sexta-feira, julho 13, 2007

Hoje perdi a cabeça e fui comprar música!

Não é muito normal, nos dias que correm, comprar cds originais. São caros e não cabem no leitor de mp3. Mais vale "sacá-los" logo do e-Mule ou pedir a alguém que o faça por nós, não é? Também acho que sim. Inexplicavelmente neste país é tudo muito caro e se andarmos todos numa de gastar dinheiro em álbuns originais então bem podemos começar a fazer umas horas extra no Parque Eduardo VII porque não é só com o salário que vamos lá. Gostava que alguém me explicasse porque é que o livro da Carolina Salgado, por exemplo, é considerado produto cultural e goza de um I.V.A. de 5 ou 6 % e um álbum dos Madredeus é considerado produto de luxo e tem um I.V.A. de 21%. Esta é mesmo à Portugal, não é?

A verdade é que poucas compras me dão mais prazer do que a música. Para mim, comprar cds é tanto um acto de reverência para com músicos e produtores como um acto de prazer lambuzado, como uma mulher à caça na época de saldos. As cestas dos "Friendly Prices" revolvo-as furiosamente à procura de presas que me sirvam. As prateleiras das novidades observo-as com falso desinteresse, como um leão escolhe o alvo no meio de uma manada de búfalos. Pá, há quem não se possa aproximar das Bershkas, das H&Ms ou das Zaras, eu não me posso aproximar das Fnacs, Wortens e companhia. São problemas que as pessoas têem!

Isto tudo para dizer que hoje fui à caça e vim de lá bem carregado e o meu banco uns 70 euros mais pobre.
























































E ainda neste post...

O OBRIGADO À EVERYTHING IS NEW PELA SUA DANCE STATION!

A nova produtora de espectáculos musicais fez ontem outra das suas. Depois de terem sido os únicos com coragem para trazer a Dave Matthews Band a Portugal, eis que metem uma data de DJs divididos entre o Coliseu e a Estação do Rossio, sim aquela dos comboios, e não é que a malta adere em massa?! Só estive na Estação, portanto não sei o que se passou no Coliseu, mas ali foi a loucura! O local foi mais que bem escolhido e os protagonistas também. Um excelente aquecimento a cargo de Jori Hulkkonen, Erol Alkan, Justin Robertson e Tiga para chegarem os senhores da noite e deitarem o resto da casa abaixo: The Chemical Brothers. Quem conhece sabe do que os rapazes são capazes, e acho que na noite de ontem se havia lá quem não gostasse deles decerto que mudou de ideias. Muito som, muita luz, muitos lasers, muito tudo. E, se na maior parte das vezes, quantidade não significa qualidade, ontem os Brothers e Álvaro Covões mostraram-nos que quantidade também pode ser um perfeito sinónimo de qualidade. Muito obrigado à Everything Is New e todos os intervenientes na Dance Station.

quarta-feira, julho 11, 2007

Cadeireiro


Fotografia: L. Romudas

segunda-feira, julho 09, 2007

Casamentos no século XXI


Fotografia: L. Romudas

Eu sei, eu sei: outra crítica ao estilo de vida do século XXI. Mais um bocado e pareço o Velho do Restelo opondo-se a toda e qualquer inovação ou novidade. A todas não, mas a algumas oponho-me, sim. E esta é uma delas. Ora dois simpáticos pombinhos juntam os trapinhos e ZÁS! vai tudo de máquina digital em punho (malvada tecnologia!) a sacar fotografias e videos da cerimónia quando os noivos, eles próprios, pagaram um balúrdio a uma equipa de fotógrafos profissionais para o fazer! E pior, a pequena máquina de bolso (coitada, ela só quer tirar fotografias) chega mesmo a ter o papel principal numa espécie de exibição de status social pós-choque tecnológico. É cómico, mas chega a ser verdadeiramente patético.

Hoje em dia, para onde quer que vamos a sacaninha da máquina fotográfica tem que lá estar sempre. As maravilhas que visitamos, as horas passadas com os amigos à roda de uma mesa, as férias de natal, de verão e de carnaval já não são admiradas e contempladas no local e no tempo devido, mas sim uns dias depois, em frente a um qualquer computador ou televisão. E isso é muito triste. Chega-se mesmo a abdicar da pura diversão em detrimento de recordações daqueles momentos. Mas recordação de quê, se anda tudo de máquina em riste a tentar encher o cartãozinho de memória com imagens que afinal não têem sentido nenhum?

