Novidades na Galeria. Tenho dito.
segunda-feira, setembro 15, 2008
sexta-feira, setembro 12, 2008
E.U. da A. e Portugal.
Por falar em pesadelo português, alguém viu o Portugal - Dinamarca? Haverá algum lampião que tenha reparado que no segundo golo Quim está tão bem na fotografia como estaria o Ricardo, se estivesse no lugar do Quim? E repararam também que, além da assistência para o primeiro golo, Hugo Almeida não fez nada que se aproveitasse? E que raio andava a fazer o Moutinho a 5 minutos do fim, a tentar parar tanques com pedras? Se fosse para entrar que tivesse entrado no início da segunda parte, quando Maniche começou a correr com a língua de fora. E porque é que o Danny não entrou mais cedo? E porque raio não jogou Djaló de início, um avançado móvel e bastante mais rápido que qualquer defesa dinamarquês? Abre a pestana Carlinhos!
Seja como for, há muito tempo que não via Portugal a jogar tão bem durante tanto tempo (e tão consistentemente) sem Cristiano Ronaldo. Temos equipa e treinador, sim senhor.
Etiquetas: Conversas
Publicada por L. Romudas às 6:41 da tarde 0 comentários
Esclarecimentos
Fabian Mohr, o excelso fotógrafo cuja obra está patente no post abaixo caiu-me em cima (via e-mail). Primeiro parecia uma negra trovada carregadinha de granizo e electricidade explosiva, mas afinal foi uma refrecante chuvinha de verão. Tudo porque lhe devia ter pedido autorização e não o fiz. Na realidade esqueci-me de o fazer. No meio de uma tradução e de uma demanda por fotos decentes e, ao mesmo tempo, a obrigar o outro computador a esforços hercúleos, a simples tarefa de pedir autorização para uso das ditas imagens passou por mim num autocarro alzheimeriano. Já lhe pedi desculpa e prometi pagar-lhe uma enorme bejeca se o gajo vier a Portugal. Outro dos motivos para me ter caído em cima foi que não fiz backlinking para cada uma das fotografias em separado, que pelos vistos é um dos mandamentos do Flickr, e que, aliás, também é uma grande mariquice. Ora se linko a página onde as fotos estão qual o interesse em linkar cada foto em separado? Enfim, burocracias. O que interessa é que a coisa ficou sanada e cada foto já tem o respectivo link e está tudo bem outra vez. Espero eu. Espero não ter de pagar nada mais que uma caneca de Super Bock ao artista. Lesson learned.
Etiquetas: Conversas
Publicada por L. Romudas às 6:21 da tarde 0 comentários
segunda-feira, setembro 01, 2008
The Burning Man
A auto-estrada de duas faixas transforma-se numa estrada nova. Conduzes devagar a caminho da playa, uma estensão de 600 quilómetros quadrados conhecida como deserto de Black Rock. E é aí que tocas um sítio que te faz sentir noutro planeta. Estás no fim - ou no princípio - da tua viagem para o Burning Man.

Tu pertences aqui e participas. Não és o miudo mais estranho da turma - há sempre alguém que pensou em coisas que nunca sequer consideraste. Estás ali para respirar arte. Imagina uma escultura de gelo a emitir música glacial - em pleno deserto. Imagina o homem que te cumprimenta, todo neon e benevolência, e que olha pela comunidade.
Tu estás aqui para construir uma comunidade que precisa e confia em ti.

Estás aqui para sobreviver. O que acontece ao teu cérebro e corpo quando expostos a 40º C, com a humidade a abandonar o teu corpo e a desidratar-te em poucos minutos? Tu sabes e tens que tomar conta de ti. Bebes água constantemente e o teu mijo sai claro. Talvez queiras reconsiderar beber aquele alcoól que trouxeste (ou outras coisas) - a experiência do Burning Man é a sua própria droga. Besuntas-te de protector solar antes do sol ficar na máxima força. Trazes suficiente comida, bebida e abrigo porque o ambiente do novo planeta é duro e não irás encontrar nenhuma máquina de venda automática.

