que aconteceria se, subitamente, a Humanidade desaparecesse?
Nada de mal, muito pelo contrário. Tudo cresceria de novo, como no principio dos tempos. Pelo menos é o que este senhor aqui pensa. Verosímil ou não, é um exercício bastante engraçado e uma excelente manobra de marketing. Vejam com atenção e reflictam, vá, não custa nada. Todos a reflectir.
Roubado a um cão com pulgas.

quinta-feira, agosto 30, 2007

Little Drummer

Fotografia: L. Romudas num ensaio dos Txtapum, um grupo de percussão sediado em Arraiolos.

Scolari chama Pepe para integrar a Selecção Internacional Portuguesa

E tudo com a autorização do Führer Madaíl. Não que eu discorde desta opção, assim como não discordo da opção Deco, apesar de achar que é minimamente estúpido, reparem no eufemismo, chamar à selecção nacional portuguesa gente que nasceu noutro continente. Uma coisa são os luso-descendentes, outra coisa são gajos de nome Kleper Laveran Lima Ferreira, a. k. a. Pepe, brasileiro de gema. Mas tudo bem. A malta até desculpa a coisa se trouxermos alguma tacinha desta vez.

E já que estamos numa de dar nacionalidades a quem não as tem, porque não não atribuir a nacionalidade costa-marfinense ao Nuno Gomes? Quem diz costa marfinense, diz cubana, ou haitiana, ou congolesa, ou até mesmo maltesa. Porque não? O gajo joga mal, ou melhor, não joga de todo, mas mesmo assim seria uma belíssima aquisição para qualquer um dos países acima referidos. Para além, claro, de nos pouparmos às gargalhadas que o ponta-de-lança benfiquista suscita nos adversários. Ficávamos todos a ganhar.

Fica a ideia.

quarta-feira, agosto 29, 2007

Instant Portraits #6

Fotografia: L. Romudas

terça-feira, agosto 28, 2007

E para quebrar o gelo do post anterior...

Parabéns à RTP 2 pela duocentésima septuagésima terceira reposição da série Friends. Não consigo fartar-me daquelas seis aves raras. Sitcoms há muitas, sitcoms boas há umas quantas, mas como a Friends há poucas. Muito poucas.

Um minuto de silêncio por Puerta

(...)














Pronto, já está. Desculpem, mas ver um gajo mais novo que eu perder a vida só porque seguiu o sonho de ser jogador de futebol enerva-me um bocadinho. António Puerta, de 22 anos, uma das grandes promessas do futebol espanhol, sucumbiu hoje à série de paragens cardio-respiratórias de que sofria desde sábado, quando desfaleceu a meio do jogo que opunha a sua equipa, o Sevilha, ao Getafe. Se quiserem mais informação sobre este assunto vão ao Google ou vejam televisão porque não me apetece falar muito nisto. Agora vou ver, rever e rever este golaço do puto.




Devem estar a fazer uma bela equipa lá em cima. Fehér, Foé e agora este...

segunda-feira, agosto 27, 2007

Feather Falling

Fotografia: L. Romudas, Terródromo de Arraiolos

* * *

Já não é novidade para ninguém que em Arraiolos pode-se saltar de uma avião em pleno vôo. Pois, porque saltar de aviões parados até eu já saltei umas vezes e tenho vertigens. Esta história dos saltos, do skydive e de não sei mais quê, é tudo responsabilidade da equipa SkyDive Portugal. Dêem uma vista de olhos ali ao site deles. São simpáticos, têem estilo, e pela afluência de gente ali ao terródromo, também são bastante competentes, não se preocupem. Se sempre quis fazer algo do género mas nunca teve coragem, está na altura de se portar como um homenzinho, ou mulherzinha, e saltar do raio do avião. E bem vistas as coisas, só precisa de coragem para entrar no dito cujo... depois já é demasiado tarde para se acobardar. Mas se mesmo assim não conseguir subir para o avião pode sempre ficar ao pé de mim no bar a beber umas cervejitas. É muito mais sossegado... Até à décima...

sábado, agosto 25, 2007

Instant Portraits #5


Fotografia: L. Romudas

sexta-feira, agosto 24, 2007

Instant Portraits #4

Fotografia: L. Romudas.

quinta-feira, agosto 23, 2007

Instant Portraits #3

Fotografia: L. Romudas. Paris

quarta-feira, agosto 22, 2007

Instant Portraits #2

In that little corner of her...