E agora vocês dizem "ah, e tal, mas tu também andas sempre com a máquina atrás e agora 'tás p'raí a falar dos outros". Sim, é verdade, ando sempre de máquina atrás, mas quem me conhece sabe bem que chega a uma altura em que a minha mais-que-tudo Nikon D70s com a lente Sigma 28-300 mm, ou a Nikkor 17-70 mm, vai para dentro do saquinho descansar que o resto do dia ou da noite é para mim e para quem estiver comigo. É ou não é?

"Turns out not where
but who you're with
That really matters..."

domingo, julho 08, 2007

Sad faces influence so easily...

Fotografia: L. Romudas

* * *

Pela aparente hibernação deste blog, e também pela falta de visitas e comentários aos blogs da vizinhança, a gerência desta espelunca pede as mais humildes desculpas, no entanto não tem culpa nenhuma que os seres humanos do século XXI sejam obrigados a trabalhar para poderem sobreviver.
Este facto não deixa de ter piada: apesar de nós, espécie humana, existirmos aí há uns 20.000 anos, em cada passo que damos em direcção ao desenvolvimento ficamos cada vez mais escravos do nosso modo de vida, das nossas obrigações e das responsabilidades, enfim, de nós próprios. Isn't it ironic?

segunda-feira, julho 02, 2007

O Amor

Se não está com paciência para este tipo de conversas ou acha que o amor é uma pateguice das novelas e o que eles e elas querem mesmo é sexo desenfreado, pode fechar esta janela ou clicar em "Back" no topo esquerdo do seu browser. Se não sabe o que é um browser vá ao Google. Se não sabe o que é o Google saia já dessa cadeira que os computadores não são para a sua idade.

Bem, na verdade acho que não consigo escrever nada decente sobre um sentimento com tantas variantes, nuances e até mesmo perigos. O amor sente-se e pronto, não é?! É assim que é suposto ser. Foi para isso que ele foi feito. Para ser sentido. Ou será que é apenas uma série de respostas químicas a um determinado estímulo, neste caso a uma pessoa, ou várias, dependendo dos casos? Será que não é só mais uma das incríveis artimanhas do fabuloso corpo humano para obrigar à perpetuação da espécie? Em última análise é isso mesmo: processos químicos. Processos químicos tão complexos e tão perfeitos, com um final tão simples e tão básico, que apetece chamar ao amor a verdadeira maravilha da evolução!

Já sabíamos que o centro das emoções não era no coraçãozinho, mas sim no hipotálamo. Portanto, da próxima que virem alguém a meio de um desgosto amoroso não digam que ela, ou ele, lhe partiu o coração, mas sim que lhe atrofiou o hipotálamo. E não digam que tal gajo (a) está apaixonado (a). Está sim, com elevados níveis de endorfinas nos neurónios. Ah pois! Qual paixão qual quê?! Procriar... Isso é que eles querem, pá!

Afinal, o amor, esse sentimento tão arrebatador e poderoso, não passa de uma espécie de droga orgânica que nós, pobres ignorantes, confundimos com uma coisa capaz de mover montanhas e mais não sei quê. No entanto, se o amor é mesmo uma droga, e é-o, devia ser possível substituí-la por outra, tipo heroína-metadona. Mas não é, e é aqui que essa droga se diferencia das outras todas: depois de se provar uma boa dose de amor a sério nunca mais seremos os mesmos. Podemos experimentar todos os narcóticos e fármacos que existirem no mundo, que nenhum é superior àquele, nem tampouco preenche o vazio por ele deixado.
Quem achar que não tenho razão, faça o favor de se expressar.

sábado, junho 30, 2007

Que belo petisco...

Fotografia: L. Romudas

quarta-feira, junho 27, 2007

Auto-retrato #1


Na falta de melhor assunto, hoje aqui me têem. Moi méme! E já é uma valente sorte!

Fotografia: L. Romudas. Modelo: L. Romudas... What else?

terça-feira, junho 26, 2007

Ora toma lá!

Já tentei fazer aquilo com os dedos dos pés mas não consigo. Não sei se é por causa das garras se é mesmo falta de jeito. Ou então uma mistura das duas.

Fotografia: L. Romudas. Modelo: o pé direito da Ângela Fortes.

segunda-feira, junho 25, 2007

Assim ainda te magoas, rapaz!