Estás aqui para criar. Uma vez que ninguém no Burning Man é espectador, tu estás aqui para construir o teu próprio mundo novo. Construíste um abrigo em forma de ovo, um fato com light sticks ou um carro em forma de barbatana de tubarão. Cobriste-te de prata, andas com um chapéu de palha e um fio de pérolas, ou talvez com uma saia pela primeira vez. Está a transmitir a rádio Free Burning Man - ou outra rádio qualquer.

Estás aqui para experimentar. Fecha os olhos e guia a tua bicicleta pelo vazio do deserto. Visita os acampamentos temáticos - vê o que se passa na Irrational Geographic, relaxa na Cabana da Bianca e come uma sanduíche de queijo grelhado. Encontra o teu amor e compreendam-se um ao outro enquanto caminham devagar debaixo de um guarda-sol. Vagueia debaixo dos véus da poeira à noite na playa.

Estás aqui para celebrar. Na noite de sábado queimaremos o Homem. Assim que a procissão começa, forma-se o círculo e incendeia-se o Homem, experencias algo pessoal, algo novo para ti mesmo, algo que nunca sentiste. É uma epifania, é primevo, é um novo nascimento.
E é completamente individual.

E vais-te embora tal como chegaste. Quando sais do do Burning Man não deixas nenhum nada para trás. Tudo o que construíste, desmantelas. O lixo que produziste e os objectos que consumiste levas de volta. Durante semanas voluntários vão limpar todos os vestígios da presença do Burning Man e devolver o deserto às suas condições originais.

