segunda-feira, janeiro 21, 2008

Gostava de ser um bytezinho para ver o que lá vai dentro

Suponhamos que o caro leitor, há 3 anos atrás, gastou 1500 € num computador artilhado com o topo de gama de quase tudo. Licença de Windows XP incluída. Três anos volvidos, a máquina continua a trabalhar como se fosse o primeiro dia, não recusa nenhum jogo por mais recente que seja e debita gráficos na perfeição. Sem downloads directos, uma vez que a ligação wireless ao modem só funcionou durante um punhado de horas, o disco vai sendo atafulhado muito lentamente. Música, séries televisivas, fotografia, jogos e software, como AutoCAD, Architectural Desktop, StudioWiz, ou Photoshop. Pouco a pouco, tão pouco que o olho humano nem deu por isso, os 160 gigabytes do disco foram todos ocupados. "Muito bem. Seja como for, já estava na hora de fazer backups". E lá começa a penosa tarefa de gravar cerca de 100 gigas de informação em DVDs de 4.7. Ao chegar ao 4º DVD, subitamente, a máquina não deixa gravar mais nada. O Nero não quer abrir. "Mau Maria!". Tenta abrir o AutoCAD porque afinal de contas tem que terminar um trabalho para entregar nas próximas horas. Nada. O AutoCAD resfolega e deixa-o apeado. "Ai tu queres ver?!". Mas ver o quê? Já tinha 20 gigas livres, devia estar a trabalhar como um mouro que se preze. Photoshop. Niente. Nada. Zero. Nickles. Exceptuando o Media Player e as outras aplicações do Windows, foi tudo ao ar. Deixaram as pastas, tristonhas, cabisbaixas, absolutamente desertas e fugiram. Não teriam pago a renda ao Sr. Windows e este, como retaliação, expulsou-os de suas casas?! Ou foram eles que as abandonaram por sua conta e risco?! Não sei. Nem nenhum dos "geeks" que conheço me conseguiu dar uma explicação lógica para isto. Um XP que guarda os dados e apaga software. Tão raro como o Yeti. Um verdadeiro fenómeno do Entrocamento, mas ao contrário. E tinha logo que me calhar a mim.

A próxima alminha que me disser que a informática é uma ciência exacta, ou que o material tem sempre razão, ou que o Windows é o melhor SO, engole um punho fechado. Ai engole engole!

sexta-feira, janeiro 18, 2008

Blasted Mechanism - We

Uma das melhores músicas dos últimos anos em terras lusas. E um dos melhores videoclips também.



(Sim, é uma guitarra portuguesa. Sim, é o António Chaínho.
'Tá brutal, não 'tá?)

"We were made for much more,
made for anything we want"


Elevando o Nível Intelectual com: Anton Tchekhov

"«Amo-o. A minha vida, a minha felicidade, tudo depende de si! Perdoe-me esta confissão, mas não podia sofrer mais em silêncio. Espero de si mais compaixão que amor. Apareça hoje às oito da noite no velho pavilhão. Acho desnecessário escrever o meu nome, mas não receie o anonimato: sou jovem e atraente. O resto que lhe importa?»
Depois de ler esta carta, Pavel Ivanitch Vikhotsev, homem casado, de moral saudável, encolheu os ombros e coçou a testa, confundido.
«Mas que diabo vem a ser isto? Enviar carta tão estranha... e estúpida a um homem casado! Quem será a autora?»
Pavel Ivanitch virou e revirou a carta, leu-a mais uma vez e cuspiu."

Anton Tchekhov - Contos e Novelas
Edições Ráduga

A terceira fita de 2008 - Frida

A história é impressionante. Haverá poucas histórias assim: impressionantes e verídicas. Tenho para mim que fazer um bom filme biográfico é bem mais dificil do que fazer um bom filme de outro género qualquer. O que conta não é só a produção, o argumento, o elenco, a caracterização, ou mesmo os efeitos especiais. O que conta é a capacidade do realizador (neste caso, realizadora) de entrar na pele do sujeito retratado, comprendê-lo, compreender o seu universo, e conseguir transmitir isso, directamente ou não, para o espectador. Julie Taymor, realizadora pouco conhecida em Hollywood, conseguiu isso muito bem. As fusões da realidade com as pinturas de Frida estão fabulosas. Tão subtis que, apesar de vermos um ou outro pestanejar, continuamos na dúvida se serão os actores ou ainda é a tela de Kahlo. As cores saturadas, os vermelhos, os amarelos, os azuis fortes, proliferam naquele México tanto quanto proliferam nas obras de Frida. Ao longo do filme, ao conhecermos o seu mundo, temos a sensação de estar sempre a olhar para os seus quadros, e no fundo é isso mesmo que está a acontecer. Á medida que vamos conhecendo esse mundo, vamos percebendo que o filme não passa de uma pintura de Frida em movimento. Uma vida de extremos, carregada de sofrimento, dor, alegria e amor. Salma Hayek está esplendorosa, diga-se de passagem. Molina está muito bem também, parece um bom gigante mas basta atacar o socialismo Marxista que ferve num instante e vai para a cama com todo o rabo de saias que apanha. Frida também. Enfim...