Fotografia: L. Romudas. Guarda-redes William numa posição pouco ortodoxa durante um Sporting-Boavista da época passado. Sim, ganhou o SCP.

domingo, junho 24, 2007

Ganda máquina!


Fotografia: L. Romudas. Pipas e o Ferrari de alguém em Milfontes ainda no ano passado.

sexta-feira, junho 22, 2007

Playstation ancestral


Fotografia: L. Romudas

quarta-feira, junho 20, 2007

Texto revolucionário

Este texto era para ser revolucionário. Era suposto ter uma qualquer revelação bombástica que fizesse o leitor explodir de entusiasmo. Era suposto ter uma daquelas revelações tão simples que nunca pensámos que seria possível algo tão complicado ser assim tão simples. Tinha pensado num texto em que essa tal revelação se formasse na mente do leitor como por encanto, sem ele se aperceber, para depois ficar boquiaberto durante uns segundos enquanto reflectia sobre o assunto. Era para ser um daqueles textos que ficam na primeira página de um blog durante semanas seguidas, e em que a caixa de comentários se transforma num fórum ou até numa sala de chat, lenta e aborrecida, mas fervilhante de opiniões construtivas e boas ideias.
Estão a ver o estilo?

Epá, isto ia ser um texto mesmo revolucionário!
Mas afinal nunca passou disso mesmo: do “ia ser”.
Eu, por exemplo, ia sendo arquitecto, mas só consegui chegar ao 12º ano, com uma média miserável e sem a matemática feita. Tal como este texto, o ideal era bom, mas a sua realização nunca passou de uma tremeluzente miragem.
Podia ter-me esforçado e ter feito a matemática, não é? E também podia ter-me esforçado e ter pensado numa ideia brilhante para elevar este texto ao estatuto de “texto revolucionário”, que era essa, afinal, a razão da existência deste dito cujo. O problema é que estou cansado. Extenuado, esgotado, exaurido fisicamente, o que se reflecte de sobremaneira na minha capacidade imaginativa, e penso, assim acontecerá com todos. A verdade é que este texto não é revolucionário simplesmente porque as condicionantes exteriores a ele não lho permitiram ser.

É, contudo, um bom texto. Bem redigido, bem pontuado, fluído, enfim, bem construído. E mais importante que tudo: existe. Sem grande conteúdo à primeira vista, é certo, mas existe. No entanto, não é à primeira vista que nos apercebemos da verdadeira natureza das coisas, pois não?

E aqui está a desejada revelação: este texto lembra-me todas as pessoas que conheço.
Lembra-me, principalmente, a mim mesmo.

segunda-feira, junho 18, 2007

Campismo Selvagem


Era mesmo campismo selvagem. Dormir no chão, acordar com bicheza por todo o lado, comer uma carpa acabada de pescar, e mal cozinhada como o raio, num prato infestado de formigas e depois cagar em pé, isso é perfeitamente suportável. A Playstation e o som é que não podem faltar!

Fotografia: L. Romudas

domingo, junho 17, 2007

Sem título aparente #4


Fotografia: L. Romudas

sexta-feira, junho 15, 2007

Que dia de cão... "Mas como, se os cães não fazem nada?" Pronto, que dia de m#&%@! "Ah, pronto assim está bem..."

Obras. Agora estou a trabalhar nas obras. É assim a vidinha. Num dia somos técnicos de qualidade e no outro andamos a puxar cabos de 65 mm (de espessura) auto-estrada afora debaixo de um sufocante calor húmido e de nuvens de pó e mosquitos. Depois de um dia árduo de trabalho sabe bem chegar a casa e ligar a televisão para ver que Joe Berardo continua sem saber o que fazer ao dinheiro. E sabe também bem visitar a nova coluna de links que arranjei: a Tiras Frescas. Um verdadeiro tónico pós-laboral. Procurem ali do lado esquerdo... mais abaixo... mais abaixo... aí mesmo!

quinta-feira, junho 14, 2007

Sem título aparente #3


Fotografia: L. Romudas

quarta-feira, junho 13, 2007

Vícios

Vício (do latim "vitium", que significa "falha ou defeito") é uma tendência habitual para certo mal, sendo oposto à virtude.

