Apologias: Ainda não actualizei o Party Log pela simples razão de que a vida de intelectual é bem mais dificil do que parece. Não pensem que ler 9 livros e ver 7 filmes europeus por semana é fácil porque não é. Para já não falar nos bailados clássicos e peças de teatro underground a que sou obrigado, pela minha vanguardista condição cultural, a assistir. Tenham paciência, meus caros, tenham paciência!
sábado, fevereiro 02, 2008
Atenção! Atention! Atención! Achtung!
Apologias: Ainda não actualizei o Party Log pela simples razão de que a vida de intelectual é bem mais dificil do que parece. Não pensem que ler 9 livros e ver 7 filmes europeus por semana é fácil porque não é. Para já não falar nos bailados clássicos e peças de teatro underground a que sou obrigado, pela minha vanguardista condição cultural, a assistir. Tenham paciência, meus caros, tenham paciência!
Etiquetas: Conversas
Publicada por L. Romudas às 2:20 da tarde 1 comentários
quinta-feira, janeiro 31, 2008
As últimas fitas de 2008 - Parte I
Leva, portanto, 4.5 em 5.
A Estranha Em Mim - A história é boa sem ser genial e a realização é competente sem ser brilhante, com excepção de um dois momentos onde sentimos na própria pele o terror psicótico que Erica Bain (Jodie Foster) sente ao tentar fazer coisas aparentemente vulgares como sair à rua ou mesmo abrir a porta de casa. Depois disto parece um jogo do Manchester United: só dá Cristiano Ronaldo, que no caso deste filme encarna Jodie Foster. Se já viram Sala de Pânico ou Pânico A Bordo devem saber do que estou a falar. A rapariga, que se diz ser a mais inteligente de Hollywood, é exímia em fazer papéis depressivo-psicóticos. Aquele esboço de sorriso de quem está a morrer por dentro, os olhos azuis muito abertos de assombro...Foster não salva o filme porque não precisa de ser salvo, só por si é bom, mas dá-lhe aquele toque que só ela sabe dar e por isso leva 3.5 em 5 pontos possíveis.
Há que referir também, não podia deixar de o fazer, Jodie Foster, a prostituta de 12 anos que precipita e detona toda a psicose latente em Travis Bickle (De Niro).
Em resumo, um clássico intemporal, uma obra fantástica que junta três dos maiores nomes de Hollywood ainda em início de carreira e que com este Taxi Driver marcaram definitivamente a história do cinema.
5 em 5. Sem dúvida.
A título de curiosidade fica aqui a clássica deixa do "Talking to me" em frente ao espelho. Sabiam que isto foi um improviso de De Niro em que Scorcese nada fez para além de deixar a câmara a gravar? Genial.
Etiquetas: Cinema
Publicada por L. Romudas às 6:35 da tarde 0 comentários
quarta-feira, janeiro 30, 2008
Lembram-se de Shivaree?
Etiquetas: Música
Publicada por L. Romudas às 6:54 da tarde 1 comentários
Queres apostar?!