Fotografia: L. Romudas. Ângela Fortes... no seu cantinho.

terça-feira, agosto 21, 2007

Instant Portraits #1


* * *

Então não é que sonhei com o gajo? Sim, o do acidente. Apesar de tudo não estava muito mal tratado. Nariz amolgado, cicatrizes no tórax e no abdómen (não, não vinha despido, mas tive que lhe pedir que me mostrasse as mazelas) e meio côxo de uma perna. Bem disposto (!), bebemos umas cervejolas das fresquinhas, aquelas lá da parte de trás do frigorífico (as da frente são para visitas menos desejadas) e ficámos a falar e a rir noite dentro até o meu despertador me tirar dali. Não foi um daqueles sonhos arrebatadores em que acordamos inspirados e de alma cheia, mas foi sem dúvida um bom sonho. Acordei satisfeito, alegre por ter revisto o tipo, e aflito para ir à casa de banho. A cerveja tem destas coisas.

segunda-feira, agosto 20, 2007

Vá... a despachar que está tudo à tua espera, pá!

Desde o primeiro dia que vivo aqui, neste ponto fulcral da Rota dos Vinhos do Alentejo, que conheço o gajo. Assim que o vi pela primeira vez pensei cá para mim "Que bela ave rara. Vamo-nos dar lindamente!". E tinha razão em ambas as coisas. Primeiro porque o gajo sempre foi esquisito: Quando estava bem toda a gente que estivesse ao lado dele tinha obrigatoriamente de estar bem também, mas quando estava mal estava mesmo mal. Cabisbaixo, deprimido... A verdade é que tinha muitos problemas. Uns criados por ele próprio, outros ainda nem existiam e outros até que nunca chegaram a existir, mas lá que os tinha, tinha. E em segundo lugar, sempre nos demos bem. No princípio aquele tipo de loucura inspirada soldava-nos practicamente um ao outro. Falávamos a mesma língua, a da estupidez assumida, e até nos confundiam um com o outro: a mesma carinha de parvo, o mesmo penteado amaricado, a mesma constituição de pau de virar tripas, os mesmos companheiros, as mesmas bebedeiras... Enfim, éramos os melhores amigos.

Fomos crescendo. Ele mudou e eu mudei. Tenho para mim que dos dois fui o único que cresceu, o que provocou um certo afastamento. Já não nos confundiam. Eu era eu e ele já era ele. Apareceram as namoradas. Cada um para seu lado: eu para o meu e ele para o lado dos seus problemas imaginados, das suas dúvidas existenciais e das suas atitudes extremistas e absurdas. Mais me eu me afastei. Não tinha paciência para aquele tipo de coisas. Também eu estava a passar pela adolescência, mas como nunca sofri dos males dessa tenebrosa idade nunca percebi quem sofria. Problema meu? Sim, é possível.

A verdade é que, apesar de já não sermos tão inseparáveis assim, de já não sermos os melhores amigos do mundo, nem tampouco andarmos a confidenciar coisas um ao outro, ele será sempre ele. Ouvi uma vez alguém dizer que é preciso ter confiança com uma pessoa para conversar com ela sobre qualquer coisa, mas é preciso ter muito mais confiança para a mandar calar. Bem, eu perdi a conta das vezes que já o mandei calar, e aposto que ele também já perdeu a conta das vezes que me mandou fechar a matraca. Zangávamo-nos, gritávamos um com o outro, agredíamo-nos com insultos brejeiros quase todos os dias, só para depois irmos beber uma bejeca para o balcão como se nada se tivesse passado. Como dois verdadeiros irmãos: brigas violentas e pazes silenciosas.

Há duas semanas o gajo estampou o carro numa árvore. Sobreviveu por pouco. Todo entubado e cheio de sedativos em cima, só há poucos dias se começaram a ouvir boas notícias. Regozijo-me com cada uma delas. Ainda não fui ao hospital porque Lisboa ainda é um esticão e quero evitar a todo o custo o cheiro do formol.
Mas todos os dias, todos, sem excepção, ergo bem alto o meu copo à saúde daquele gajo. Seja um copo verdadeiro, seja um imaginário:

À tua, meu caro amigo! E vê se te despachas daí que tenho umas piadas giras para te contar sobre o teu Benfica e, claro, sobre ti. Ou pensas que lá por teres estado a lutar pela vida te safas? Isso é que era bom...

domingo, agosto 19, 2007

Indígena ataca fotógrafo com algas ribeirinhas

Fotografia: L. Romudas. Indígena: António Luís Valente

Não resisto a descer o nível cultural deste blog...

Nova, boa e sem roupinha nenhuma! Aqui.

Encontrei isto aqui.

sábado, agosto 18, 2007

Sem título aparente #5

Fotografia: L. Romudas, Terródromo de Arraiolos