Este pressuposto não podia estar mais errado. Primeiro porque um vício nunca é mau. Só o é quando gera problemas, quer sejam de saúde, económicos ou sociais. Devem querer um exemplo, não é? Ora cá vai: um tipo que esteja viciado no jogo. Se for ganhando carradas de dinheiro o vício é benéfico para ele. Mas quando começa a perder tem de saber desistir a tempo de não se enterrar num monte de dívidas, o que, regra geral não acontece e é aqui que o vício do jogo se torna um problema grave.

Todos temos vícios. Seja ele fumar, roer as unhas ou beber perfumes caros, todos temos pelo menos um vício. Não me digam que não. E se disserem chamo-vos logo mentirosos de primeira água! Todos temos vícios porque precisamos deles como do ar para respirar. Precisamos do escape que os nossos vícios nos proporcionam. Precisamos da sensação de eles nos oferecem para conservarmos a nossa sanidade mental. Quer vivamos numa metrópole, quer numa aldeia de 20 habitantes, os nossos vícios são os nossos melhores amigos, e servem tanto para relaxar como para "agitar" o nosso eu interior. Precisamos e precisaremos sempre deles. Os vícios nunca nos tornarão melhores pessoas. Simplesmente nos tornam mais pessoas.

Mas é preciso ter cuidado, claro, para o vício não se tornar uma obsessão. Vício é vício, obsessão é completa e total dependência. É preciso não confundir. Por exemplo, não podemos por um toxicodependente no mesmo saco que um viciado no jogo ou que um fumador. Os dois últimos são viciados, e apesar de estarem de alguma forma dependentes do seu vício, não passa de pura psicologia, enquanto um heroinómano, está física e psicologicamente dependente da sua dose diária de cavalinho. Já viram um fumador cheio de dores, a vomitar e com febre porque não fumou o seu cigarro depois de almoço?

A sociedade em que vivemos tende a diabolizar os vícios, e até mesmo, a desprezar quem os tem. Na verdade apenas tenta substituir os nossos vícios pelos vícios dos outros. Não fume, não beba. Vá correr no parque. Faça exercício. Faça isto, faça aquilo, mas não faça isto nem faça aquilo porque senão ainda morre. Ai sim?... E depois? Conheço um gajo que durante toda a vida praticou desporto. Jogava à bola, fazia jogging e para além de não fumar também não bebia. Uma vez, a meio de uma peladinha com uns amigos deu-lhe uma coisinha má e ia-se ficando a caminho do hospital. Mas até esse gajo é viciado. Em desporto, mas é um viciado como outro qualquer.

Nunca acreditem em alguém que diz não ter vícios. Ou é mentiroso compulsivo, ou o vício é tão vergonhoso que não pode contar, ou então ainda não tomou consciência de si próprio.
Ou então é uma criança de 6 anos e não sabe o que é a palavra vício.

Tudo o que é demais faz mal, não é? Mas sabe tão bem. A questão é que há vícios prejudiciais e vícios menos saudáveis, mas todos, todos sem excepção, podem levar à morte. Podemo-nos engasgar a roer uma unha, a ninfomaníaca pode cair da cama e partir o pescoço, o viciado em jogo pode ser apanhado a fazer batota e levar um tiro na tromba, mas também pode acontecer ao fumador compulsivo morrer atropelado por um viciado no trabalho, que também era alcoólico e morreu com um cancro no cérebro.

Para quê preocuparmo-nos demasiado?

segunda-feira, junho 11, 2007

Novo Circo de Shangai: não tentem isto em casa, por favor!




Só de olhar já me doem as costas...

Fotografia: L. Romudas

domingo, junho 10, 2007

"Pássaros" aterram no terródromo de Arraiolos



































Fotografia: L. Romudas

sábado, junho 09, 2007

A inveja, esse costume tão português.

A inveja é uma coisa muito feia, diz-se. É mentira. Desconfiem sempre de alguém que diz isso como se soubesse o que está a dizer. Se o diz assim é porque para ele a inveja é uma coisa mesmo feia e todos sabemos o apetite voraz que o ser humano tem para coisas feias. A bem dizer, é ignorante: confunde inveja com cobiça. A inveja não é uma coisa feia. Feia é a cobiça. Por exemplo: se cobiçar o talento de alguém é porque quero ser ele (ou ela) e se cobiçar a mulher dele (ou dela) é porque quero aquela mulher, mas se invejar o talento dele (ou dela) é porque quero ser como ele (ou como ela), é porque admiro essa pessoa e quero melhorar o suficiente para ao menos lhe chegar aos calcanhares. E se invejar determinado gajo pela mulher que tem é porque gostava de ter uma daquele género e não propriamente aquela, percebem?