Aposto o que quiserem em como, antes de se ejectar, o tal experientíssimo tenente-coronel tenha vislumbrado isto no seu monitor de bordo:
Etiquetas: Conversas
Publicada por L. Romudas às 11:43 da manhã 0 comentários
terça-feira, janeiro 29, 2008
O maior envenenamento de sempre
A cruz suástica foi usada pela primeira vez algures no Neolítico, 12.000 a 4.000 AC, e significa, etimologicamente, "pequenas coisas que trazem um bom viver/ser". Nascida do sânscrito svastika, uma língua que morreu muito antes de Hitler imaginar Auschwitz, durante milénios foi usada em rituais religiosos e enfeitava sagradíssimos templos e casas desde a Índia à América do Sul, passando pela antiga Roma. Símbolos semelhantes foram encontrado em objectos provenientes das Idades do Ferro e do Bronze, no Cáucaso. Este símbolo, está, portanto, connosco desde a alvorada da humanidade, e não apenas desde 1933 com o Terceiro Reich. Não se sabe ao certo como viajou tanto: Índia, Escandinávia, China, Médio Oriente e América Central e do Sul. Seria extrema
mente díficil aos hindus contemporâneos dos astecas fazer-lhes passar uma mensagem, fosse ela qual fosse. E vice-versa, claro. Primeiro porque nem sabiam da existência uns dos outros, e depois porque após a tragédia do Titanic e do Concorde as viagens trasatlânticas ficaram seriamente comprometidas. Mas há teorias. Uns dizem que a simplicidade intuitiva do símbolo fez com que tivesse nascimentos e crescimentos paralelos em vários locais diferentes e sem contacto mútuo, tipo Intendente e Quinta da Marinha. Já Carl Sagan, baseando-se num antigo manuscrito astronómico chinês, diz que algures na história do Mundo surgiu um cometa cujos jactos de gases, influenciados pela própria rotação, se tornaram visíveis, dando assim origem a algo parecido com a suástica.Imagens e algumas informações cedidas por Wikipedia.
Etiquetas: Conversas
Publicada por L. Romudas às 11:59 da manhã 3 comentários
segunda-feira, janeiro 28, 2008
Testes, essas coisas tão uteis para a nossa realização pessoal
Confesso, não sou muito de fazer este tipo de testes a menos que alguém, normalmente um blogger de renome, o tenha feito antes. E aqui a Bombinha fez. Um teste sobre pássaros. Muito bem. Eu, um amante dos ares que infelizmente sofre de vertigens a partir dos dois metros, sempre sonhei em voar. A sério. É um sonho de criança. Uns queriam ser astronautas, outros futebolistas, outros até pedreiros, mas eu, eu sempre sonhei em voar. Queria ser um falcão peregrino, subir até não poder mais e depois um voo picado, vertiginoso, curvar subitamente e planar, planar, planar. Suspiro.
Ainda que o teste seja para saber qual é o nosso Power Bird, que imagino seja a nossa ave espiritual, decidi fazer o teste.
Your Power Bird is a Swan |
![]() You are a truly graceful and gorgeous creature. You easily see beauty in yourself and others. Intuitive and in touch, you can often guess what the future will bring. And you're flexible enough to accept the changes that life has in store for you. |
Imaginem o meu espanto quando saiu o resultado. Um cisne! Um paneleirote de um cisne! Tenho um metrossexual de um cisne a tomar conta de mim a partir dos céus! Nem um milhafre, nem um açor, nem um grifo, nem sequer um noitibó! Um cisne, vejam só! Ó que vida tão cruel!
Agora sim. Agora me lembro porque detesto este tipo de testes. Mesmo que saibamos a matéria toda o chumbo é garantido.
Etiquetas: Coisas da Web, Conversas
Publicada por L. Romudas às 4:07 da tarde 3 comentários
Não podia ter corrido melhor!
Assim está bem.
Etiquetas: Conversas
Publicada por L. Romudas às 2:10 da tarde 0 comentários
domingo, janeiro 27, 2008
The Beatnick Sunday ou Elevando o Nível Intelectual com Ginsberg & Davis
largo da estação de San José
Vagueava acabrunhado
perto de uma fábrica de tanques
e sentei-me num banco
ao pé da guarita do agulheiro.
Uma flor jazia no feno que jazia
no asfalto da auto-estrada
- a temida flor do feno,
pensei eu. Tinha um caule
negro quebradiço e uma
corola de picos sujos
amarelados - picos longos como
os da coroa de Jesus -, e no centro
um sujo tufo de algodão
como um pincel de barba usado
guardado no meio de coisas velhas
na garagem há mais de um ano
Flor, flor amarela, e
flor da indústria também,
flor forte agreste e feia,
mas flor de qualquer modo,
com a forma da grande rosa
amarela do teu cérebro
Esta é que é a flor do Mundo."