Mas levarás o mundo inteiro contigo. Enquanto conduzes de volta a casa, pelas poeirentas estradas, vais-te lentamente reintegrando no mundo de onde vieste em primeiro lugar. Sentes-te em sintonia com os outros veiculos cobertos de pó que partilharam a mesma comunidade. Imagens nítidas dançarão no teu cérebro flutuando de volta com as mudanças de tempo. A comunidade Burning Man, os teus amigos, os teus novos conhecidos ou o Projecto Burning Man envolvem-te. No fim, apesar das viagens de e para o Burning Man terem acabado, embarcas para uma viagem diferente - para sempre.
Fotografias: Fabian Mohr
Texto: Molly Steenson
Tradução (livre) e Adaptação: Luís Romudas
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Publicada por L. Romudas às 8:38 da tarde 1 comentários
Best Bad Guys #5
Lord Darth VaderThe Star Wars Trilogy
* * *
Etiquetas: Bad Guys, Cinema, Conversas
Publicada por L. Romudas às 5:17 da tarde 0 comentários
sexta-feira, agosto 29, 2008
Coisas da vila...
Neste jardim, renovado, agradável e convidativo vive uma criatura hedionda, demoníaca e... suja. Dá-se pelo nome de Passer domesticus e é conhecido entre as gentes da vila como "pardal dum cabrão". São às centenas. Aos milhares. Sem querer exagerar diria mesmo que são às centenas de milhares de milhões. Ao pôr-do-sol fazem um barulho que não fica a dever nada a um estádio (daqueles grandes) cheio de bebés a chorar em simultâneo. Diga-se ainda que a quantidade de resíduos fecais produzido por um e por outro também não difere muito. O que difere mesmo é que os pardais não usam fraldas e os bebés não sobrevoam o meu carro. E quais são as consequências disto? Ninguém estaciona o carro num parque com cerca de 10 lugares (o que para esta vila é muito lugar de estacionamento), ninguém se vai deitar para a relva e ninguém deixa os filhos brincarem num jardim com dois dedos de merda de pássaro no chão. E as autoridades, não limpam a coisa? Limpam pois. Limpam a passagem pedonal de manhã (com uma máquina de pressão de água) e à tarde está precisamente na mesma. Quanto à relva pouco há a fezer, obviamente.
A parte caricata (uma delas) é que, lendo várias tabuletas colocadas pelas autoridades, ficamos a saber que não podemos passear o nosso cão (ou outro cão qualquer) na relva. Ainda que façamos como as pessoas civilizadas do resto do mundo e apanhemos o dito "presente", PIMBA!, apanhamos com a multa. Onde? Mesmo nas nalgas, como o outro. A questão é: será preferível um jardim com merda de meia dúzia de cães (que não é nada transcendental para qualquer varredor de rua) ou com merda de 5000 pássaros?
Seja qual for a resposta a coisa vai dar ao mesmo: o jardim está a ficar inabitável. Até os habituais pensionistas começam a debandar. Quando vier o Outono e as folhas dos plátanos caírem os pássaros também desaparecerão, sim senhor, mas com frio e chuva quem é que vai utilizar o jardim?! Eu até gosto muito de animais, a sério, mas cá para mim, muito sinceramente, era apontar uma espingarda para as árvores e fora chumbo! Embonecavam o evento com a expressão "controlo populacional" e ainda se petiscava qualquer coisa. Eu levaria o vinho, claro.
Etiquetas: Conversas
Publicada por L. Romudas às 5:02 da tarde 2 comentários
quinta-feira, agosto 21, 2008
Deus o tenha e o conserve: LeRoi Moore (1961-2008)
Dave Matthews Band - The Warehouse
Central Park Concert
Publicada por L. Romudas às 2:29 da tarde 2 comentários
quarta-feira, agosto 20, 2008
segunda-feira, agosto 18, 2008
What are you?
"Voilà! In view, a humble vaudevillian veteran, cast vicariously as both victim and villain by the vicissitudes of Fate. This visage, no mere veneer of vanity, is it vestige of the vox populi, now vacant, vanished, as the once vital voice of the verisimilitude now venerates what they once vilified. However, this valorous visitation of a by-gone vexation, stands vivified, and has vowed to vanquish these venal and virulent vermin vanguarding vice and vouchsafing the violently vicious and voracious violation of volition. The only verdict is vengeance; a vendetta, held as a votive, not in vain, for the value and veracity of such shall one day vindicate the vigilant and the virtuous. Verily, this vichyssoise of verbiage veers most verbose vis-à-vis an introduction, and so it is my very good honor to meet you and you may call me V!"
V, in V for Vendetta
Etiquetas: Cinema
Publicada por L. Romudas às 6:17 da tarde 0 comentários
quinta-feira, agosto 14, 2008
E fotografias, pá?! Ondéquelastão?!
(Confesso que grande parte deste diálogo acontece somente na minha cabeça, para bem do meu dente de porcelana e dos meus óculos colados ao meio)
Pronto, acabaram de descobrir mais um pormenor da minha espectacular vida. Agora arranjem uma para vocês, meus grandessíssimos charoleses... desculpem, leitores, leitorzinhos fofinhos...
Etiquetas: Conversas
Publicada por L. Romudas às 3:11 da tarde 2 comentários
quarta-feira, agosto 13, 2008
Momento Biography Channel: Vidocq