Apesar de ter usado poucas palavras para caracterizar este filme acreditem que este é daqueles indispensáveis. Não só como documento histórico, mas também artístico: a incrível história de uma das melhores pintoras do Mundo contada por uma das melhores contadoras de histórias do Mundo(*). Leva 5 em 5 e não se fala mais nisso.


(*) Apesar de não ter visto mais nenhum filme de Taymor. No entanto agora está na minha lista de prioridades.

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Quem tem telhados de vidro...

O Sporting, o meu Sporting, anda pelas ruas da amargura. Não bastava o penteado do mister Bento e a carantonha do Ronny, agora são os resultados e exibições de bradar aos céus. O Benfica não anda melhor, com o señor Camacho a proferir a palavra "fodidos" numa conferência de imprensa e Luisão a chegar a roupa ao pêlo do grego Katsouranis. Até agora quem se ria era o F.C.P. Até agora. E digo "até agora" porque a partir do momento que dos quadros do clube faz parte um individuo de nome Rabiola (sim, leu bem), duvido da legitimidade dos portistas para gozar seja com o que for. Mas preocupado, preocupado, mesmo preocupado, deve andar Hélder Barbosa, a acreditar no título desta notícia.

Há quanto tempo não vê você uma coisa destas?!

Pois é, aboliram as miras técnicas e substituíram-nas por incompreensíveis jogos de palavras e televendas atafulhadas de remédios milagrosos para emagrecer, chaves de fendas supersónicas e máquinas de ginástica saídas da ficção científica. Dantes, um gajo chegava a casa às tantas da noite, ligava a televisão e, se tivesse a sorte de não apanhar estática e o incomodativo "shshshshsh", só havia outra hipótese: a colorida mira técnica e um hipnótico "pííííí". Completamente inofensivo. Agora, corremos o risco de passar horas a olhar, como o jumento para o pálacio, para jogos de palavras a tentar percebê-los ou para os fartos seios das apresentadoras. Ou ainda pior, acordamos com um senhor da SEUR a bater à porta para nos entregar coisas fabulosamente úteis e giras, como um aspiradorzinho USB, ou uma torradeira do Mickey.

Volta Mirazinha, 'tas perdoada!

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Um Cêntimo

Paraliso cada vez que é suposto receber um, dois ou três cêntimos de troco. Se bem que essa paralisia momentânea é bem mais pujante aquando da recepção da mais insignificante e estúpida moeda de euro. Por alguma razão que desconheço a minha psique sente-se confusa entre passar por forreta e aceitar a minúscula moeda, ou disfaçar-se de esbanjadora e não aceitar.

Primeiro que tudo há que perceber que um cêntimo é um centésimo de euro, na moeda antiga dois escudos, e não há nada que custe isso, nem sequer as máquinas de tabaco o querem. O único objectivo da moeda de 1 cêntimo é somente servir de troco, ou se quiserem, de demasia. A coitada passa completamente ao lado do primordial objectivo do dinheiro: aquisição de bens. E, tirando os cromos que "fazem colecção" de moedas de cêntimo, ninguém compra nada com o raio da moeda. Por outro lado, é legítimo pensar que ao deixarmos todos os dias 1 cêntimo de gorjeta à senhora da padaria, são 3.65 € por ano que a tipa ganha, e se multiplicarmos por 30 ou 40 clientes diários depressa chegamos à conclusão que a moeda de cêntimo é uma ferramenta do capitalismo com vista a lucrar com a condescendência do consumidor.

Ora, tendo em conta isto tudo o que é que se pode fazer com a inútil da moeda? Bem, se o caro leitor for um maquiavélico filantropo pode sempre encher boiões de compota de moedas de cêntimo e oferecê-las, não sem algum sarcasmo, aos mais necessitados. Se for um fanático das missangas pode fazer colares e pulseiras maravilhosas. Ou se for como eu, passa por sovina 50 vezes e vai beber um simples café, de consciência tranquila porque aquela meia centena de insípidas moedas cumpriram, pelo menos uma vez, o seu objectivo de vida.

A herança de C. Ronaldo



Eric Cantona 1 - Sunderland 0
Manchester, 1996

terça-feira, janeiro 15, 2008

E agora algo completamente diferente: A LEI DO TABACO!