E é bom admitirmos que temos inveja de alguém. Com este texto simplesmente provo que tenho uma certa inveja do Rui Zink, não por ter publicado livros, não por ser uma figura pública, não por ser professor, nem sequer pelo dinheiro que tem. Tenho uma certa inveja do Rui Zink pela maneira como escreve e sobre o que escreve. Só li um livro dele, é certo, mas gostei tanto daquela maneira simples, banal e terra-a-terra com que escreve que de certa forma me inspirou a fazer o mesmo: escrever as reflexões que vamos tendo ao longo dos dias que passam, sejam elas sobre o sentido da vida ou a diferença entre uma mini Sagres e uma mini Super Bock (Sagres 4ever).

Outro gajo de quem tenho uma inveja do caraças é o habitante deste espaço aqui. E habita este também, e este. António Pedro Valente Valente (não, não me enganei, é mesmo o nome dele, o que querem que eu faça?). E não o invejo por trabalhar para um dos principais jornais diários. Invejo-o pelo talento. Um talento tão grande que só é ultrapassado pela própria altura: um metro e noventa e tal, por contas baixas. Pensando bem, até na altura ele tem sorte, pois que maior pesadelo terá um repórter fotográfico que não seja não conseguir fotografar determinado evento por não ter contacto visual devido à baixa estatura e a multidões? Além disso, adoro ir ver concertos com ele. Quando nos desencontramos é relativamente fácil descobri-lo no meio da maralha de gente.
Mas é mesmo bom fotógrafo. Além de bom professor, bom mentor e bom amigo.
Que homenagem esta, ein? Não estavas à espera, pois não, Tó?

Resumindo: tenham inveja. Tenham inveja de quem admiram e queiram ser como eles, ou melhores, nunca deixando de ser vocês mesmo. Tenham inveja porque ao terem inveja estão a aprender com o invejado. Tenham inveja e assumam-no, não com malícia e falso desprezo, mas com sinceridade e admiração. Tenham inveja de alguém porque provavelmente alguém também terá inveja de vocês e isso é impagável.


Fotografia e texto: L. Romudas

sexta-feira, junho 08, 2007

Hoje tenho andado assim:


Em farrapos. Pá, um gajo levanta-se cedo para trabalhar, depois chega a casa e ainda tem que ir fazer um biscatezito até à hora de jantar, depois de jantar pega na máquina fotográfica e anda de um lado para o outro durante uma hora e meia aos "tiros", depois disso tudo senta-se um bocadito a beber umas jolas com os artistas e quando olha para o relógio são uma ou duas da manhã mas não se vai deitar porque depois de quatro ou cinco médias já lhe passou o cansaço e ainda bebe mais quatro ou cinco. E no outro dia, claro, recomeça tudo de novo. E no dia a seguir outra vez.
Até que chega o dia de hoje e um gajo anda em farrapos.
Estes jovens inconscientes...

Fotografia: L. Romudas

quinta-feira, junho 07, 2007

Resumo dos últimos três dias

Segunda-feira, Vento Suão, João Paulo "Sapo" a vibrar nas percussões.


Terça-feira, Terras de Rayo, Ângela Fortes a bombar no violino.


Quarta-feira, Zebra, Toni e Nuno em pleno devaneio musical.

Fotografia: L. Romudas

quarta-feira, junho 06, 2007

E para não variar, mais uma fotografia de um excelente músico


Fotografia: L. Romudas. Henrique Leitão em plena performance na actuação dos Terras de Rayo em S. Pedro da Gafanhoeira, no passado dia 2 de Junho.

segunda-feira, junho 04, 2007

E ontem, aqui em Arraiolos, foi assim:

Tablao do Fado

Pela companhia de dança Amalgama com a participação especial de Cidália Moreira e seus músicos.




"Ora são negro, ora fogo, ora lamento, ora exaltação.

São lágrimas e sange, água, terra e furacão.
São terra que espera... espera terna. Trovão.
São tudo num calor duradouro, a certeza da fuga e do retorno. São ânsia e abundância do viajante, a saudade que resiste,
a alegria constante de quem se cansa de estar triste. "
Amalgama












É um dos poucos seres vivos, de uma geração de raça e genuidade, uma Mulher de infindável valor, uma Voz inimitável, que vibra na profundidade do nosso sentir. Cidália Moreira eterniza o fado reunindo em si mesma a síntese da Alma Lusitana.