Daqui para a frente foi sempre a abrir. Os conhecimentos que tinha do sub-mundo parisiense e os métodos de investigação e abordagem pouco ortodoxos que empregava granjearam-lhe fama e fortuna. Executava ele próprio operações de infiltração (isto em mil oitocentos e tal, portanto, sem escutas, auriculares, GPS e merdas assim) e chegou mesmo a ser contratado para se matar a ele mesmo. Em 1812 Vidocq funda a Brigade de Sûreté, uma espécie de Polícia Judiciária em que a maioria dos detectives eram ex-prisioneiros. Resultado: em 1817 a Sûreté fez 811 detenções. É obra. Em 1832, por politiquices, o homem demite-se do cargo que ele próprio criou e torna-se detective privado e escritor. Morre em 1857 depois de uma vida cheia. Completamente cheia.
Para trás deixa a criação da tinta permanente e de um tipo de papel indestrutível. Foi o primeiro a estudar balística aplicada à criminologia, fez os primeiros moldes de pegadas e os seus estudos antropométricos ainda são em parte usados pela polícia francesa.
Quem diria que um borra-botas que rouba dinheiro ao próprio pai se iria tornar num dos pioneiros da criminologia forense e num dos mais proeminentes chefes de polícia do mundo?!
(*) Até ao fim dos seus dias Vidocq afirmou sempre que nunca denunciou ninguém que tivesse roubado por necessidade. Bufo sim, mas com princípios.
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Publicada por L. Romudas às 12:26 da tarde 0 comentários
terça-feira, agosto 12, 2008
Premonições
Já comecei a ensaiar as gargalhadas.
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Publicada por L. Romudas às 4:07 da tarde 0 comentários
segunda-feira, agosto 11, 2008
New-Found Lands: Ani Difranco
Ani Dfranco - Shy
Etiquetas: Música
Publicada por L. Romudas às 11:50 da manhã 1 comentários
sexta-feira, agosto 08, 2008
Hiroshima: 63 anos e 2 dias
Etiquetas: Conversas
Publicada por L. Romudas às 5:45 da tarde 1 comentários
quarta-feira, agosto 06, 2008
Oh não... Outro blog com uma fotografia do Joker!
As adaptações cinematográficas de bandas desenhadas não são tarefa fácil, e quando o são saem valentes bostas. Nolan mostrou mais uma vez (gostei do Batman Begins) ser bastante competente mantendo sempre o jogo escondido e revelando as cartas uma a uma, sem deixar que o espectador preveja muita coisa antes de realmente acontecer. Nota positiva também para os embates corpo-a-corpo que estão num nível dinâmico mas humanamente possível... acho eu. O que lhe falta é umas dioptrias de "Visão Tim Burtoniana" de Gotham City. A Gotham de Burton é fabulosa. Sombria, suja, impura, parece um franchising do Inferno em plena Terra e isto mesmo sem vermos um único habitante. A Gotham de Nolan parece uma cidade como outra qualquer, Sydney, Chicago, Vancouver ou mesmo a zona empresarial do Rio de Janeiro. Gotham City é Gotham City, tal como Basin City é Basin City. São únicas, não só pelo facto de fazerem parte do imaginário BD, nem só pelos seus peculiares habitantes. São únicas também pela sua arquitectura, pelo seu microclima, pelo seu smog, pela malignidade impregnada nas paredes e no alcatrão das ruas. Pela escuridão que reina pelas ruas de ambas mesmo que seja meio-dia em meados de Julho.
Na minha opinião bastava Christopher Nolan ter pedido ajuda a Burton (tal como Rodriguez pediu a Miller e Tarantino em Sin City) para Dark Knight ser, não só um sucesso de bilheteiras, mas um filme brilhante e genial. Assim o Joker de Heath Ledger foi desperdiçado num filme bom/mediano e já não há mais nenhum. E é pena.
N. do B.: Isto não é uma crítica. É uma nota do que penso sobre este filme em particular. Não é uma crítica porque isto não é um blog de críticas, apesar de às vezes, muitas vezes, parecer o contrário. Não há aqui ninguém com habilitações para ser crítico. O que há é um espectador que gosta de, e pode, dar a sua opinião. Muito obrigado e boa noite.
Etiquetas: Cinema
Publicada por L. Romudas às 6:26 da tarde 0 comentários
sexta-feira, agosto 01, 2008
Their problems start when they don't die young?
Perdendo a juventude perde-se a aura sobre-humana que as estrelas de rock têm desde que passam a essa mesma condição. Jerry Lee Lewis já não é uma estrela de rock, não senhor. É uma supernova. Jerry Lee Lewis é o "Last Man Standing". É o último sobrevivente do quarteto dourado. É o último sócio/fundador/embaixador vivo do rock & roll. E por isso, e também por ter incendiado um piano em palco enquanto tocava exuberantemente a Great Balls of Fire, deveria ser-lhe concedida uma licença especial de estadia entre os vivos ad aeternum. E de preferência com a genica de 1956/57.
Publicada por L. Romudas às 6:52 da tarde 0 comentários
quarta-feira, julho 30, 2008
Há mesmo coisas fantásticas



Nenhuma das fotografias tem nome. A única coisa que as identifica são as coordenadas geográficas do local em causa. Isto para quê? Para as fotografias não se transformarem em algo mais do que são. Parece-me uma razão mais justa que outra qualquer, não será?. Link
Etiquetas: Fotografia
Publicada por L. Romudas às 5:44 da tarde 0 comentários