Allen Ginsberg
-Uivo e Outros Poemas-
The Miles Davis Quintet - Walkin' (1967)
Etiquetas: Literatura, Música
Publicada por L. Romudas às 7:12 da tarde 2 comentários
sábado, janeiro 26, 2008
Azias e Distintivos
Ora, juntamente com a azia vem este azedume crítico. Graças ao senhor Correia de Campos parece-me plausível, e um excelente plano para uma noite de sábado, ver, gravar e rever um programa do género Prós e Contras ou a Quadratura do Círculo, ou daqueles debates fúteis sobre futebol e arbitragem (ou será sobre arbitragem e futebol?), e passar horas e horas a ver boquinhas a mexer. Porque no final de contas esses programas servem para no fim não sabermos em que estado ficou o debate, nem nenhuma opinião concreta, mas sim que Fulano encostou Beltrano às cordas e que, Cicrano, inteligentemente, foi buscar o passado obscuro do Coisinho e que o moderador falava mais que os eruditos convidados... Enfim... Lavar roupa suja e fazer figura de urso, é o que acaba por acontecer a muito boa, ou não tão boa, gente.
E, com a azia e o azedume, vem também esta aparente incapacidade de parar de falar... É contagiante. E depois o leitor começa a falar ao mesmo tempo. Depois eu falo ainda mais alto. O leitor imita e também sobe o volume. E no fim o que sobra para além da cacofonia?
Exacto.
Nada.
E para acabar com esta conversa desfiada, algo que não tem nada a aver: duas versões de uma das mais estapafúrdias deixas cinematográficas (exclusiva para mexicanos): "Badges? We don't need stinking badges!"
in Treasure of the Sierra Madre
in Blazing Sadles
Publicada por L. Romudas às 8:54 da tarde 0 comentários
quarta-feira, janeiro 23, 2008
Mais uma boa surpresa
E já agora, contribuindo para a youtubização deste blog, mais um video:
Sing Along
Etiquetas: Música
Publicada por L. Romudas às 7:09 da tarde 1 comentários
Obituário
- 10 Coisas Que Odeio em Ti
- Quatro Penas Brancas
- Candy
- Casanova
- Coração de Cavaleiro
- Monster's Ball - Depois do Ódio
- O Patriota
- O Segredo de Brokeback Mountain
- Irmãos Grimm
- The Dark Knight (em produção e sem título em português)
Publicada por L. Romudas às 12:03 da tarde 4 comentários
terça-feira, janeiro 22, 2008
The Big Shave (1967) by Martin Scorsese
Reza a lenda que esta curta realizada pelo Mestre Scorsese fez parte integrante da sua tese de mestrado em Cinema. Não me perguntem em qual escola porque não faço ideia, o que sei é que deve ser muito boa para poder albergar talentos assim. Nota: Resistam até ao fim. Tem bolinha.
Via Portal Cinema.
Etiquetas: Cinema
Publicada por L. Romudas às 1:39 da tarde 2 comentários
Elevando o Nível Intelectual com: Leonardo Da Vinci
«As chamas, vivendo há já um mês nos fornos do vidreiro, viram aproximar-se uma vela, num belo e lustroso candelabro, e com grande desejo tentavam encostar-se a ela. Uma das chamas, deixando o seu curso natural, enfiou-se num tição apagado, de que se nutria, e saindo pelo outro lado por uma pequena fenda, atirou-se à vela, que estava próxima, e com extrema gula e avidez a devorou até ao fim; e querendo prolongar-lhe a vida, em vão tentou voltar ao forno donde partira mas foi obrigada a finar-se e morrer juntamente com a vela; assim, com prantos e arrependimentos, em fastidioso fumo se transformou, deixando as irmãs em longa vida e resplandecente beleza.»
Bestiário, Fábulas e Outros Escritos
Assírio & Alvim
Etiquetas: Literatura
Publicada por L. Romudas às 12:33 da tarde 2 comentários
segunda-feira, janeiro 21, 2008
Uma das melhores séries portuguesas de sempre: Paraíso Filmes
Etiquetas: Cinema
Publicada por L. Romudas às 6:51 da tarde 1 comentários
Palavra de que gosto: Usucapião
- do Lat. usucapione; s. f., Jur.;
- modo antigo de aquisição de propriedade, pela posse pacífica e contínua durante certo tempo;
- espécie de prescrição.