Dançar o fado docemente entrelaçado no flamenco... Encontrar a alma que vive de boca em boca, de peito em peito, deambulando de guitarra em guitarra e de corpo em corpo.





Essa alma como um destino flamejante, um nó fraterno e original que se une num abraço quase esquecido por ser tão antigo e primeiro.





Tablao do Fado - uma procura de raízes, essências.
Uma celebração levada ao rubro, ao negro, para vir a ser transparente e por inteiro, tanto pelo que o fado e o flamenco são, como pela vontade de os nossos corpos o serem.


Fotografia: L. Romudas.
Textos: Amalgama


* * *

Sim, estou a fazer publicidade gratuita e não, não trabalho para nenhuma das pessoas envolvidas no espectáculo, mas não me importava. Todos extravasam talento, incluíndo os músicos de quem infelizmente não tenho imagens dignas de publicação.


domingo, junho 03, 2007

É tudo uma questão de escalas...


Fotografia: L. Romudas

sábado, junho 02, 2007

Músicos & Músicas

Fotografia: L. Romudas. Jorge Pires no baixo eléctrico e Ângela Fortes no violino. Grande músico e grande música.

quinta-feira, maio 31, 2007

Venham ver...


Parecendo que não, é verdade... Afinal esta semana o tapete está na rua.

Fotografia: L. Romudas

quarta-feira, maio 30, 2007

Egosciente solidário com a GREVE GERAL de hoje


Vão aproveitando agora enquanto se pode fazer greve, porque com estes últimos atentados à liberdade de expressão, algo me diz que isto de greves gerais e lutas sindicais tem os dias contados. E por falar em dias contados, aproveito também para mandar um abraço solidário à família e amigos de James M. Rest in peace James...

Fotografia: L. Romudas

terça-feira, maio 29, 2007

Just singing...

Fotografia: L. Romudas. Modelo: Andreia, Terras de Rayo

* * *

Singela homenagem ao grande senhor da música que foi Jeff Buckley, passados 10 anos da sua morte... Eternal life is now on your trail... indeed, Jeff.

segunda-feira, maio 28, 2007

Getting away with it all messed up

Bem, hoje li um texto no Diário de Notícias e fiquei boquiaberto. Afinal de contas somos famosos por meter a pata na poça mas ainda somos mais famosos por sair de dentro da poça sem nódoas de maior. Incrível este povo português. Uma estranha forma de vida, sem dúvida. Faz-me lembrar a introdução de uma música de James no último concerto deles: "We thrive on caos, on errors where most bands just desintegrate before your very eyes" (prosperamos no caos, em erros onde a maioria das bandas se desintegram diante dos vossos olhos).

Aqui fica um excerto do tal texto:

"A Fundação Richard Zwentzerg nasceu em 1999 para estudar o atraso e subdesenvolvimento no mundo mas, logo no início da actividade, ficou fascinada com o caso de Portugal. É famoso o seu relatório de Março de 2000, O País Que não Devia Ser Desenvolvido - O Sucesso Inesperado dos Incríveis Erros Económicos Portugueses. Aí se dizia: "Portugal fez tudo errado, mas correu tudo bem. Os disparates cometidos na sua História são enormes. Só comparáveis com o sucesso que tiveram. Nenhum outro povo do mundo conseguiu construir... e destruir tantos impérios em tantas épocas e regiões. Hoje é um país rico, mais rico que 85% da população mundial. Mas conseguiu isso violando todas as regras do desenvolvimento.""

in Diário de Notícias, 28/05/2007 - Texto completo

Sim, é por isto que gosto de ser português e não trocava este rectângulozinho por nenhum país, fosse ele desenvolvido ou não.

domingo, maio 27, 2007

Porto de Abrigo

Fotografia: L. Romudas

sábado, maio 26, 2007

Flôr-de-Maracujá

Fotografia: L. Romudas

Dave Matthews e companhia...e que companhia!