Ainda aqui não tinha dado a minha opinião sobre a polémica lei que faz com fiquemos, eu fumador me assumo, à porta da maior parte dos cafés e restaurantes. E como bom português que sou sinto-me na obrigação de dar a minha opinião, ainda que ninguém ma peça, portanto, cá vai... Bem, melhor ainda é dar a minha opinião, sobre a tal lei e as suas consequências, através da opinião de outra pessoa que já teve o incomensurável trabalho de a escrever. Isto, não só é autenticamente português, note-se, como tipicamente alentejano.
Eu, alentejano me assumo.

"Nunca tive tanta noção de o tabaco ser uma droga como nos últimos 15 dias, após ler textos alucinados por parte de colunistas habitualmente respeitáveis como Vasco Pulido Valente ou Miguel Sousa Tavares. O que eles têm escrito sobre a nova lei do tabaco, deitando mão a comparações que deviam envergonhar qualquer pessoa que tenha lido dois livros de História, é de tal modo inconcebível que só se explica pela carência de nicotina. Eles fingem que um café inundado de fumo é coisa que não incomoda ninguém. Eles chamam fascismo a uma decisão que chateia dois milhões de portugueses e protege oito milhões. E Sousa Tavares conseguiu mesmo a proeza de afirmar no Expresso, sem corar de vergonha, que a lei faz "lembrar, irresistivelmente, os primeiros decretos antijudeus da Alemanha nazi". Ora, isto não é texto de um colunista prestigiado - isto é conversa de um junkie a quem o dealer cortou na dose. Faço, pois, votos que os fumadores descompensados acabem de ressacar rapidamente, para o bom senso regressar e nós podermos voltar a lê-los com gosto."

João Miguel Tavares in Diário de Notícias 15/01/2008


Ah, por falar nisso:

Neste estabelecimento.

Descubra as diferenças













O da esquerda é Geoffrey Rush (o Barbossa do Piratas das Caraíbas), o da direita é James Woods (o famigerado advogado Sebastian Stark na série Lei do Mais Forte). Acreditem ou não, até anteontem pensava que eram a mesma pessoa. Hoje, finalmente tirei as teimas. E em boa hora o fiz: tenho dormido mal, como se tivesse uma espinha atravessada no cérebro. Talvez seja disto. Espero bem que seja disto.


segunda-feira, janeiro 14, 2008

A segunda fita de 2008 - Barry Lyndon

O filme é velho, de 1975, e o romance original ainda mais, de 1844. Mas não se nota. A história da ascensão e queda de Redmond Barry Lyndon podia ser adaptada a qualquer época histórica e filmada em qualquer altura, desde que fosse realizada, como foi, por Stanley Kubrick, que transforma uma história mediana em algo que roça o excelente. A história é simples: jovem de média classe aspira às altas esferas da sociedade, e, apesar de conseguir lá chegar, não consegue manter o estatuto. O filme está mesmo dividido ao meio com a a palavra "Intermission". A primeira parte trata da ascensão, a segunda da queda. Como disse, uma história mediana. O que me fascinou no argumento foram as personagens e o elenco escolhido para as representar. Não há personagens boas nem más. Todas têm as suas razões para fazer o que fazem e, se num momento (por exemplo) podemos censurar Barry por ter espancado o seu enteado, no momento seguinte apetece-nos fazer o mesmo (ver video abaixo). O que me agradou no elenco é que não há gente demasiado bonita. As personagens demasiado bonitas são inverosímeis, e Kubrick sabe disso. Na verdade conseguiu uma perfeita sintonia entre personagens e intérpretes.



Inspirado pelos pintores da época, Kubrick, compôs cenários campestres tão assombrosos como simples e naturais. Tira partido das linhas rectas dos luxuosos palácios do século XVII para transmitir, ora a solidão e inutilidade de um palácio gigante ocupado por uma mão cheia de pessoas, ora a opressão que toda aquela opulência e futilidade faz cair sob o ombro das personagens. Reza a lenda que Alcott, o director de fotografia, terá encomendado um conjunto de lentes especiais à NASA que lhe permitissem filmar uma cena apenas com luz de velas. Não consegui confirmar a veracidade disto (o que sei veio da Wikipedia), o que é certo é que essas cenas estão muito bem filmadas, tão bem filmadas que é quase possível sentir o cheiro adocicado da cêra quente. E quem usa tão bem a luz também sabe usar o som. Joga mais com os silêncios do que com banda sonora, atirando a "realidade" da acção à cara do espectador, mantendo-o bem acordado e atento apesar da fleuma que caracteriza este tipo de romance.

Em suma, é um excelente filme, mas não sublime, simplesmente porque há poucos filmes sublimes e este não é um deles. Não é indispensável, mas é muito, muito interessante, ainda para mais para um aprendiz de fotógrafo. A Time diz que é um dos 100 melhores de sempre e a Academia deu-lhe quatro Oscares. Bem, não tenho razões para discordar.