Etiquetas: Conversas
Publicada por L. Romudas às 12:45 da tarde 1 comentários
Gostava de ser um bytezinho para ver o que lá vai dentro
A próxima alminha que me disser que a informática é uma ciência exacta, ou que o material tem sempre razão, ou que o Windows é o melhor SO, engole um punho fechado. Ai engole engole!
Etiquetas: Conversas
Publicada por L. Romudas às 12:15 da tarde 1 comentários
sexta-feira, janeiro 18, 2008
Blasted Mechanism - We
(Sim, é uma guitarra portuguesa. Sim, é o António Chaínho.
'Tá brutal, não 'tá?)
"We were made for much more,
made for anything we want"
Etiquetas: Música
Publicada por L. Romudas às 5:04 da tarde 3 comentários
Elevando o Nível Intelectual com: Anton Tchekhov
"«Amo-o. A minha vida, a minha felicidade, tudo depende de si! Perdoe-me esta confissão, mas não podia sofrer mais em silêncio. Espero de si mais compaixão que amor. Apareça hoje às oito da noite no velho pavilhão. Acho desnecessário escrever o meu nome, mas não receie o anonimato: sou jovem e atraente. O resto que lhe importa?»Depois de ler esta carta, Pavel Ivanitch Vikhotsev, homem casado, de moral saudável, encolheu os ombros e coçou a testa, confundido.
«Mas que diabo vem a ser isto? Enviar carta tão estranha... e estúpida a um homem casado! Quem será a autora?»
Pavel Ivanitch virou e revirou a carta, leu-a mais uma vez e cuspiu."
Edições Ráduga
Etiquetas: Literatura
Publicada por L. Romudas às 1:23 da tarde 0 comentários
A terceira fita de 2008 - Frida
A história é impressionante. Haverá poucas histórias assim: impressionantes e verídicas. Tenho para mim que fazer um bom filme biográfico é bem mais dificil do que fazer um bom filme de outro género qualquer. O que conta não é só a produção, o argumento, o elenco, a caracterização, ou mesmo os efeitos especiais. O que conta é a capacidade do realizador (neste caso, realizadora) de entrar na pele do sujeito retratado, comprendê-lo, compreender o seu universo, e conseguir transmitir isso, directamente ou não, para o espectador. Julie Taymor, realizadora pouco conhecida em Hollywood, conseguiu isso muito bem. As fusões da realidade com as pinturas de Frida estão fabulosas. Tão subtis que, apesar de vermos um ou outro pestanejar, continuamos na dúvida se serão os actores ou ainda é a tela de Kahlo. As cores saturadas, os vermelhos, os amarelos, os azuis fortes, proliferam naquele México tanto quanto proliferam nas obras de Frida. Ao longo do filme, ao conhecermos o seu mundo, temos a sensação de estar sempre a olhar para os seus quadros, e no fundo é isso mesmo que está a acontecer. Á medida que vamos conhecendo esse mundo, vamos percebendo que o filme não passa de uma pintura de Frida em movimento. Uma vida de extremos, carregada de sofrimento, dor, alegria e amor. Salma Hayek está esplendorosa, diga-se de passagem. Molina está muito bem também, parece um bom gigante mas basta atacar o socialismo Marxista que ferve num instante e vai para a cama com todo o rabo de saias que apanha. Frida também. Enfim...(*) Apesar de não ter visto mais nenhum filme de Taymor. No entanto agora está na minha lista de prioridades.
Etiquetas: Cinema
Publicada por L. Romudas às 12:22 da tarde 1 comentários
quinta-feira, janeiro 17, 2008
Quem tem telhados de vidro...
Etiquetas: Conversas
Publicada por L. Romudas às 6:07 da tarde 1 comentários