Noite monumental! Dave Matthews e companhia ao melhor nível que se pode imaginar. Êxtases atrás de êxtases, tanto por parte da banda como da parte do público. Ao ver um concerto de Dave Matthews Band, ficamos sem perceber se é a banda que puxa pelo público se é o público que puxa pela banda, tal como é dificl de perceber qual dos dois se está a divertir mais. O concerto de ontem não foi excepção e devo confessar que ultrapassou as minhas expectativas. Depois de ter visto dezenas de vezes todos os DVDs ao vivo da DMBand fiquei com a impressão que ontem no Atlântico tanto os 5 magníficos como os três convidados (Tom Morello incluído) se esticaram batante. Ainda bem. Portugal agradece e aposto que eles também. Aplausos, gritos e assobios por parte do público, e as normais palavras simpáticas de agradecimento de quem pisa pela primeira vez solo português e é acarinhado ferozmente por 18 mil pessoas. O público tuga ao melhor nível.
Noite monumental, repito.
Noite para não esquecer. Nunca.
Ficou a promessa de regresso e a resposta: cá estaremos!
See you soon, Dave. God bless you, thank you so very much!

P.S.: Infelizmente, o trânsito e os precalços do costume nestas coisas de multidões impediram-me de ver a actuação de Morello. Talvez este tenha sido mesmo o único ponto negativo da noite.

sexta-feira, maio 25, 2007

E porque hoje vai tudo ao ar!



Fotografia: L. Romudas. No primeiro plano, Fábio Pontes, no segundo, Telmo Ambrósio, essa verdadeira máquina

* * *

Depois de oito anos de paciente espera, depois de folhear programas de festivais de Verão uns atrás dos outros na vã esperança de os ver num deles, eis que em todo o seu esplendor a Dave Matthews Band pisará, por fim, o palco do Pavilhão Atlântico. E eu, claro, vou estar lá, algures entre a primeira fila e o balcão do bar. Hoje depois das 8 da noite e depois de actuar esse grande senhor que se dá pelo nome de Tom Morello.
Espera-se uma noite verdadeiramente gloriosa!Finalmente!

quinta-feira, maio 24, 2007

Censura

Bem, hoje não há fotografias para ninguém. Hoje apetece-me dizer umas verdades. Estou indignado, pronto! E porquê? Por causa desta onda de Censura que tem atingido Portugal nos ultimos tempos. E reparem que escrevi a salazarista "Censura" e não a vulgar "censura", porque afinal é disso mesmo que se trata: de Censura à la Estado Novo. Um comum mortal profere uma chalacinha contra o Excelentíssimo, Imaculado, Senhor Engenheiro José Sócrates e PIMBA! suspensão de funções, processo disciplinar e sei lá mais o quê! Mas afinal que país vem a ser este?! Que Governo vem a ser este que se melindra com piadolas sem graça e, pior, ainda as castiga?!
E se fôr para castigar zombarias e insultos, porque não começar pelo próprio Primeiro Ministro que gozou com a cara de todos os que lhe deram a maioria absoluta?! Já viram alguma das suas promessas cumprida?! Ah pois! Porque não castigar também o tal ministro com nome de loira sexy que insultou milhões de portugueses proclamando aos sete ventos que a margem sul do Tejo era um deserto?!

(suspiro)

No outro dia perguntaram-me se tinha orgulho em ser português. Eu respondi que sim, claro que sim. Do que tenho vergonha é dos governantes, esses enormes montes de esterco.

quarta-feira, maio 23, 2007

Piramidal

Fotografia: L. Romudas

terça-feira, maio 22, 2007

Cata-Vento

Fotografia: L. Romudas, Arraiolos

segunda-feira, maio 21, 2007

Alone I sit...


Fotografia: L. Romudas

domingo, maio 20, 2007

Vinhas e Papoilas em todo o seu esplendor

Fotografia: L. Romudas, Estremoz

sexta-feira, maio 18, 2007

Alentejanos e água


Fotografia: L. Romudas, Campo Maior

terça-feira, maio 15, 2007

Rolleiflex... Quero uma pelo Natal


Fotografias: Luís, Mário, Ana, Hélder, André e Telmo (não respectivamente) durante o Curso de Fotografia que frequentamos

segunda-feira, maio 14, 2007

A Força da Música


Fotografia: L. Romudas, Henrique Leitão na foto.

domingo, maio 13, 2007

Red Fields

Para quem ainda tinha dúvidas a Primavera está mesmo aí!

Fotografia: L. Romudas, Ribeira de Pavia, Arraiolos