Leva 4,5 de 0 a 5.

sábado, janeiro 12, 2008

Palavras de que gosto: Pusilânime

Por exemplos:

«E ela, fingindo não gostar do apalpão, teve a menos instintiva das atitudes e pontapeou-o pusilanimemente em cheio nos "cojones".»

«Ele, pusilânime, lembrando-se das palavras da sua mãezinha "não aceites nada de estranhos" mandou-a fechar as pernas e ir para casa.»


Para o ignorante preguiçoso: Pusilânime: adj. e s. 2 gén., que ou aquele que é fraco de ânimo; tímido; cobarde; medroso; poltrão.

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Monty Python e a problemática da aeronáutica ovina



A qualidade do discurso de John Cleese (o "engenheiro" mais alto) é de levar um Baudelaire às lágrimas de desespero, mas a eloquência, meus senhores, é de fazer envergonhar Mário Viegas a recitar Camões. Brilhante.

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Novo anexo

Não sei se repararam mas este estabelecimento tem andado em obras de alargamento. É a natureza humana. Por melhor que as coisas estejam há sempre espaço para mais obras. Portanto, aprovado por estudos do LNEC, da CIP e um ou dois pareceres da Quercus, foi construído mais um anexo, ao lado do já existente Party Log, para onde irão, apenas e só, as fotografias tiradas aqui pelo vosso mestre taberneiro. Agora em tamanho grande, não terão mais desculpas os míopes e os astigmatas para não as verem. Quanto aos invisuais não há nada a fazer, já que a tuberculose levou Louis Braille antes deste ter criado um código que servisse.

Portanto, pelo poder com que Deus e o Blogger me agraciaram, tenho o prazer de vos apresentar a... (rufar de tambores):Enjoy it.

terça-feira, janeiro 08, 2008

A primeira fita de 2008 - Delírios

Digamos que é uma espécie de filme de sábado à tarde mas melhor. Muito melhor. Michael Pitt, na pele do jovem sem-abrigo Toby, muito natural e honesto, a deixar-se levar ao sabor dos acontecimentos a partir do momento que conhece o não tão honesto paparazzo (pois é: paparazzo é o singular de paparazzi, senhor realizador) Les Galantine (Steve Buscemi). E esse sabor dos acontecimento é tão frenético que num dia Toby está a beijar um cartaz de K'harma, a Britney Spears da história, e no outro está num minúsculo jacuzzi com ela. O que é interessante é que isto acontece quase sem darmos conta, de tão natural e verosímil que é. Pode acontecer a qualquer um... Que seja tão bem parecido como Pitt, claro. Em suma: um conto de fadas à século XXI, mas bem contado, sem grandes artifícios, sem aquela histeria colegial e infantil que polvilha os "clássicos" de sábado à tarde. Portanto, apesar de não ser algo brilhante, vale a pena ver. Além do mais, tem Gina Gershon que é uma espécie de vinho do Porto já com uns aninhos em cascas de carvalho. Nham nham!

Leva, vá, 3 estrelas em 5 possíveis.

domingo, janeiro 06, 2008

Kite


Fotografia: L. Romudas.

sábado, janeiro 05, 2008

Cliché

Fotografia: L. Romudas. V. N. Milfontes

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Ora bolas...

Ainda aqui não se tinha festejado o Ano Novo. Ainda nem se comeram as passas nem se abriu o champanhe de Sacavém. Nem tampouco se fez uma das coisas mais foleiras que se costuma fazer mal um ano finda: listas e balanços. Bom, o balanço de 2007, como qualquer bom balanço, é assim-assim. E quanto às listas, tenho aqui uma. A dos blogs que mais visito. Uns estão na lista porque estavam nomeados para outros prémios bem mais "respeitáveis". Outros já estão no meu top ten há anos e há outros ainda que foram roubados aos primeiros e aos segundos, como se quer numa comunidade blogger saudável. Aviso da gerência: a lista está organizada por ordem alfabética, ou algo parecido, e não por preferência.

- Ana de Amsterdam
- Bandeira ao Vento
- Cão Com Pulgas
- Diário
- Inépcia
- Irmão Lúcia
- Obvious
- O Efeito Gorskii
- Photo-a-trois
- RAIM's Blog

Não, não há links para ninguém. Como é óbvio estão todos na lista do lado direito, portanto faça o favor de procurar. E não, também não há blogs de amigos entre o top ten porque não quero birras do género o-meu-blog-é-maior-que-o-dele, apesar de os visitar mais vezes que aos ilustres da lista. E é isto, prontos.

Resolução de Ano Novo: Adicionar o Abrupto à lista de links. Porém não será tarefa fácil... Um gajo não se torna um aborrecido intelectual sócio-político-literário de um dia para o outro.

P.S.: Feliz Ano Novo.

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Like a Splashing Stone

Fotografia: L. Romudas

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Wallpaper


Fotografia: L. Romudas. Algures no Alentejo